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Criação Coletiva

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 24.02.2017
Processo de construção do espetáculo em que o texto é gerado pelo jogo dos atores que, guiados ou não por um diretor, debruçam-se sobre um tema, uma história ou qualquer outro tipo de material. Em muitos casos, não apenas a função do dramaturgo é substituída pelo trabalho dos intérpretes, como também outras funções de criação, como o cenógrafo, ...

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Histórico

Processo de construção do espetáculo em que o texto é gerado pelo jogo dos atores que, guiados ou não por um diretor, debruçam-se sobre um tema, uma história ou qualquer outro tipo de material. Em muitos casos, não apenas a função do dramaturgo é substituída pelo trabalho dos intérpretes, como também outras funções de criação, como o cenógrafo, o figurinista, o iluminador, o diretor musical.

Em geral, os atores que optam pela criação coletiva estão no contexto do teatro de grupo e têm como objetivo ampliar sua participação, deixando de ser apenas aqueles que se encarregam de criar personagens e representá-las para se tornarem autores e produtores.

Nos anos 1970, essa forma de criação é muito difundida e praticada na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina. No Brasil, a partir da colaboração entre o grupo experimental norte-americano Living Theatre, o grupo argentino Los Lobos e o Teatro Oficina, de José Celso Martinez Corrêa, que resulta no processo de criação de Gracias, Señor, 1972, é possível distinguir uma ênfase nas roteirizações de espetáculos partindo das improvisações dos atores. O grupo carioca Asdrúbal Trouxe o Trombone e o paulista Pod Minoga são alguns dos conjuntos profissionais que, já em meados da década de 1970, adotam a criação coletiva como método de trabalho e elemento de sua linguagem e de sua identidade artística.

Há casos em que a criação, embora coletivizada, se dá sob a condução do encenador, que se utiliza desse procedimento para um espetáculo determinado, sem torná-lo uma marca de sua estética. Mantendo as demais funções, ele amplia o trabalho do ator até a criação da cena e da dramaturgia, sem contudo colocar em discussão a concepção. É o caso exemplar do espetáculo Macunaíma, em que o projeto de recriar a obra de Mário de Andrade (1893 - 1945) é concebido e assinado pelo diretor Antunes Filho tendo a participação de sua equipe, o Grupo Pau Brasil.

Outros diretores hoje servem-se de técnicas de criação coletiva para pesquisar novas linguagens, o que chamam de processo colaborativo. Entre eles, destacam-se Enrique Diaz, da Cia dos Atores, no Rio de Janeiro, e Antônio Araújo, do Teatro da Vertigem em São Paulo.

Fontes de pesquisa 5

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  • FERNANDES, Sílvia. Grupos teatrais: aqnos 70. Campinas: Unicamp, 2000.
  • GARCIA, Santiago. Teoria e prática do teatro. São Paulo: Hucitec, 1988.
  • LIMA, Mariângela Alves de. Fala Baixo Senão Eu Grito. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 14 mar. 1973.
  • LIMA, Mariângela Alves de. Quem Faz o Teatro. In: ARRABAL, José; LIMA, Mariângela Alves de; PACHECO, Tânia. Anos 70 - Teatro. Rio de Janeiro: Europa, 1979.
  • ROSENFELD, Anatol. Prismas do teatro. São Paulo: Perspectiva, 1993.

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