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Pinacoteca

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 24.02.2017
A palavra pinacoteca vem do grego pinakothêke e refere-se à coleção de pinturas votivas colocadas nos santuários em homenagem às divindades, chamadas pinax. Em latim a palavra pinacotheca torna-se sinônimo de galeria de quadros ou museu. Na concepção moderna, designa uma coleção de quadros específica, uma galeria de pintura ou ainda o acervo de ...

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Definição

A palavra pinacoteca vem do grego pinakothêke e refere-se à coleção de pinturas votivas colocadas nos santuários em homenagem às divindades, chamadas pinax. Em latim a palavra pinacotheca torna-se sinônimo de galeria de quadros ou museu. Na concepção moderna, designa uma coleção de quadros específica, uma galeria de pintura ou ainda o acervo de pinturas de um determinado museu.

A idéia da constituição de um espaço reservado a pinturas votivas vem do mundo grego clássico. Na metade do século V a.C., na época de Péricles (495 a.C. - 429 a.C.), é construído o primeiro edifício designado especialmente para esse fim, localizado na parte norte do Propileu,1 na Acrópole, em Atenas. No período helenístico, 323-27 a.C., coleções de pinturas de diferentes épocas são reunidas nas cortes dos legisladores em Pérgamo, Antióquia e Alexandria. Após o domínio romano, os locais onde se encontram as pinturas passam a ser mais considerados por sua importância em reunir coleções de arte do que como centros políticos e religiosos. O geógrafo grego Strabo (ca.63 a.C. - 24 d.C.), no livro Geographicae [Geografia], escrito na época de Augusto (27 a.C.-14 d.C.) descreve o templo de Hera, em Samos, com a atmosfera de um museu: "Um antigo santuário e um grande templo, o qual atualmente é uma galeria de arte; além da quantidade de pequenas pinturas no interior da cella [espaço dedicado à divindade], existem outras construções para a coleção de pinturas e numerosos santuários que também são repletos de antigas obras de arte".2 Entre os romanos tornam-se comuns as coleções de pinturas e esculturas, descritas por escritores como Plínio em Historia Naturalis [História Natural], livros XXXV e XXXXVI.

No Renascimento coleções de pinturas e esculturas passam a ser exibidas em galerias e, embora apresentadas a uma parcela restrita da sociedade, podem ser utilizadas como objeto de estudo por parte dos artistas. Data dessa época a organização da coleção da família Medici, no Palácio Uffizi, em Florença, com a criação, em 1581, de um espaço especialmente projetado em função das obras expostas. Algumas coleções de arte de particulares e eclesiásticas dão origem, posteriormente, aos primeiros museus nacionais.

As pinacotecas podem pertencer, portanto, a colecionadores particulares ou aos museus, criados a partir da metade do século XVIII, em um processo cultural relacionado ao iluminismo. Entre as instituições que abrigam principalmente coleções de pinturas, devem-se destacar, além da Galleria degli Uffizi, a Pinacoteca de Brera e a Pinacoteca Ambrosiana (ambas em Milão), a Alte Pinakothek, em Munique, e a National Gallery, em Londres. No Brasil pode-se mencionar, entre outras, a Pinacoteca do Estado de São Paulo - Pesp, o museu de arte mais antigo de São Paulo. Inaugurada em 1905, ela guarda um acervo bastante diversificado da arte brasileira de todos os tempos e significativa coleção de obras do século XIX.

Notas

1 Portão de entrada para o território de um templo, quando ornamentado e de importância arquitetônica. HOUAISS, Antonio. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p.2312

2 Strabo, Geografia, citado em MORENO, Paolo. Greece, ancient, painting theory and criticism: 5th century BC, 4 - Collections and collectors. In THE DICTIONARY of Art. Ed. Jane Turner. London : Grove, 1996, p. 554-555.

Fontes de pesquisa 9

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  • A PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Acervo permanente e novas doações. Textos Aracy Amaral, José Roberto T. Leite e outros. São Paulo, Edições Pinacoteca, janeiro de 1999, 30 pp. Il. p&b. color.
  • BRERA, Milão. São Paulo : Melhoramentos, 1970. (Enciclopédia dos Museus).
  • LEWIS, Geoffrey. History of museums. Disponível em: [http://www.muuseum.ee/uploads/files/g._lewis_the_history_of_museums.pdf]. Acesso em: 26 jan. 2007.
  • La nuova enciclopedia dell'arte Garzanti. Milano: Garzanti, 1986.
  • MORENO, Paolo. Greece, ancient, painting theory and criticism: 5th century BC, 4 - Collections and collectors. In THE DICTIONARY of Art. Ed. Jane Turner. London : Grove, 1996, p. 554-555.
  • PINACOTECA de Munique. São Paulo : Melhoramentos, 1968. (Enciclopédia dos Museus).
  • THE DICTIONARY of Art. Ed. Jane Turner. London : Grove, 1996.
  • THE UFFIZI. Ed. Luciano Berti, Anna Maria Petrioli Tofani, Caterina Caneva. London : Scala, 1993.
  • UFFIZI, Florença. São Paulo : Melhoramentos, 1968. (Enciclopédia dos Museus).

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