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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Novembergruppe

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 01.03.2017
Na Alemanha, após a Primeira Guerra Mundial, 1914 - 1918, ocorre a revolução de novembro de 1918, quando o último kaiser, Guilherme II, abandona o trono e é instalado o regime republicano socialista. No ano seguinte é proclamada a constituição da chamada República de Weimar, que perdura até a ascensão do nazismo, na década de 1930. Nesse período...

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Histórico

Na Alemanha, após a Primeira Guerra Mundial, 1914 - 1918, ocorre a revolução de novembro de 1918, quando o último kaiser, Guilherme II, abandona o trono e é instalado o regime republicano socialista. No ano seguinte é proclamada a constituição da chamada República de Weimar, que perdura até a ascensão do nazismo, na década de 1930. Nesse período são fundadas em Berlim organizações de artistas com fortes vinculações políticas e de tendência socialista, como o Arbeitsrat für Kunst [Conselho Trabalhador para a Arte] e o Novembergruppe [Grupo de Novembro], cujo nome é uma referência à revolução de 1918. O grupo é formado inicialmente pelos artistas César Klein (1876 - 1954) e Max Pechstein (1881 - 1955). No decorrer dos anos de 1920, aderem ao Novembergruppe pintores e escultores como R. Belling (1886 - 1972), Otto Dix (1891 - 1969) e George Grosz (1893 - 1959) e arquitetos como E. Mendelsohn (1887 - 1953), Walter Gropius (1883 - 1969) e Mies van der Rohe (1886 - 1969), além de músicos e poetas. Aos artistas de formação expressionista, aliam-se outros, provenientes de centros regionais, como o Grupo da Secessão de Dresden, fundado em 1919, e de tendências: dadaístas, realistas e pintores da nova objetividade, entre outros. Nessa época Walter Gropius funda em Weimar uma escola democrática cuja finalidade é criar um vínculo entre arte e indústria - a Bauhaus.

Os integrantes do Novembergruppe propõem um projeto cultural para a república, baseado na unificação de todas as artes. Procuram colaborar em atividades de reorganização das escolas de arte, reestruturação de museus, criação de espaços expositivos e de leis de proteção às artes. Participam ainda de projetos de arquitetura para edifícios públicos, voltados às exigências de vida e trabalho do povo.

Em 1919, um pouco antes das eleições, cartazes encomendados pelo governo interno e produzidos por artistas do Novembergruppe são espalhados pela Alemanha, procurando restaurar a ordem e pôr fim aos conflitos de rua. Porém, após as eleições, a violência gradualmente se acirra, ocorrendo a prisão e o assassinato de líderes políticos socialistas. Associações de artistas como a Secessão de Dresden são fechadas. O Novembergruppe sobrevive até a década de 1930, mas perde o caráter nitidamente político em 1922, e torna-se principalmente uma sociedade promotora de exposições. Até sua dissolução, o grupo tem importante atuação na cena cultural berlinense, sendo responsável pela crescente aceitação da arte moderna no ambiente artístico. Na obra de artistas do grupo se destaca a produção gráfica, em litografia e xilogravura, cujo suporte permite ampla divulgação, e que expressa temas políticos e sociais, como a crítica à guerra. Nesses cartazes são empregadas figuras deformadas e caricatas, de matriz expressionista, e cores intensas e contrastantes.

Deve-se destacar o contato de alguns dos integrantes desse grupo, como Dix e Grosz, com o pintor Lasar Segall (1891 - 1957), cuja produção é marcada pelo convívio com os expressionistas da segunda geração, mais inclinados a uma representação realista da figura e influenciados pelo cenário conturbado do pós-guerra alemão.

Fontes de pesquisa 5

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  • ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna: do iluminismo aos movimentos contemporâneos. Tradução Denise Bottmann, Frederico Carotti. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
  • BEHR, Shulamith. Expressionismo. Tradução Rodrigo Lacerda. São Paulo: Cosac & Naify, 2000. 80 p., il. color. (Movimentos da arte moderna).
  • CHILVERS, Ian (org.). Dicionário Oxford de arte. Tradução Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
  • MATTOS, Cláudia Valladão de. Lasar Segall: expressionismo e judaísmo - o período alemão de 1906-1923. São Paulo: Perspectiva, 2000. 223 p., il. p&b., color. (Estudos, 165).
  • THE DICTIONARY of Art. Ed. Jane Turner. London : Grove, 1996.

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