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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Parangolé

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 03.02.2015
Reprodução fotográfica Andreas Valentin

Parangolé Capa 30, 1972
Hélio Oiticica

Fruto das experiências de Hélio Oiticica (1937-1980) com a comunidade da Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira, no Rio de Janeiro, o Parangolé é criado no fim da década de 1960.

Texto

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Definição
Fruto das experiências de Hélio Oiticica (1937-1980) com a comunidade da Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira, no Rio de Janeiro, o Parangolé é criado no fim da década de 1960.

Considerado por Hélio Oiticica a "totalidade-obra", é o ponto culminante de toda a experiência que realiza com a cor e o espaço. Apresenta a fusão de cores, estruturas, danças, palavras, fotografias e músicas. Estandartes, bandeiras, tendas e capas de vestir prendem-se nessas obras, elaboradas por camadas de panos coloridos, que se põem em ação na dança, fundamental para a verdadeira realização da obra: só pelo movimento é que suas estruturas se revelam.

Posterior aos Bólides - recipientes com pigmento para serem manuseados, criados em 1963 -, os Parangolés ampliam a participação do público na medida em que sua ação não está mais restrita ao manuseio, como nas obras anteriores. Eles pressupõem a transformação na concepção do artista, que deixa de ser o criador de objetos para a contemplação passiva e passa a ser um incentivador da criação pelo público. Ao mesmo tempo que pressupõe uma transformação no espectador, dado que a obra só acontece com sua participação. Trata-se de deslocar a arte do âmbito intelectual e racional para a esfera da criação, da participação.

Muitas vezes usados por integrantes da Mangueira - Mosquito (mascote do Parangolé), Nildo, Jerônimo, Tineca e Nininha Xoxoba entre outros -, o Parangolé expressa inconformismo - alguns levam frases como "ESTOU POSSUÍDO" ou "INCORPORO A REVOLTA" - e é um "estandarte da anti-lamúria", revelando a cumplicidade do artista com os que vivem à margem da sociedade.

Obras 1

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Fontes de pesquisa 6

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  • FAVARETTO, Celso. A Invenção de Hélio Oiticica. São Paulo: Edusp, 1992. 234 p. (Texto & arte, 6).
  • LYGIA Clark e Hélio Oiticica. Rio de Janeiro: Paço Imperial, 1986. 123 p., il. p&b., color.
  • OITICICA, Hélio. Aspiro ao grande labirinto. Rio de Janeiro: Rocco, 1986. 134 p., foto p&b.
  • OITICICA, Hélio. Hélio Oiticica. Rio de Janeiro: Centro de Arte Hélio Oiticica, 1997. 277 p., il., p.b., color.
  • OITICICA, Hélio. O q faço é música. Curadoria Lygia Pape, Luciano Figueiredo, Waly Salomão; depoimento Hélio Oiticica; texto Mário Pedrosa, Guy Brett. São Paulo: Galeria de Arte São Paulo, 1986. [40] p., il. p&b color.
  • SALOMÃO, Waly. Hélio Oiticica: qual é o parangolé? Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1996. 123 p., il. p&b. (Perfis do Rio, 8).

Como citar

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