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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Milton Machado

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 12.03.2015
09.01.1947 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Reprodução fotográfica Milton Machado

Bits of Plastic Art/Top-Sider Information, 2000
Milton Machado
Fotografia, cibachrome e fragmentos de plástico
620,00 cm x 270,00 cm

Milton Machado da Silva (Rio de Janeiro RJ 1947). Pintor, desenhista, escultor, crítico, fotógrafo, professor. Entre 1965 e 1970, cursa arquitetura e urbanismo na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro - FAU/UFRJ. Em 1969, participa da 10ª Bienal Internacional de São Paulo, e conquista, com sua equipe, med...

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Biografia
Milton Machado da Silva (Rio de Janeiro RJ 1947). Pintor, desenhista, escultor, crítico, fotógrafo, professor. Entre 1965 e 1970, cursa arquitetura e urbanismo na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro - FAU/UFRJ. Em 1969, participa da 10ª Bienal Internacional de São Paulo, e conquista, com sua equipe, medalha de prata no Concurso Internacional de Escolas de Arquitetura. Realiza sua primeira individual em 1975, na Galeria Maison de France, no Rio de Janeiro. Na mesma cidade, leciona no Centro de Arquitetura e Artes da Universidade Santa Úrsula, entre 1979 e 1994, e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, de 1983 a 1994. Obtém título de mestre em planejamento urbano e regional pela UFRJ em 1985. Muda-se para Londres, em 1994, onde inicia doutorado em artes visuais no Goldsmiths College University of London, concluído em 2000. Volta ao Brasil em 2001 e, em 2002, passa a lecionar história e teoria da arte na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro - EBA/UFRJ.

Comentário Crítico
Milton Machado inicia sua trajetória artística ao produzir desenhos e aquarelas nos quais predominam letras, frases e sinais gráficos. Na opinião do crítico Roberto Pontual, suas obras parecem solicitar uma leitura que não se desenvolve de forma linear: as partes ou fragmentos não se encaixam facilmente em uma solução ou direção possível. Seus trabalhos inspiram-se em memórias de infância, transportadas para o universo do artista, que afirma: "o desenho tem para mim essencialmente um sentido: o de trazer ao plano da consciência os rumores que me povoam o mundo interno".1

Machado revela interesse pelos problemas e etapas de construção da imagem e utiliza freqüentemente procedimentos como recortes, justaposições e deslocamentos, como em Fugitivo Zero (1987) ou em 21 Formas de Amnésia (1991). Em sua obra é constante também o diálogo entre pintura e escultura, como em Diáfora (1993), em que uma placa de bronze perfurada, colocada sobre uma mesa, é preenchida com filetes de ferro, sugerindo uma pintura geométrica abstrata. Como aponta o crítico Agnaldo Farias, seu trabalho, acima de tudo, é marcado por uma forte orientação conceitual.

Sua produção desde o fim da década de 1980 é amplamente diversificada: realiza instalações nas quais associa imagens e sons, como em HI-FI (Alta Fidelidade), apresentada na Bienal Internacional de São Paulo de 1987, e trabalha com fotografia e vídeo, como na série Sobre a Mobilidade, exposta em 2005.

 

Nota
1 Citado em PONTUAL, Roberto. Arte brasileira contemporânea: Coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1976. p. 391.

Obras 16

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Reprodução fotográfica Milton Machado

Diáfora

Chapa perfurada de cobre, pregos de aço, mesa, ferro e vidro
Reprodução fotográfica Massimiliano Ruta

Diaphora

2 chapas perfuradas de aço e pregos de aço

Exposições 106

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Feiras de arte 3

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Mostras 1

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Fontes de pesquisa 17

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  • BASBAUM, Ricardo (org.). Arte contemporânea brasileira: texturas, dicções, ficções, estratégias. Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos, 2001. (N-Imagem). 700.981 A786a
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994.
  • BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 19., 1987, SÃO PAULO, SP. Catálogo geral. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1987.
  • COLEÇÃO Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da Arte Brasileira. São Paulo: MAM, 1984.
  • COTIDIANO/ARTE: O Objeto Anos 60/90. São Paulo: Itaú Cultural, 1999. (Eixo Curatorial 1999).
  • COTIDIANO/ARTE: O Objeto Anos 90. Curadoria Lisette Lagnado. São Paulo: Itaú Cultural, 1999. (Eixo Curatorial 1999).
  • MACHADO, Milton. 21 formas de amnésia. Rio de Janeiro: Galeria Sérgio Milliet, 1988.
  • MACHADO, Milton. Milton Machado. Projeto gráfico Adriana Cataldo, Sula Danowski; apresentação Lauro Cavalcanti; texto Milton Machado. Rio de Janeiro: Paço Imperial, 2001. 15 p., il. p&b. (Atelier Finep 2001).
  • MACHADO, Milton. Milton Machado: ciclo artista e processo. Rio de Janeiro: Galeria Sérgio Milliet, 1991. folha dobrada, il. color.
  • MACHADO, Milton. Mundo novo: Milton Machado - pinturas, esculturas. São Paulo: Galeria Luisa Strina, 1990. folha dobrada, il. p.b.
  • MACHADO, Milton. Works: sculpture, installation. S.l.: [s.n.][43] p., il. p.b. color.
  • O PEQUENO infinito e o grande circunscrito. São Paulo: Arco Arte Contemporânea, 1989. , il. p&b.
  • PLATAFORMA Lattes: base de dados. Disponível em http://lattes.cnpq.br/index.htm. Acesso em 05 out. 2006.
  • PONTUAL, Roberto. Arte brasileira contemporânea: Coleção Gilberto Chateaubriand. Tradução Florence Eleanor Irvin, John Knox. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1976.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • SILVEIRA, Dôra (Coord.). Espelho da Bienal. Curadoria Ruben Breitman; versão em inglês Jullan Smyth; texto Mário Pedrosa e Paulo Reis; apresentação Italo Campofiorito. Niterói: MAC-Niterói, 1998. [16] p., 11 cartões-postais.
  • TERRITÓRIO ocupado. Curadoria Marcus de Lontra Costa. Rio de Janeiro: Escola de Artes Visuais do Parque Lage, 1986.

Como citar

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