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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Marcio Périgo

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 28.03.2017
1949 Brasil / São Paulo / São Paulo

Gravura IV, 1986
Marcio Périgo
Buril e água-tinta

Marcio Donato Périgo (São Paulo, São Paulo, 1949). Gravador e desenhista. Conhece a técnica da gravura em metal em 1972, na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, onde estuda comunicação visual e tem aulas com Evandro Carlos Jardim. Realiza sua primeira exposição individual de desenhos e gravuras no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubri...

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Biografia

Marcio Donato Périgo (São Paulo, São Paulo, 1949). Gravador e desenhista. Conhece a técnica da gravura em metal em 1972, na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, onde estuda comunicação visual e tem aulas com Evandro Carlos Jardim. Realiza sua primeira exposição individual de desenhos e gravuras no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp em 1977. No ano seguinte, termina o curso de graduação na Faap e começa a dar aulas de gravura e desenho. Leciona gravura e desenho de observação na Faculdade de Artes Alcântara Machado - Faam, entre 1982 e 1984. Em 1984, participa das exposições Tórculos - Exposição de Prensas de Gravuristas Contemporâneos, no Espaço de Exposições Eugénie Villen, em São Paulo, e 3rd Mini Print International de Cadaqués, em Barcelona, Espanha. Recebe a Bolsa Vitae de artes, com o projeto Caos Aparente, em 1988, que apresenta exposição individual no Gabinete de Arte Raquel Arnaud, em 1989. Recebe prêmio aquisição no 12º Salão Nacional de Artes Plásticas, no Museu de Arte de Brasília - MAB/DF, em 1991. Em 2001, conclui mestrado no Instituto de Artes da Universidade de Campinas - Unicamp, apresentando 50 gravuras em metal e também o livro de artista Zés. Realiza exposição individual na Estação Pinacoteca em São Paulo, em 2005. É professor da Faculdade de Comunicação e Artes da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, e do Instituto de Artes e Centro de Pesquisa em Gravura da Universidade Estadual de Campinas - Unicamp.

Análise

Uma forte dimensão tátil percorre as gravuras de Marcio Périgo. Os objetos ou volumes indefinidos de suas estampas parecem surgir da escuridão. Na história da gravura, o artista holandês Rembrandt já havia trabalhado com cenas no limite do visível, mergulhadas na sombra, quase indistinguíveis. Mas, no caso de Périgo, em vez de desafiar a sombra, suas imagens parecem antes formadas graças a ela, devendo seu estofo a uma matéria densa e escura, como se a visão necessitasse mais do escuro que da luz. Longe de se opor à luz, a escuridão é sua gêmea siamesa e condição de existência.

Périgo transita pelas possibilidades de combinação desses dois elementos por ter o domínio de técnicas da gravação em metal - o artista faz uso de água-forte, água-tinta, ponta-seca, maneira-negra -, colocando sua técnica apurada a serviço do rigor compositivo e da investigação da linguagem gráfica. A interpenetração dessas diversas técnicas abre um campo de potencialidades no qual branco e preto abandonam a simplicidade da oposição para ganhar a força das combinações infinitas, resultando muitos pretos e múltiplos brancos, rebatendo-se. Os volumes assim formados esgueiram-se devagar, atraindo o olhar que, em vão, busca abarcá-los por completo.

Obras 5

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Exposições 39

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Oficinas 1

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Fontes de pesquisa 13

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  • BONATO, Mirella (coord.). São Paulo Gravura Hoje. Curadoria Alex Gama, Renina Katz, Maria Bonomi. Rio de Janeiro: Funarte, 1999.
  • BONATO, Mirella (coord.). São Paulo Gravura Hoje. Curadoria Alex Gama, Renina Katz, Maria Bonomi. Rio de Janeiro: Funarte, 1999.
  • GRAVURA paulista. Curadoria Evandro Carlos Jardim. São Paulo: Galeria de Arte São Paulo, 1995.
  • GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000.
  • MOSTRA ANUAL DE GRAVURA CIDADE DE CURITIBA, 3., 1980. III Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1980.
  • MOSTRA DE GRAVURA CIDADE DE CURITIBA, 8., 1988. VIII Mostra de Gravura Cidade de Curitiba: 10 anos. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1988.
  • MOSTRA RIO GRAVURA, 1999, Rio de Janeiro. Mostra Rio Gravura: catálogo geral dos eventos. Tradução Stephen Berg. Rio de Janeiro: Prefeitura Municipal, 1999.
  • OS COLECIONADORES - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras. Curadoria Jacob Klintowitz. São Paulo: Centro Cultural FIESP, 1998.
  • PÉRIGO, Marcio. Caos aparente. Apresentação Vera D'Horta. São Paulo: Galeria de Arte Raquel Arnaud, 1989. [12 p. ] il. p. b.
  • PÉRIGO, Marcio. Gravuras e objetos. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 1984. [17] p. il. p&b.
  • SALÃO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS, 11. , 1989, Rio de Janeiro, RJ. 11º Salão Nacional de Artes Plásticas. Rio de Janeiro: Funarte, 1989.
  • SALÃO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS, 12., 1991, Brasília, DF. 12º Salão Nacional de Artes Plásticas. Brasília: Museu de Arte de Brasília, 1991.
  • SALÃO PARANAENSE, 52., 1995, Curitiba, PR. 52º Salão Paranaense. Curadoria João Henrique do Amaral. Curitiba: MAC, 1995.

Como citar

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