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Literatura

Carol Bensimon

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 17.04.2017
1982 Brasil / Rio Grande do Sul / Porto Alegre
Carolina Bensimon Cabral (Porto Alegre, RS, 1982). Romancista, contista e tradutora. Passa a infância na cidade natal, completando os estudos  no Colégio João XXIII. Ingressa no curso de comunicação social da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 2000, que conclui em 2005. Um ano após sua formação, decide abandonar a profissão. Inicia o m...

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Biografia

Carolina Bensimon Cabral (Porto Alegre, RS, 1982). Romancista, contista e tradutora. Passa a infância na cidade natal, completando os estudos  no Colégio João XXIII. Ingressa no curso de comunicação social da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 2000, que conclui em 2005. Um ano após sua formação, decide abandonar a profissão. Inicia o mestrado em escrita criativa na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS) em 2007, defendendo no ano seguinte a dissertação A Personagem Ausente na Narrativa Literária, sob orientação de Luiz Antonio de Assis Brasil (1945).

O livro de estreia, Pó de Parede, reunindo três narrativas, é lançado em 2008; no ano seguinte, com o auxílio da Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Literária, a autora publica o primeiro romance, Sinuca Embaixo D´Água. Vive em Paris, França, entre 2008 e 2010, cursando na Université Sorbonne Nouvelle doutorado em literatura comparada. De volta ao Brasil, estabelece-se novamente em Porto Alegre, colaborando para veículos como Folha de S.Paulo, Estado de S. Paulo, Zero Hora e atuando como tradutora. Em 2013, lança o romance Todos Nós Adorávamos Caubóis.

Análise

A prosa de Carol Bensimon apresenta, tanto na narrativa curta quanto no romance, predileção por personagens jovens, integrantes de enredos que combinam eventos externos e retratos psicológicos com o intuito de revelar processos de amadurecimento. Pó de Parede (2008), formado por três novelas independentes, é essencialmente centrado na chegada da vida adulta: as vivências dos pré-adolescentes Alice, Tomás e Laura; as irmãs surpreendidas pela descoberta de uma grande construção na pacata cidade onde vivem; a jovem que deseja se tornar escritora e, para viver a privação supostamente necessária do ofício, decide trabalhar em um hotel tomando conta de crianças.

Já no romance Sinuca Embaixo D’Água é um evento trágico que exige o crescimento das personagens: a morte de Antônia, irmã de Camilo e amiga de Bernardo, os dois principais dos setes narradores que integram o livro. O título ao mesmo tempo aponta o local frequentado pelas personagens – um bar, parcialmente inundado pelo rio, onde se joga bilhar – e atua como fonte de metáforas para a imobilidade provocada pelo luto. “Os tacos sofrendo uma enorme resistência, até se tornarem completamente inúteis”, resume Bernardo. A justaposição de diferentes pontos de vista e a linguagem simples, fiel ao universo e ao repertório cultural das personagens, colaboram para a composição de uma trama delicada, que propositadamente deixa lacunas para o leitor.

Já em Todos Nós Adorávamos Caubóis, a autora brinca com o conceito de gênero, a road novel, para contar a história de Cora, que parte com a amiga Julia para uma viagem ao interior do Rio Grande do Sul.

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