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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Manezinho Araújo

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 23.03.2017
27.09.1910 Brasil / Pernambuco / Cabo de Santo Agostinho
24.05.1993 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Feirante, 1987
Manezinho Araújo
Pintura, c.i.e.
50,00 cm x 34,00 cm

Manuel Araújo (Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, 1910 - São Paulo, São Paulo, 1993). Pintor, gravador, serígrafo, cantor e compositor. Muda-se para Recife em 1916 e cursa a Escola de Comércio de Pernambuco nos anos 1920. Dedica-se à música a partir da década de 1930, compõe e canta emboladas, além de gravar cerca de uma centena delas. Começa ...

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Biografia

Manuel Araújo (Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, 1910 - São Paulo, São Paulo, 1993). Pintor, gravador, serígrafo, cantor e compositor. Muda-se para Recife em 1916 e cursa a Escola de Comércio de Pernambuco nos anos 1920. Dedica-se à música a partir da década de 1930, compõe e canta emboladas, além de gravar cerca de uma centena delas. Começa a pintar em 1950, de maneira autodidata. Em 1957, morando no Rio de Janeiro, desiste da carreira de músico e abre restaurante de comidas típicas nordestinas, dedicando-se concomitantemente a atividades comerciais e à pintura. Em 1963, acontece a sua primeira exposição individual, em São Paulo, na Galeria Astréia e, dois anos depois, ocorre outra individual, na Galeria Capela. Publica, no Rio de Janeiro, o álbum de serigrafias Meu Brasil, de 1968,  com apresentação de Aldemir Martins (1922-2006).

Análise

Há três características recorrentes na pintura de Manezinho Araújo, em primeiro lugar, a presença das linhas compositivas bem definidas, traçadas com clareza; em segundo, a cadência marcada, a distribuição ritmada de elementos pela superfície da pintura; em terceiro, a escolha de temas ligados ao universo popular a colheita, a religião, a feira, a favela. Tome-se, por exemplo, Favela Iluminada, 1978, a tela exibe de uma ponta a outra um forte traço diagonal, que vai do canto inferior esquerdo ao canto superior direito. Representando a encosta íngreme do morro por onde se espalha a favela, essa diagonal também organiza a pintura de forma sumária e eficaz. Uma das metades é recoberta por um azul denso e homogêneo, a outra é preenchida pelos pequenos barracos geométricos, construídos com retângulos, losangos, triângulos. Desse modo, Araújo utiliza dois recursos para aumentar a sensação de descolamento entre os dois planos, a indistinção do plano azul (céu) em contraposição à distinção entre si dos elementos geométricos (favela) e um tom escuro de azul, que reforça a impressão de profundidade, em contraste com os barracos pintados em tons mais luminosos, que intensificam a sensação de volume e fazem a favela "saltar" para mais perto da superfície do quadro. Os olhos do espectador são levados a percorrer de forma cadenciada as fachadas dos barracos que estão distribuídos pela tela de maneira irregular porém ritmada - as fileiras inferiores formam três horizontais organizadas que se desmancham na metade superior quando se encontram com a diagonal, do morro.

Obras 12

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Exposições 31

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Fontes de pesquisa 13

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  • AQUINO, Flávio de. Aspectos da pintura primitiva brasileira. Rio de Janeiro: Spala, 1978.
  • AQUINO, Flávio de. Aspectos da pintura primitiva brasileira. Rio de Janeiro: Spala, 1978. 759.98106 A6573a
  • ARAÚJO, Manezinho. Manezinho Araújo. São Paulo: Ranulpho Galeria de Arte, 1987. [12 p.], il. color.
  • ARAÚJO, Manezinho. Manezinho Araújo. Texto Jorge Amado. São Paulo: Galeria de Arte Alberto Bonfiglioli, 1972. [12 p.].
  • ARAÚJO, Manezinho. Manèzinho ARAÚJO (sic). São Paulo: Galeria Alberto Bonfiglioli, 1978. [10 p.], il. color. A6633 1978
  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979. 709.81 A163ar v.2
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5). R703.0981 C376d v.1 pt. 1
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • KLINTOWITZ, Jacob. Versus: dez anos de crítica de arte. Prefácio Jacob Klintowitz; apresentação Pietro Maria Bardi. São Paulo: Galeria de Arte André, 1978. 143 p.
  • KLINTOWITZ, Jacob. Versus: dez anos de crítica de arte. Prefácio Jacob Klintowitz; apresentação Pietro Maria Bardi. São Paulo: Galeria de Arte André, 1978. 143 p. 701.18 K65v
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.

Como citar

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