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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Alex Vallauri

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 14.05.2019
1949 Eritréia / a definir / Asmara
27.03.1987 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica Job Leocádio

Panterete
Alex Vallauri
Estencil sobre pvc
90,00 cm x 160,00 cm

Alex Vallauri (Asmara, Etiópia, 1949 – São Paulo, São Paulo, 1987). Grafiteiro, artista gráfico, gravador, pintor, desenhista e cenógrafo. Chega ao Brasil em 1965 e reside em Santos, São Paulo, transferindo-se depois para a capital paulista. Ainda em Santos, inicia-se em xilogravura e é premiado no Salão de Arte Jovem, em 1968. 

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Biografia

Alex Vallauri (Asmara, Etiópia, 1949 – São Paulo, São Paulo, 1987). Grafiteiro, artista gráfico, gravador, pintor, desenhista e cenógrafo. Chega ao Brasil em 1965 e reside em Santos, São Paulo, transferindo-se depois para a capital paulista. Ainda em Santos, inicia-se em xilogravura e é premiado no Salão de Arte Jovem, em 1968. 

Em 1970, expõe individualmente na Associação Amigos do Museu de Arte Moderna de São Paulo (AAMAM∕SP). No ano seguinte, forma-se em comunicação visual pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e, dois anos depois, torna-se professor de desenho de observação e livre expressão da mesma escola. Especializa-se em litografia no Litho Art Center de Estocolmo, Suécia, em 1975. 

A partir de 1978, de volta ao Brasil, realiza grafites e trabalha com estêncis1 em São Paulo. Tem exposição individual na Pinacoteca do Estado de São Paulo em 1981. Vive em Nova York, onde cursa artes gráficas no Pratt Institute, entre 1982 e 1983. Participa da Bienal Internacional de São Paulo em 1971, 1977, 1981 e 1985, quando mostra a série A Rainha do Frango Assado, tema de instalação neste último evento. Em 1988, o Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, organiza a retrospectiva Viva Vallauri sobre a obra do artista.

Análise

Alex Vallauri chega ao Brasil em 1965 e estabelece-se em Santos. Nessa época, produz registros gráficos de alto contraste, cujos temas são personagens do porto, como estivadores e prostitutas.

Na década de 1970, em São Paulo, desenvolve uma linguagem gráfica que evoca a pop art. Elabora xilogravuras de grandes dimensões que ganham o espaço público, como Boca com Alfinete (1973), de evidente teor político. Objetos e o corpo humano – ou fragmentos dele – são temas privilegiados dessas intervenções.

Em fins dessa década, e dando continuidade à exploração de uma iconografia que remete à cultura de massa dos anos 1950, adota o grafite como linguagem. Concebe personagens que remetem aos das histórias em quadrinhos e, em especial, às pin-ups. O estêncil é largamente empregado. Também se apropria de figuras conhecidas dos quadrinhos, como o personagem Mandrake, de Lee Falk (ca. 1911-1999). As imagens são transferidas para o papel e ganham o espaço da arte postal e dos livros de artista.

Em 1985, apresenta na Bienal Internacional de São Paulo a instalação A Festa da Rainha do Frango Assado, uma reunião dos grafites com os quais vem trabalhando aliados a objetos, simulando uma casa repleta de ícones da sociedade de consumo. A ironia da obra reside na concepção de um espaço de frivolidades com base em uma cenografia precária, apontando para o caráter descartável da modernidade.

Nota

1 Moldes de papelão com máscaras que recebem tinta em spray.

Obras 12

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Acrobats

Serigrafia , impressão em cores
Reprodução fotográfica Eduardo Ortega

Coluna

Grafitti sobre papel
Reprodução fotográfica Job Leocádio

Lagartixa

Máscara estencil

Exposições 83

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Mostras 1

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Fontes de pesquisa 19

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  • A GRAVURA brasileira. São Paulo: Paço das Artes, 1970.
  • ARTE Xerox Brasil. Apresentação de Jorge da Cunha Lima; textos de Maria Cecília França Lourenço, Hudinilson Jr., Rosita Gouveia; curadoria de Hudinilson Jr. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1984.
  • ASSIS Chateaubriand - UEPB. Campina Grande : MAAC, 1993.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • DRÄNGER, Carlos (coord.). Pop Brasil: arte popular e o popular na arte. Curadoria Paulo Klein; tradução João Moris, Beatriz Karan Guimarães, Maurício Nogueira Silva. São Paulo: CCBB, 2002. SPccbb 2002/pb
  • ESPELHO cego : seleções de uma coleção contemporânea. Tradução Rogério Hafez; apresentação Milú Villela. São Paulo : MAM, 2001.
  • KLINTOWITZ, Jacob. Brasil: a arte de hoje. São Paulo : Galeria São Paulo, 1983.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. R759.981 L533d
  • MEDEIROS, Jotabê. Galeria mostra todos os muros de Alex Vallauri. São Paulo, O Estado de São Paulo, 14/03/2000, Caderno 2, D14.
  • PINACOTECA do Município de São Paulo: Coleção de Arte da cidade. Apresentação Carlos Augusto Calil; Texto Maria Camila Duprat Martins, Stella Teixeira de Barros, Evando Piccino et. al. São Paulo: Banco Safra, 2005. 356 p.
  • PINTURA fora do quadro : 10 artistas contemporâneos. Brasília : Espaço Capital Arte Contemporânea, 1987.
  • REPRESENTAÇÃO, presenças decisivas. Texto Vitória Daniela Bousso. São Paulo, Paço das Artes, 1993.
  • ROTA-ROSSI, Beatriz. Alex Vallauri. Santos: Unisanta, 2007.
  • TENDÊNCIAS do livro de artista no Brasil. Curadoria Annateresa Fabris e Cacilda Teixeira da Costa. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 1985.
  • VALLAURI, Alex. Alex Vallauri. São Paulo: Galeria Cesar Aché, 1985.
  • VALLAURI, Alex. Alex Vallauri: graffite. Jundiaí: Museu Histórico e Cultural de Jundiaí, 1988.
  • VALLAURI, Alex. Desenhos e gravuras. Curadoria João J. Spinelli; apresentação João J. Spinelli. São Paulo, folha dobrada, il., 1998.
  • WEISS, Ana. Viva Vallauri!. São Paulo, O Estado de São Paulo, 16/12/1998, Caderno 2, D12.

Como citar

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