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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Genilson Soares

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 18.01.2021
1940 Brasil / Paraíba / João Pessoa
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Sem Título, 1988
Genilson Soares
Madeira e latão
120,00 cm x 200,00 cm

Genilson Soares (João Pessoa, Paraíba, 1940). Artista multimídia, artista gráfico, desenhista e fotógrafo. Entre 1953 e 1954, estuda no Ateliê Coletivo, no Recife, onde é aluno de Abelardo da Hora (1924-2014). Em 1962, integra o Salão de Pintura no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe), na mesma cidade. Trabalha como projetista de arquitetura, en...

Texto

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Genilson Soares (João Pessoa, Paraíba, 1940). Artista multimídia, artista gráfico, desenhista e fotógrafo. Entre 1953 e 1954, estuda no Ateliê Coletivo, no Recife, onde é aluno de Abelardo da Hora (1924-2014). Em 1962, integra o Salão de Pintura no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe), na mesma cidade. Trabalha como projetista de arquitetura, entre 1963 e 1965, e programador visual, entre 1966 e 1989. No Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP), participa da exposição Jovem Arte Contemporânea em 1971, 1972 e 1974. Expõe no Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), em 1980, 1985, 1988 e 1991, sendo premiado no segundo. Apresenta trabalhos na Bienal Internacional de São Paulo, entre 1973 e 1989, e na Bienal Nacional de São Paulo, em 1974 e 1976. Em 1972, é premiado no 8º Salão de Arte Contemporânea, no Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MAC/Campinas). Em São Paulo, realiza as individuais Passagem pelo Solstício (1985) no MAM/SP; e Luzes e Reflexos na Ciografia da Tarde (1989), no Paço das Artes. Integra as mostras Arte Xerox Brasil (1984) na Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pina_) e A Mão Afro-Brasileira (1988), no MAM/SP.

 

Análise

Nos anos 1970, Genilson Soares participa de várias edições da Jovem Arte Contemporânea (JAC), no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP), idealizada pelo seu diretor, Walter Zanini (1925-2013), em que são privilegiadas as experimentações. Durante a 4a JAC, os espaços do museu são sorteados entre os artistas participantes. Soares elabora, junto com o artista plástico José Francisco Arina Inarra (1947-2009), um projeto de inserção dos artistas excluídos durante o sorteio, numa crítica aos critérios de escolha da instituição.

Os trabalhos seguintes, de natureza conceitual, são desenvolvidos em conjunto com Inarra e Lydia Okumura (1948), em sintonia com a crítica institucional. Em Encontro com a Pedra Event, realizado em meados da década de 1970, Soares e Inarra apropriam-se de uma das pedras da instalação Event, de Chihiro Shimotani (1934), pertencente ao acervo do MAC/USP. Fotografam o objeto em situações diversas dentro do parque Ibirapuera e apresentam a documentação ao diretor do museu, acentuando a relatividade do valor atribuído às obras de arte. 

Uma tela de Giorgio de Chirico (1888-1978), do mesmo acervo, é escolhida para outra ação semelhante, dando origem a Encontro com Cavalos à Beira Mar. Desse trabalho, surge o grupo Arte/Ação, cujas propostas seguem caminho similar.

Outras obras de Soares envolvem intervenções em espaços expositivos, fazendo uso de projeções de formas geométricas em perspectiva, criando, assim, efeitos de ilusão, como em Balanço (s.d.).

Obras 5

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Sem Título

Acrílica, madeira sobre chapa prensada
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Sem Título

Madeira e latão

Exposições 59

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Fontes de pesquisa 13

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  • A ESTÉTICA do candomblé. Apresentação de Ana Mae Tavares Bastos Barbosa e Luiza Olivetto. Texto de Carlos de Airá. São Paulo: MAC/USP, 1988.
  • ARAÚJO, Emanoel (org.). A Mão afro-brasileira: significado da contribuição artística e histórica. São Paulo, SP: Tenenge, 1988.
  • ARTE Xerox Brasil. Apresentação de Jorge da Cunha Lima; textos de Maria Cecília França Lourenço, Hudinilson Jr., Rosita Gouveia; curadoria de Hudinilson Jr. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1984.
  • BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 20., 1989, São Paulo, SP. Catálogo - eventos especiais. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1989. v. 2.
  • GENILSON Soares: luzes e reflexos na ciografia da tarde. Maria Teresa Louro e Arturo Condomí Alcorta: desenho e pintura. Textos de Vitória Daniela Bousso e Maria Alice Milliet de Oliveira. São Paulo: Paço das Artes, 1989.
  • GENILSON Soares: recomposição da horizontal: instalação, desenhos, xeroxes. Textos de Jorge Carvajal de Sousa e M. Olimpia Vassão. São Paulo: Max Pochon S/A Comissões e Representações, 1979.
  • GOUVEIA, Rosita. Genilson Soares. Arte em São Paulo, n. 19, out. 1983.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • MONACHESI, Juliana e ALVES, Cauê. Experimentos pioneiros. Trópico, São Paulo. Disponível em: http://www.revistatropico.com.br/tropico/html/textos/1997,1.shl. Acesso em: 3 jan. 2011.
  • PANORAMA de Arte Atual Brasileira, 1988, São Paulo, SP. Panorama de Arte Atual Brasileira 1988: formas tridimensionais. São Paulo: MAM, 1988.
  • SEHN, Magali Melleu. A Preservação de ‘instalações de arte’ com ênfase no contexto brasileiro: discussões teóricas e metodológicas. Tese (Doutorado em Poéticas Visuais) - Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.
  • SOARES, Genilson. Recomposição da horizontal: instalação, desenhos, xeroxes. São Paulo, SP: Max Pochon S/A Comissões e Representações, 1979.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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