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Artes visuais

Márcio Pannunzio

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 02.09.2014
13.11.1958 Brasil / São Paulo / Casa Branca
Márcio de Andrade Pannunzio (Casa Branca, SP, 1958). Gravurista, pintor e desenhista. Vive em Casa Branca até os três anos de idade. Passa a infância e a adolescência em Sorocaba, mudando-se para São Paulo em 1978. Ingressa no ano seguinte na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), onde inicia seu trabalho co...

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Biografia
Márcio de Andrade Pannunzio (Casa Branca, SP, 1958). Gravurista, pintor e desenhista. Vive em Casa Branca até os três anos de idade. Passa a infância e a adolescência em Sorocaba, mudando-se para São Paulo em 1978. Ingressa no ano seguinte na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), onde inicia seu trabalho com gravura ao lado de amigos como Francisco Maringelli (1959), com quem compartilha um grande interesse pela técnica e realiza sua primeira exposição, em 1983.

É também na biblioteca da FAU que descobre a obra de expressionistas como Emil Nolde (1867-1956), Edvard Munch (1863-1944) e do brasileiro Oswaldo Goeldi (1895-1961), que exercem influência central sobre seu trabalho. Abandona a faculdade de arquitetura quando decide tornar-se artista. Inicia também na USP os cursos de filosofia, em 1981, e de artes plásticas, em 1984, mas não chega a concluir nenhum deles. Em 1989, muda-se para Ilhabela, no litoral do estado de São Paulo e, a partir das indicações de seu mestre Evandro Carlos Jardim (1935), passa a se concentrar na técnica da gravura de topo. Ela lhe permite realizar trabalhos em escala diminuta, com uma ampla gama de detalhes no exíguo espaço de seu atelier, o que facilita o envio das obras para exposições e salões pelo mundo. Em 2002, recebe Bolsa Vitae para desenvolver um projeto em torno de suas xilogravuras.

 

Comentário crítico

A obra gráfica de Márcio Pannunzio tem algumas características marcantes: feitas em gravura de topo, técnica que garante ao seu trabalho um preciosismo técnico e um detalhamento apurado, suas gravuras são marcadas por uma postura crítica em relação ao mundo. Muitas vezes contêm impactantes referências à violência física e sexual e à decadência e impotência do homem moderno diante do domínio da máquina e do consumismo.

Pannunzio traduz em imagens ao mesmo tempo sedutoras – porque de grande sofisticação gráfica e compositiva – e terríveis um desejo de ação e denúncia diante de um mundo cruel, solitário, que coloca o humano permanentemente em cheque. Seu trabalho gráfico geralmente se articula em séries, como, por exemplo, a intitulada Tristes Trópicos, em referência à obra do antropólogo Claude Lévi-Strauss (1908-2009). Também estabelece, muitas vezes, um diálogo intenso, mas bastante livre, com a tradição artística, remetendo a temas trabalhados anteriormente por mestres como Rembrandt (1606-1669), Goya (1746-1828) ou Pieter Brueghel (1525-1569). É o caso dos trabalhos Retrato do Artista Quando Jovem, O Sonho da Razão Produz Monstros ou O Triunfo da Morte. Para Pannunzio, que diz ter se apaixonado pela gravura quando fez sua primeira incisão, há nessa arte algo de masoquista, tanto em função das limitações de circulação e exibição de trabalhos desse gênero, como da enorme exigência técnica.

Exposições 55

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Fontes de pesquisa 5

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  • HIRSZMAN, Maria. Um elogio da arte de gravar. O Estado de S. Paulo, Caderno 2. São Paulo, p. D2, 14 fev. 2004.
  • MÁRCIO PANNUNZIO – Xilogravuras. Catálogo de exposição realizada em 2012 na Caixa Cultural São Paulo. Disponível em: http://www.marciopan.com/#!material-promocional/cjze. Acesso em: 16 mai. 2014.
  • MÁRCIO PANNUNZIO. Depoimento do artista, out. 2013.
  • MÁRCIO PANNUNZIO. Site oficial do artista. Disponível em: http://www.marciopan.com/. Acesso em: 16 mai. 2014.
  • SALÃO UNAMA DE PEQUENOS FORMATOS, 2., 1996, Belém, PA. II Salão UNAMA de Pequenos Formatos. Curadoria Emanuel Franco; tradução Margareth Albuquerque. Belém: Unama, 1996. PAsupf 2/1996

Como citar

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