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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Ione Saldanha

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 06.01.2021
05.07.1919 Brasil / Rio Grande do Sul / Alegrete
25.01.2001 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Cidade, 1962
Ione Saldanha
Óleo sobre tela, c.i.d.
76,00 cm x 54,00 cm
,

Ione Saldanha (Alegrete, Rio Grande do Sul, 1919 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2001). Pintora, escultora e desenhista. Realiza seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê do pintor Pedro Luiz Correia de Araújo (1874 - 1955), em 1948. Entra em contato com os artistas Arpad Szenes (1897 - 1985) e Vieira da Silva (1908 - 1992). Viaja pa...

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Biografia

Ione Saldanha (Alegrete, Rio Grande do Sul, 1919 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2001). Pintora, escultora e desenhista. Realiza seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê do pintor Pedro Luiz Correia de Araújo (1874 - 1955), em 1948. Entra em contato com os artistas Arpad Szenes (1897 - 1985) e Vieira da Silva (1908 - 1992). Viaja para a Europa em 1951 e estuda a técnica de afresco em Paris, na Académie Julian, e em Florença, Itália. Inicialmente produz obras figurativas, como cenas cotidianas e retratos, e pintura de casarios, em que enfatiza a geometria. Posteriormente, sua produção adquire um caráter abstrato. No fim da década de 1960, passa a utilizar novos suportes, abandonando a superfície bidimensional, e pinta sobre ripas, carretéis (bobinas de madeira para cabos elétricos) e bambus. Em 1969, recebe o prêmio de viagem ao exterior no 7º Resumo de Arte do Jornal do Brasil, e vai para os Estados Unidos e Europa. Participa de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967, e sala especial em 1975 e 1979. Apresenta a mostra Resumo de 45 Anos de Pintura, nas galerias A. M. Niemeyer, Paulo Klabin e Saramenha, no Rio de Janeiro, em 1988. Em 2001, é realizada a retrospectiva Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC/Niterói).

Análise

No início da carreira, Ione Saldanha pinta quadros com cenas cotidianas e retratos, em que revela interesse pela obra de Henry Matisse (1869 - 1954). Produz também figurações de casarios, definidos como retângulos de cor. Como nota o crítico Roberto Pontual, nesses trabalhos os jogos de verticalidade e horizontalidade assumem o papel de cerne estrutural e norma compositiva. Ainda segundo o crítico, o casario transforma-se primeiro em síntese construtiva para diluir-se depois, com os mesmos elementos da geometria, em estruturas sob brumas. Algumas obras, como Cidade (1961), revelam afinidade com a produção de Vieira da Silva (1908 - 1992).

Já no fim da década de 1960, a artista busca novos suportes, abandonando a superfície bidimensional e expondo pinturas sobre ripas, bambus e bobinas. As Ripas, pintadas em apenas uma das superfícies, são expostas em conjunto, possibilitando uma infinidade de combinações de cores e apresentando grande leveza. Nessas obras, destaca-se o ritmo criado pela sucessão de variações cromáticas, que parecem se disseminar pelo espaço expositivo.

Os Bambus, pensados como colunas que se elevam do chão, são associados, por alguns críticos, a objetos de manifestações primitivas ou populares e também à produção de Alfredo Volpi (1896-1988), em relação à gama cromática. Já nas Bobinas, a artista transfigura o caráter industrial do suporte, explorando também seu aspecto lúdico.

Obras 16

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida
Reprodução fotográfica Vicente de Mello

Exposições 126

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Feiras de arte 1

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Fontes de pesquisa 11

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  • COSTA, Marcus de Lontra. Ione Saldanha, muito sensível, tudo muito pintura. Módulo: arquitetura e arte, Rio de Janeiro, n. 76, p. 34-38, jul. 1983.
  • IONE Saldanha e a simplicidade da cor. Curadoria Luiz Camillo Osorio; versão em inglês Ricardo Quintella; texto Luiz Camillo Osorio, Lucio Cardoso. Rio de Janeiro: MAC-Niterói, 2001. [47] p., il. color.
  • PONTUAL, Roberto. Arte/ Brasil/ hoje: 50 anos depois. São Paulo: Collectio, 1973.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • SALDANHA, IONE. Ione Saldanha. Texto de Mário Pedrosa. São Paulo: Galeria Paulo Klabin, 1985.
  • SALDANHA, Ione. Ione Saldanha. Apresentação Lauro Cavalcanti, Helena Severo e Eva Doris Rosental. Textos de Cláudia Saldanha e Frederico Morais. Rio de Janeiro: Paço Imperial, 1996.
  • SALDANHA, Ione. Ione Saldanha. Rio de Janeiro: Galeria Paulo Klabin, 1983.
  • SALDANHA, Ione. Ione Saldanha. Texto de Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria Paulo Klabin, 1987.
  • TEMPOS de guerra: Hotel Internacional / Pensão Mauá. Curadoria Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1986. (Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro).
  • TRADIÇÃO e ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1984.
  • ______. Ione Saldanha: resumo de 45 anos de pintura. Textos de Lúcio Cardoso et al. Rio de Janeiro: Anna Maria Niemeyer Galeria de Arte: Galeria Paulo Klabin: Galeria Saramenha, 1988. n. p.

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