Artigo da seção pessoas Emmanuel Nassar

Emmanuel Nassar

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Artes visuais  
Data de nascimento deEmmanuel Nassar: 03-01-1949 Local de nascimento: (Brasil / Pará / Capanema)
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Quarto de Moça , 1986 , Emmanuel Nassar

Biografia

Emmanuel da Cunha Nassar (Capanema, Pará, 1949). Pintor, desenhista. Realiza instalações e relevos pintados. Em 1969, após uma viagem à Europa, o artista decide estudar arquitetura, formando-se pela Universidade Federal do Pará (UFPA), em 1974. Trabalha inicialmente com acrílica sobre tela e, mais tarde, estuda técnicas como o relevo sobre madeira. A partir de 1980, torna-se professor de educação artística na UFPA. Em 1981, cria a obra tridimensional Recepcôr. A partir desse trabalho, passa a realizar pinturas em que representa pequenos mecanismos, contendo eixos, manivelas e placas de cor, incorporando também objetos comuns, como garrafas. Em alguns quadros evoca a cultura popular local, como nas cores vibrantes e formas geométricas das casas e de barracas de feira. Em 1985, em uma nova pesquisa, realiza trabalhos em que apresenta uma releitura dos desenhos e pinturas presentes em bares e banheiros públicos. Em outros trabalhos, alia imagens do universo do consumo a outras, recorrentes nos subúrbios da sua cidade natal. Em 1998, realiza a instalação Bandeiras, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e no Museu Estadual do Pará, na qual se apropria de 143 bandeiras de municípios paraenses, que são distribuídas pelas paredes dos museus. Em 1999, com a obra Incêndio, recebe o grande prêmio da 6ª Bienal de Cuenca, no Equador.

Análise

Formado em arquitetura e com experiência no campo da publicidade, Emmanuel Nassar, do início da década de 1980 em diante, conduz sua produção a partir do diálogo entre duas tradições visuais: aquela popular, onde cores vibrantes em formas geométricas são trabalhadas como ornamentos para residências, barracos, vitrines etc., e a tradição construtiva e geométrica, que marcou e ainda marca parte significativa da produção artística erudita brasileira.

Se, no início de sua carreira, o artista brinca ainda de descrever ou representar esse limite entre o popular e o erudito, a partir de 1988, seu trabalho torna-se mais objetivo. Nassar deixa de pintar somente sobre tela e incorpora outros materiais, como latão, pedaços de madeira, duratex, garrafas, martelos, bocais de lâmpada e luz néon. Em Gambiarra (1988), o trabalho fica entre a pintura e o objeto. Em 1989, apresenta, na 20ª Bienal Internacional de São Paulo, a instalação Fachada. Nela, recria um circo mambembe do interior. Dentro do circo, mostra alguns trabalhos mais próximos do objeto.

Em 1998, o artista monta a instalação Bandeiras no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e no Museu Estadual do Pará. Apropria-se de 143 bandeiras de municípios paraenses que são distribuídas nas paredes dos museus. O trabalho envolve a participação da população do estado, que envia as bandeiras para o artista. Em 2000, ao realizar fotografias de formas coloridas encontradas no cotidiano popular das cidades paraenses, o artista acaba "revelando" a fonte primeira de suas pinturas anteriores: um olhar fundamentalmente fotográfico, questão que traz mais desafios para sua poética.

Outras informações de Emmanuel Nassar:

  • Outros nomes
    • Emmanuel da Cunha Nassar
  • Habilidades
    • Pintor
    • professor
    • Publicitário
    • desenhista
    • Arquiteto

Obras de Emmanuel Nassar: (21) obras disponíveis:

Todas as obras de Emmanuel Nassar:

Midias (1)

Emmanuel Nassar - Enciclopédia Itaú Cultural
Emmanuel Nassar considera Recepcôr o trabalho que inaugura seu projeto artístico. Com cores fortes e composta de diversos materiais, como tampa de garrafa, pregos e madeira, a obra surge como “uma espécie de aparelho para receber todas as ideias futuras”, segundo definição do artista, e desencadeia a criação de uma série de pinturas, objetos e procedimentos pautados no conceito da cor primária e com referências à cultura popular. Os limites entre ideias opostas, como arte e não arte, cheio e vazio, precário e o que está em equilíbrio, também permeiam sua criação. Para Nassar, a geometria na arte costuma estar associada a algo rigoroso ou puramente mental. Em seu percurso, ele tenta fugir disso e associar às formas geométricas um toque pessoal e humano. “O que procurei esse tempo todo foi encontrar uma geometria que tivesse a presença do trabalho, a imperfeição das coisas feitas à mão”, comenta.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Carolina Fomin (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Exposições (211)

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Fontes de pesquisa (15)

  • NASSAR, Emmanuel. Pinturas. Brasília: Espaço Cultural de Arte Contemporânea, 1987. folha dobrada, il. p&b color.
  • DRÄNGER, Carlos (coord.). Pop Brasil: arte popular e o popular na arte. Curadoria Paulo Klein; tradução João Moris, Beatriz Karan Guimarães, Maurício Nogueira Silva; texto Paulo Klein, Jean Boghici, Ladi Biezus et al. São Paulo: CCBB, 2002. 130 p.  SPccbb 2002/pb
  • AMARAL, Aracy (org.). Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo: perfil de um acervo. Texto Aracy Amaral, Sônia Salzstein. São Paulo: Techint Engenharia, 1988. 391 p., il.color.
  • ART Brasil Berlin. In: ARTISTAS brasileiros na 20a. Bienal Internacional de São Paulo. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1989. 111 p., il. p&b., color. 
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997. R750.81 A973d 2.ed
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994. 700 BI588sp
  • BRASÍLIA: patrimônio cultural da humanidade. Texto Walmir Ayala; tradução Angela Brant Ribeiro. Rio de Janeiro: Spala, 1988. 137 p., il. color.
  • Currículo atualizado (fev. 2001) Não catalogada
  • GALVÃO, João Cândido. Popular e suburbano. Guia das Artes, São Paulo: Casa Editorial Paulista, v.3, n.13, p.61-62, 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. Produção Raul Luis Mendes Silva, Eduardo Mace. [S.l.]: Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM.
  • NASSAR, Emmanuel. Bandeiras. Versão em inglês Oswaldo S. Costa; texto Agnaldo Farias, Benedito Nunes. São Paulo: MAM, 1998. [24] p., il. p&b color. 
  • NASSAR, Emmanuel. Emmanuel Nassar: art - Brasil - Berlin. Berlin: Galerie Nalepa, 1990.
  • NASSAR, Emmanuel. Emmanuel Nassar: XLV Bienal Internacional de Veneza 1993. Tradução Stephen Berg. São Paulo: Galeria Luisa Strina, 1993.
  • O POPULAR como matriz. São Paulo: MAC/USP, 1985. 19 p., il. color.
  • SALÃO ARTE PARÁ, 16., 1997, Belém. Arte Pará: Fronteiras. Curadoria Cláudio de La Rocque Leal, Paulo Herkenhoff. Belém: Fundação Romulo Maiorana, 1997.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • EMMANUEL Nassar. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9547/emmanuel-nassar>. Acesso em: 21 de Jul. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7
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