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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Rubem Ludolf

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
1932 Brasil / Alagoas / Maceió
26.07.2010 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro

Sem Título, 1985
Rubem Ludolf
Óleo sobre tela
140,00 cm x 140,00 cm

Rubem Mauro Cardoso Ludolf (Maceió AL 1932 - Rio de Janeiro 2010). Pintor, arquiteto, paisagista. Forma-se pela Escola Nacional de Arquitetura da Universidade Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, em 1955. Nessa época, freqüenta as aulas de Ivan Serpa (1923-1973) no curso livre de pintura do Museu de Arte Moderna do Rio de...

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Biografia
Rubem Mauro Cardoso Ludolf (Maceió AL 1932 - Rio de Janeiro 2010). Pintor, arquiteto, paisagista. Forma-se pela Escola Nacional de Arquitetura da Universidade Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, em 1955. Nessa época, freqüenta as aulas de Ivan Serpa (1923-1973) no curso livre de pintura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Participa do Grupo Frente a partir de 1955. Integra-se ao movimento concretista, entre 1956 e 1957. Paralelamente a sua atividade como artista plástico, Rubem Ludolf atua como arquiteto, entre 1954 e 1990, no Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), dedicando-se principalmente ao paisagismo. Participa de cinco edições da Bienal Internacional de São Paulo, entre 1955 e 1967, recebendo o prêmio aquisição dessa última; é um dos integrantes da sala especial Arte Construída: homenagem a Waldemar Cordeiro, exibida na 12ª edição da mostra, em 1973.

Comentário Crítico
Na metade da década de 1950, Rubem Ludolf cria obras abstrato-geométricas, nas quais explora as estruturas seriadas, o ritmo e os efeitos óticos, como ocorre em Assimetria Resultante do Deslocamento Simétrico, 1955 ou em Quase Quadrado, 1957. Em Ritmo, 1958, a estrutura é dada pela linha, pela superposição dos planos e por elementos que tendem ao signo gráfico. Na década de 1960, passa a substituir o rigor concretista por uma pintura caracterizada por pinceladas que constroem tramas de cor. Na opinião do crítico Roberto Pontual, é pela cor que tudo começa na obra de Rubem Ludolf, aspecto pelo qual sua produção revela afinidades com o neoconcretismo, apesar de ter sido circunstancialmente ligado ao concretismo paulista, entre 1956 e 1957.

O artista cria campos de forças onde os elementos, dispostos dinamicamente, se atraem em jogos de equivalências visuais. Em sua produção ocorre a rigorosa ordenação de formas e um apurado cromatismo, que estimulam a percepção visual do espectador.

Como nota o crítico Mário Pedrosa (1900-1981), em 1965, seus trabalhos são de grande delicadeza tonal, com tramas que se superpõem a ponto de formar, em certas telas, um terceiro plano, posterior. São essas tramas que caracterizam particularmente seu trabalho. Para o crítico Frederico Morais, as Tramas resultam de uma interligação de escritas ou de signos gráficos superpostos, que formam tessituras, nas quais explora os jogos de profundidade e vazio. O próprio movimento do espectador diante dos quadros, aproximando-se ou distanciando-se, cria novas vibrações cromáticas e novas descobertas para o olhar.

Na definição do próprio artista, seu trabalho consiste em "pintar a tela em branco como quem escrevesse com a cor, formando frases em pinceladas ordenadas ora num sentido, ora noutro, nunca a esmo. Continuar pintando (escrevendo) até que as tramas, labirintos, claro-escuros, signos tomem forma e comecem a respirar".1 No fim da década de 1980, sua obra volta a apresentar características construtivas, em cujas telas a ordenação cromática ocorre por meio de faixas horizontais.

 

Notas
1 Citado em LUDOLF, Rubem. Rubem Ludolf: Rio de Janeiro: Galeria de Arte Centro Empresarial Rio, 1987; p. n. numeradas.

Obras 7

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Quadrado

Guache sobre papel
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Quase Quadrado

Guache sobre papel

Exposições 106

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Eventos relacionados 1

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Fontes de pesquisa 11

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  • ACERVO Banco Chase Manhattan. Pietro Maria Bardi; Fabio Magalhães; Peter John Anderson. FERRÃO, Cristina; SOARES, José Paulo. s.l., Index, 1989.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • Disponível em: http://tvig.ig.com.br/273745/morre-artista-plastico-rubem-ludolf.htm. Acesso em: 16 ago. 2010. Não catalogada
  • GRUPO frente / I Exposição Nacional de Arte Abstrata: 1954- 1956 / Hotel Quitandinha - 1953. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1984. (Ciclo de Exposições sobre Arte no Rio de Janeiro).
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • Morre grande nome do construtivismo, Rubem Ludolf. isponível em: http://mais.uol.com.br/view/99at89ajv6h1/morre-grande-nome-do-construtivismo-rubem-ludolf-04021A3360CCC173A6?types=A&. Acesso em: 16 ago. 2010. Não catalogada
  • Morre no Rio do artista plástico Rubem Ludolf. Disponível em: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/07/27/morre-no-rio-artista-plastico-rubem-ludolf-917251909.asp. Acesso em: 16 ago. 2010. Não catalogada
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • PROJETO arte brasileira: abstração geométrica 2. Texto de Paulo Venâncio Filho. Rio de Janeiro: FUNARTE/Instituto Nacional de Artes Plásticas, 1988.
  • RUBEM Ludolf. São Paulo: Galeria Paulo Klabin, 1986.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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