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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Luciano Figueiredo

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 08.03.2017
1948 Brasil / Ceará / Fortaleza
Reprodução fotográfica Sérgio Guerini

Fa-tal e Violento, 1971
Waly Salomão, Luciano Figueiredo, Óscar Ramos
Tecido sobre tecido
880,00 cm x 120,00 cm
Coleção Marta Braga, RJ

Luciano Henrique Pereira de Figueiredo (Fortaleza CE 1948). Artista intermídia, designer gráfico, cenógrafo e pintor. Inicia a vida profissional nos anos 1960 como cenógrafo, em Salvador. Em 1967, participa da 9ª Bienal Internacional de São Paulo. Transfere-se para o Rio de Janeiro em 1969, e passa a criar cenografias para shows musicais e peças...

Texto

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Biografia

Luciano Henrique Pereira de Figueiredo (Fortaleza CE 1948). Artista intermídia, designer gráfico, cenógrafo e pintor. Inicia a vida profissional nos anos 1960 como cenógrafo, em Salvador. Em 1967, participa da 9ª Bienal Internacional de São Paulo. Transfere-se para o Rio de Janeiro em 1969, e passa a criar cenografias para shows musicais e peças de teatro e a desenvolver projetos gráficos para discos, livros e revistas, entre elas, a Navilouca, editada pelos poetas Torquato Neto (1944 - 1972) e Waly Salomão (1944 - 2003). Entre 1972 e 1978, vive em Londres, onde estuda história da arte e literatura inglesa, interessa-se pelas possibilidades visuais da página impressa de jornal e, com base em pesquisas, desenvolve pinturas e objetos tridimensionais com colagens, malhas de arames e relevos monocromáticos. De volta ao Brasil, no fim da década de 1970 e início da seguinte, trabalha como diretor de arte em filmes do cineasta Júlio Bressane (1946). Entre 1981 e 1995, atua como diretor técnico do Projeto Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro, e, em 1994, é responsável pelas salas especiais Hélio Oiticica (1937-1980) e Lygia Clark (1920-1988) na 22ª Bienal Internacional de São Paulo. É nomeado diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas da Fundação Nacional de Arte (Funarte) em 1986 e funda o Instituto Nacional de Artes Gráficas no mesmo órgão, dois anos depois. Paralelamente, realiza diversas exposições de pinturas e objetos em galerias do Rio de Janeiro e São Paulo.

Análise

Luciano Figueiredo mantém uma trajetória como designer gráfico paralelamente à carreira de artista plástico. Apresenta um interesse gráfico aliado ao vínculo com o experimentalismo, compreendido como disponibilidade para utilizar elementos que se identificam com a precariedade cotidiana na construção do objeto artístico. O trabalho resultante não privilegia qualquer tipo de suporte ou material. Tecidos ou jornais são apropriados pelo artista, que cria relevos, explorando densidades, transparências e a recomposição de signos.

Como nota o crítico Paulo Sérgio Duarte (1946), a obra de Luciano Figueiredo é filiada ao construtivismo e sua tradição gráfica. A mancha gráfica da página de jornal exerce um apelo estético que o artista explora de várias formas. Desde o início da década de 1980, realiza obras nas quais parte do plano, empregando jornal e telas de arame, sobre as quais é aplicada tinta. A densidade cromática decorre da superposição das tramas. Em trabalhos posteriores, apresenta relevos em telas sobre madeira ou emprega folhas de jornal e quadrados de voile, colados uns aos outros, de forma intercalada, sobre os quais realiza cortes e dobras, criando ritmos visuais. Suas obras remetem à produção de Lucio Fontana (1899 - 1968). Posteriormente realiza também esculturas, como os Objetos-Torres, expostos em 1994, com os quais gera efeitos óticos por meio da justaposição simétrica de filetes de madeira, explorando questões relativas à fragilidade e ao equilíbrio.

Em exposição ocorrida em 2004, Figueiredo apresenta poemas visuais associados a silhuetas retiradas de jornais. Porém a maior parte de sua produção mais recente consiste em pinturas nas quais explora os contrastes da cores e as transparências. Na opinião de Paulo Sérgio Duarte, a referência a obras anteriores permanece apenas nos "retângulos e quadrados que um dia foram páginas de jornal".

Obras 9

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Reprodução Fotográfica Iara Venanzi/ Itaú Cultural

Relevo # 21

Acrílica sobre tela e madeira

Exposições 53

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Feiras de arte 1

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Fontes de pesquisa 9

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  • A ORDEM desfeita. Texto Ligia Canongia; tradução Lia Wyler. Rio de Janeiro, 24 p. , il. , p.b., 1989.
  • ACERVO: Galeria São Paulo. Apresentação de Gilberto Chateaubriand. São Paulo: Galeria São Paulo, 1989.
  • CANONGIA, Ligia (coord.). Arte Foto. Curadoria Ligia Canongia; tradução Paulo Andrade Lemos. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 2002.
  • FIGUEIRERO, Luciano. Luciano Figueiredo: diorama. Apresentação de Fernando Cocchiarale. Rio de Janeiro: Galeria Paulo Klabin, 1988. il. p&b.
  • FIGUEIRERO, Luciano. Luciano Figueiredo: relevos, jornais, objetos. São Paulo: Galeria de Arte São Paulo, 1990. il. color.
  • FIGUEIRERO, Luciano. Luciano Figueiredo: relevos. Rio de Janeiro: Galeria Anna Maria Niemeyer, 1995. il. p. b. color.
  • PALAVRA imágica. Curadoria Betty Leirner, Walter Silveira; fotografia Eide Feldon; introdução Ana Mae Barbosa; texto Lucia Santaella, Betty Leirner. São Paulo: Mac/Usp, 1987. [58] p. il. p&b.
  • TERRA, Paula; FERREIRA, Glória (Cur.). Situações: arte brasileira anos 70. Rio de Janeiro: Fundação da Casa França-Brasil, 2000.
  • ______. A cor e a trama. Guia das Artes, São Paulo: Casa Editorial Paulista, v. 3, n. 12, p. 49-50, 1988.

Como citar

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