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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Francisco Stockinger

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 14.05.2020
07.08.1919 Áustria / a definir / Traun
12.04.2009 Brasil / Rio Grande do Sul / Porto Alegre
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Madame, 1957
Francisco Stockinger
Xilogravura
29,50 cm x 29,50 cm

Francisco Alexandre Stockinger (Traun, Áustria 1919 - Porto Alegre RS 2009). Escultor, gravador, desenhista, caricaturista, xilógrafo, professor. Vem para o Brasil em 1921. Em 1929, fixa-se em São Paulo e faz curso de desenho com Anita Malfatti (1889-1964) no Colégio Mackenzie. Em 1937, passa a viver no Rio de Janeiro e inicia estudos no Liceu d...

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Biografia

Francisco Alexandre Stockinger (Traun, Áustria 1919 - Porto Alegre RS 2009). Escultor, gravador, desenhista, caricaturista, xilógrafo, professor. Vem para o Brasil em 1921. Em 1929, fixa-se em São Paulo e faz curso de desenho com Anita Malfatti (1889-1964) no Colégio Mackenzie. Em 1937, passa a viver no Rio de Janeiro e inicia estudos no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro em 1946. Trava contato com Bruno Giorgi (1905-1993), e freqüenta o ateliê do artista, no antigo hospício da Praia Vermelha, entre 1947 e 1950. Convive também com Oswaldo Goeldi (1895-961), Marcelo Grassmann (1925-2013) e Maria Leontina (1917-1984). Realiza caricaturas e charges políticas para jornais. Em 1954, transfere-se para Porto Alegre, para trabalhar na diagramação do jornal A Hora. Nesse período, começa a realizar xilogravuras. Em 1956, ano em que se naturaliza brasileiro, é eleito presidente da Associação Rio-Grandense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, cargo que ocupa em 1957 e em 1978. É fundador e primeiro diretor do Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, em 1961, e diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli - Margs e da Divisão de Artes do Departamento de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura do Estado, em 1967. Ministra curso de escultura com modelo vivo com Vasco Prado (1914-1998), no Margs em 1985. Recebe, em 1994, o título de cidadão honorário de Porto Alegre e, em 1997, o prêmio do Ministério da Cultura na área de artes plásticas.

Análise

Francisco Stockinger passa a residir em Porto Alegre em 1954, onde colabora com caricaturas para jornais locais e realiza xilogravuras, revelando o interesse pelo trabalho com o volume e o espaço.

Sua produção escultórica em metal revela inicialmente afinidade com uma tendência expressionista de teor arcaizante, com ênfase na produção de figuras sintéticas, por meio do uso dos mais diversos materiais e acabamento áspero. Certas formas retorcidas, concebidas pelo artista, acrescentam às figuras uma conotação de tensão ou dor.

A partir dos anos 1970, ocorre uma grande modificação em sua obra, como aponta o estudioso Armindo Trevisan. O artista passa a trabalhar também com o mármore, o granito e outras rochas. Cria suas esculturas a partir de deformações sugeridas pelos próprios materiais.

Obras 27

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Registro fotográfico Romulo Fialdini

Agressão

Madeira e ferro
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Bronze

Bronze
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Cavalos

Xilogravura de fio
Registro fotográfico Romulo Fialdini

Eva

Pedra-sabão

Exposições 219

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Feiras de arte 1

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Mídias (1)

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Francisco Stockinger - Enciclopédia Itaú Cultural
A iniciação de Francisco Stockinger na escultura é uma aventura. O artista começa sua trajetória como aluno de desenho numa escola carioca. “Eles botavam um busto de Sócrates na frente. Tinha mais uns cinco ou seis caras, então, todo mundo procurava desenhar o Sócrates. Não gosto de Sócrates até hoje!”, diz. Nessa época, ele confessa sua insatisfação ao pintor Clóvis Graciano, que lhe sugere procurar o escultor Bruno Giorgi. Stockinger encontra Giorgi em seu trabalho, na lavanderia de um hospício, e estreia no ofício. Suas primeiras peças, feitas em bronze, são pequenas por falta de dinheiro. “Um dia, deu um estalo e inventei a escultura de ferro e madeira”, conta. A decisão lhe permite moldar obras em grandes formatos. A próxima mudança é o uso de mármore, material com o qual dedica-se a criar formas, enquanto as figuras continuam sendo realizadas em ferro e madeira.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Fontes de pesquisa 14

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  • AMARAL, Aracy (Org. ). Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo: perfil de um acervo. Prefácio Ana Mae Barbosa; comentário Aracy Amaral; Sônia Salzstein; fotografia Romulo Fialdini. São Paulo: Techint Engenharia, 1988. p. 273.
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994.
  • GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000.
  • KLINTOWITZ, Jacob. O guerreiro Stockinger. In: STOCKINGER, Francisco. Stockinger. São Paulo: A Galeria, 1992. p. 2.
  • Morre o escultor Xico Stockinger em Porto Alegre. Folha Online. Disponível em: [ http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u549789.shtml]. Acesso em: 13 abr. 2009. Não catalogada
  • PONTUAL, Roberto. Arte/ Brasil/ hoje: 50 anos depois. São Paulo: Collectio, 1973.
  • ROSA, Renato; PRESSER, Décio. Dicionário de artes plásticas no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 1997. R700.98165 R7887d
  • STOCKINGER, Francisco. Ritos de passagem: nus femininos. Texto Justo Werlang, Evelyn Berg Ioschpe. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil,1996. [18] p. il. color.
  • STOCKINGER, Francisco. Xico Stockinger: bronzes 1987. Rio de Janeiro: Galeria Bonino, 1987. il. color.
  • STOCKINGER. Stockinger. Apresentação Evelyn Berg Ioschpe; Joaquim Falcão; Ivoncy Ioschpe. São Paulo: Prêmio, 1987. 143 p. , il. color.
  • TREVISAN, Armindo. Escultores contemporâneos do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Ed. da Universidade, 1983. p. 11-31.
  • TRIDIMENSIONALIDADE: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 1999.
  • XICO Stockinger: a trajetória de sua vida e obra. Galeria Revista de Arte, São Paulo, n. 4, p. 28-31, maio. 1987.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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