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Artes visuais

Toledo Piza

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 30.03.2017
18.02.1887 Brasil / São Paulo / Capivari
1945 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Paisagem com Cascata, 1930
Toledo Piza
Óleo sobre tela, c.i.e.
59,00 cm x 54,00 cm

Toledo Piza (Capivari, São Paulo, 1887 - São Paulo, São Paulo, 1945). Pintor. Forma-se em Direito, pela Sorbonne, por volta de 1909, em Paris, França. Em 1913, frequenta as aulas da Académie de la Grande Chaumière e recebe orientação de Lucien Simon (1861-1945) e René Ménard (1862-1930). Realiza exposições individuais na Galerie Carmine, na mesm...

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Biografia

Toledo Piza (Capivari, São Paulo, 1887 - São Paulo, São Paulo, 1945). Pintor. Forma-se em Direito, pela Sorbonne, por volta de 1909, em Paris, França. Em 1913, frequenta as aulas da Académie de la Grande Chaumière e recebe orientação de Lucien Simon (1861-1945) e René Ménard (1862-1930). Realiza exposições individuais na Galerie Carmine, na mesma cidade, em 1926 e 1929. Participa do Salão de Outono em 1921 e 1932; do Salão dos Independentes em 1925, e do Salon du Franc, em 1926. Transfere-se para São Paulo em 1933, quando integra a Família Artística Paulista - FAP, participando de sua segunda mostra desta em 1939. Nesse mesmo ano, um quadro seu é adquirido pelo governo francês. Expõe em individuais no Brasil. Apresenta trabalhos no Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, em São Paulo, em 1942 e 1944. Após sua morte, sua obra é mostrada em duas individuais: na sede paulistana do Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB e no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp, em 1946 e 1972, respectivamente. Seus trabalhos figuram ainda em várias exposições coletivas organizadas pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), Museu Lasar Segall e Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outros.

Comentário crítico
A absorção tardia do impressionismo e das obras de Cézanne por parte de Toledo Piza constitui ponto de concordância entre seus comentadores. Escreve o historiador Walter Zanini (1925-2013): "Desconhecendo o cubismo, ou a ele indiferente como aliás a outras correntes da vanguarda anterior à Primeira Guerra, ele assimilou tardiamente o impressionismo, superando-o com a influência de Cézanne"1. É possível constatar esse diálogo com a pintura impressionista em telas como Medas de Feno à Beira da Estrada (s.d.) e Paisagem Sob a Neve (s.d.). Apesar de sua presença em Paris no início do século XX, a pintura de Piza não faz referência aos movimentos de vanguarda do período - mesmo tendo deixado registrado seu conhecimento do cubismo em depoimento escrito por volta de 19342. Segundo a historiadora Aracy Amaral, deve-se ao retorno ao Brasil uma mudança no entendimento plástico do artista, que se afasta das soluções impressionistas. Na década de 1930, em São Paulo, o pintor trava contato com a Família Artística Paulista - FAP, expondo com seus membros em 1939. Há uma sintonia entre o tom modernista moderado da produção da Família e a obra um pouco conservadora de Piza. Da fase brasileira é Amparo II, c.1935, na qual se apresenta a bidimensionalidade do quadro - os elementos parecem empilhados em planos de pouquíssima profundidade. Há uma composição em blocos ou volumes maciços - que faz referência à pintura cézanniana - e, ao mesmo tempo, um tratamento bastante descritivo das casas. O céu é reduzido a um espaço mínimo da composição, que está quase toda preenchida por volumes que compõem uma espécie de morro. A comparação entre as obras da fase brasileira e da francesa do artista demonstra a transformação pela qual passa - segue sem usar planos perspectivos, porém não se interessa mais pelos efeitos da luz sobre a paisagem. A pincelada agora raramente mostra o gesto que a origina.

Notas

1. ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. Apresentação Walther Moreira Salles. São Paulo: Instituto Walther Moreira Salles, Fundação Djalma Guimarães, 1983.

2. Esse depoimento do artista foi reproduzido no catálogo 50 pinturas de Domingos de Toledo Piza. São Paulo: Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, 1972.

Obras 11

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Amparo

Óleo sobre tela
Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Amparo II

Óleo sobre tela
Reprodução Fotográfica Paulo Scheuenstuhl

Paisagem

Óleo sobre papel
Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Paisagem

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Paisagem

Óleo sobre tela

Exposições 30

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Fontes de pesquisa 8

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  • 50 Pinturas de Domingos de Toledo Piza. São Paulo: Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, 1972.AMARAL, Aracy. Artes Plásticas na Semana de 22. São Paulo: 34, 1998. ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna: do Iluminismo aos movimentos contemporâneos. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.ARTE no Brasil. Apresentação de Pietro Maria Bardi e Pedro Manuel. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. [S.l.]: Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • O MODERNISMO de 1917 a 1930. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1975. (Ciclo de Exposições de Pintura Brasileira Contemporânea).
  • OS SALÕES: da família artística paulista, de maio e do sindicato dos artistas plásticos de São Paulo. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1976. (Ciclo de Exposições de Pintura Brasileira Contemporânea).
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • TRÊS pioneiros do tempo dos salões: Domingos Toledo Piza, Renée Lefreve, Hugo Adami: década de trinta. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1980. (Ciclo de Exposições Momentos da Pintura Paulista).
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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