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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Manoel Martins

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 29.03.2021
24.10.1911 Brasil / São Paulo / São Paulo
1979 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Paisagem Urbana
Manoel Martins
Óleo sobre tela, c.i.d.
60,00 cm x 40,00 cm

Manoel Martins (São Paulo SP 1911 - idem 1979). Ilustrador, pintor, desenhista, gravador, escultor e ourives. Inicia-se na carreira artística em 1924 exercendo o ofício de ourives. Em 1927, se dedica à relojoaria, e posteriormente passa a trabalhar no comércio. Em paralelo a essa atividade, volta a se dedicar às artes e, a partir de 1931, freqüe...

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Biografia
Manoel Martins (São Paulo SP 1911 - idem 1979). Ilustrador, pintor, desenhista, gravador, escultor e ourives. Inicia-se na carreira artística em 1924 exercendo o ofício de ourives. Em 1927, se dedica à relojoaria, e posteriormente passa a trabalhar no comércio. Em paralelo a essa atividade, volta a se dedicar às artes e, a partir de 1931, freqüenta as aulas ministradas pelo escultor Vicente Larocca (1892 - 1964). Como forma de continuar os seus estudos, freqüenta alguns cursos oferecidos pela Sociedade Pró-Arte Moderna - Spam, situada em uma rua próxima ao Edifício Santa Helena. Em 1936, passa a dividir o ateliê com Mario Zanini (1907 - 1971) e conhece os demais integrantes do Grupo Santa Helena. No ano seguinte, integra a Família Artística Paulista - FAP. Em 1939, freqüenta, com outros artistas, as reuniões do Grupo Cultural Musical, promovidas pelo médico Afonso Jagle, e instala seu ateliê na rua Bittencourt Rodrigues. Em 1942, freqüenta as reuniões culturais promovidas por Osório César e participa, com alguns trabalhos, da publicação do álbum 35 Litografias de Sete Artistas. Em 1944, viaja à Salvador e ilustra o livro Bahia de Todos os Santos, escrito por Jorge Amado (1912 - 2001), e responsabiliza-se, com o jornalista Odorico Tavares (1912 - 1980), pela realização da primeira exposição de arte moderna nessa cidade.

Comentário Crítico
Manoel Martins, filho de imigrantes portugueses, cresce no Brás, bairro industrial da cidade de São Paulo. Dedica-se, a partir de 1924, ao ofício da ourivesaria. Inicia, em 1931, seus estudos artísticos com o escultor Vicente Larocca (1892 - 1964). Freqüenta, em seguida, a Escola de Belas Artes. Começa a fazer parte do Grupo Santa Helena em 1935, com Alfredo Volpi (1896 - 1988), Francisco Rebolo (1902 - 1980), Fulvio Pennacchi (1905 - 1992), entre outros. Divide ateliê com Mario Zanini (1907 - 1971). Participa, em 1937, de exposições da Família Artística Paulista - FAP.

Escolhe a pintura como forma expressiva e, no fim da década de 1930, começa a fazer gravuras em linóleo e madeira. Sua obra apresenta grande preocupação social. Dedica-se, entre outras, a temáticas ligadas ao cotidiano das classes mais pobres e à vida do trabalhador. Pinta paisagens do centro e arredores de São Paulo e é visto pela crítica como repórter da vida paulistana. Apresenta diversos perfis da cidade, em cenas imaginárias recriadas em seu ateliê. Registra as modificações da metrópole, em crescimento veloz durante as décadas de 1930 e 1940, com o surgimento de arranha-céus, como em Praça da Sé, ca.1940. O artista, por vezes, mescla imagens da cidade atual com outras, de uma São Paulo antiga e pacata vivenciada em sua infância. Em telas e gravuras, representa o homem anônimo, cuja figura é muito reduzida em relação aos prédios.

Durante os anos da Segunda Guerra Mundial, realiza obras que enfocam cidades bombardeadas. Da guerra decorrem ainda outros temas, como o torpedeamento de navios, representados na litografia Náufragos (1942). Nessas obras são observadas incidências surreais e, principalmente, o diálogo com o expressionismo e com a obra de Lasar Segall (1891 - 1957).

Nos anos 1960, começa a trabalhar com gravura em metal. Manoel Martins, entre os integrantes do Grupo Santa Helena, é o mais voltado à atividade gráfica. Paralelamente ao ofício de pintor, realiza a ilustração de livros, como O Cortiço, de Aluísio de Azevedo (1857 - 1913), e Bahia de Todos os Santos, de Jorge Amado (1912 - 2001), e revistas. O crítico Mário Schenberg destaca que, em sua trajetória, o artista foi capaz de manter a pureza de visão primitivista, da qual resulta o grande encanto de suas paisagens.

Obras 9

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Construção

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Feira

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Paisagem Urbana

Óleo sobre tela

Exposições 71

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Fontes de pesquisa 15

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  • 40 anos: Grupo Sta. Helena. São Paulo: MIS : Paço das Artes, 1975. [32] p., il. color.
  • AJZENBERG, Elza Maria (org.). Operários na Paulista: MAC USP e artistas artesãos. Curadoria Daisy Valle Machado Peccinini de Alvarado; texto Vera Filinto, Alecsandra Matias de Oliveira, Lauci Bertoluci, Rosana Marçal, Maria Cecília França Lourenço, Cristina Freire, Helouise Costa, Katia Canton, Alice Brill, Mario Schenberg. São Paulo: MAC, 2002. 92 p., il. p&b color.
  • ALMEIDA, Paulo Mendes de. De Anita ao museu. São Paulo: Perspectiva : Diâmetros Empreendimentos, 1976. (Debates, 133).
  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • BATISTA, Marta Rossetti e LIMA, Yone Soares de. Coleção Mário de Andrade: artes plásticas. 2. ed. São Paulo: USP/IEB, 1998.
  • GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000.
  • GRUPO Santa Helena. Curadoria Josilane Slaviero, Olívio Guedes Almeida. São Paulo: Jo Slaviero Galeria de Arte, 2000.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • MARTINS, Manoel. Manoel Martins. São Paulo: Centro de Artes Shopping News, 1978. , il. p&b color.
  • PONTUAL, Roberto. Arte/ Brasil/ hoje: 50 anos depois. São Paulo: Collectio, 1973.
  • SCALDAFERRI, Sante. Os primórdios da arte moderna na Bahia: depoimentos, textos e considerações em torno de José Tertuliano Guimarães e outros artistas. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado, 1997. (Casa de Palavras. Memória, 2).
  • SCHENBERG, Mario. Pensando a arte. São Paulo: Nova Stella, 1988.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.
  • ZANINI, Walter. A arte no Brasil nas décadas de 1930-40: o Grupo Santa Helena. São Paulo: Nobel; Edusp, 1991.

Como citar

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