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Artes visuais

Giselda Leirner

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 04.04.2016
1928 Brasil / São Paulo / São Paulo
Giselda Leirner (São Paulo, SP, 1928). Desenhista, pintora, gravadora e escritora. Estuda pintura e desenho com Yolanda Mohaly (1909-1978), de 1942 a 1945. Em 1946, assiste a cursos e oficinas em The Art Students League [Liga dos Estudantes de Arte], em Nova York. No Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), em 1948, participa do at...

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Biografia
Giselda Leirner (São Paulo, SP, 1928). Desenhista, pintora, gravadora e escritora. Estuda pintura e desenho com Yolanda Mohaly (1909-1978), de 1942 a 1945. Em 1946, assiste a cursos e oficinas em The Art Students League [Liga dos Estudantes de Arte], em Nova York. No Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), em 1948, participa do ateliê de gravura, com a orientação de Poty Lazzarotto (1924-1998). Em 1958, tem aulas de pintura com Di Cavalcanti (1897-1976) e faz sua primeira exposição individual de desenhos e gravuras na Galeria Ambiente, em São Paulo. No ano seguinte, mostra suas pinturas na Galeria de Arte das Folhas, na mesma cidade. Retorna a Nova York, estuda artes gráficas na Parsons School of Design de 1964 a 1965. Viaja para Paris, onde frequenta o curso de sociologia da arte do sociólogo Pierre Francastel (1905-1970), em 1968. Ganha o prêmio de melhor desenhista de 1977 da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Participa da 2ª e 3ª Bienal Internacional de São Paulo, da exposição Tradição e Ruptura, na Fundação Bienal, do 3º, 9º e 12º Panorama da Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), e expõe também no exterior. A Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pesp) faz uma retrospectiva do trabalho de Giselda, em 1994. Dois anos depois, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), mostra trabalhos produzidos a partir de 1980.

Comentário Crítico
Alguns pontos são sempre ressaltados nos comentários sobre a obra de Giselda Leirner: a representação figurativa, a não submissão às novas correntes artísticas, o domínio técnico e a autenticidade que decorre da introspecção. Essa constância é fruto da coerência de uma produção artística desenvolvida por mais de 60 anos. Giselda explica que faz arte porque não saberia se expressar de outra forma. A influencia do contexto familiar, pois é filha da escultora Felícia Leirner (1904-1996) e do mecenas e colecionador Isay Leirner (1903-1962), possibilita a convivência com vanguardas artísticas.

Giselda publica um livro de contos e dois romances. O último, O Nono Mês,1 é de 2008. Por meio de histórias entrelaçadas, ela trata de grandes questões como família, amor, guerra e religião, entre outras que estão igualmente presentes em sua produção visual. Assim, em 1985, produz a série Sacrifício, de técnica mista (nanquim e aguada de nanquim, craiom, grafite e colagem), em que são representadas figuras como carneiro, estátua, coluna, foice e janela, com forte contraste de luz e traço firme, remetendo a imagens de memória ancestral e fantasmas interiores. Do mesmo ano, outra série de técnica mista, Para Fassbinder, evoca o universo sórdido do cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder (1945-1982). Na produção dos anos 1970 e 1980, textos ou frases são frequentemente inseridos nos desenhos.

Na série Babel, de acrílica e pastel, e em outras obras da década de 1990, utiliza menos o lápis e mais a tinta. As formas tornam-se menos reconhecíveis, mas o contraste continua, pois o preto é quase sempre predominante e as outras cores são geralmente branco e tons de cinza, bege, marrom e vermelho. Elementos orgânicos e objetos que poderiam ser facas ou foices são sugeridos. Notável exceção nessa constância, as obras expostas em 1978, na Galeria Arte Global, são abstratas e geométricas, feitas com papel branco e etiquetas adesivas de bordas vermelhas.

Nota
1 LEIRNER, Giselda. O Nono Mês. São Paulo: Perspectiva, 2008.

Exposições 18

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Fontes de pesquisa 10

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  • ALONSO, George. Giselda Leirner. Revista da Folha, São Paulo, vol. 3, p. 9, julho 1994.
  • CHIARELLI, Tadeu. Arte internacional brasileira. São Paulo: Lemos, 1999.
  • LEIRNER, Giselda. A Filha de Kafka. São Paulo: Massao Ono, 1999.
  • LEIRNER, Giselda. Giselda Leirner 78. Apresentação Sheila Leirner, texto Giselda Leirner. São Paulo: Galeria Arte Global, 1978. Não paginado, il. color.
  • LEIRNER, Giselda. Giselda Leirner. São Paulo: Paulo Figueiredo Galeria de Arte, 1987. Não paginado.
  • LEIRNER, Giselda. Giselda Leirner. Texto Giselda Leirner. Córdoba: Museo Dr. Genaro Perez, 1976. Não paginado, il. p&b.
  • LEIRNER, Giselda. Giselda Leirner: Babel. Apresentação Giselda Leirner. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1994. Não paginado, il. p&b.
  • LEIRNER, Giselda. Giselda Leirner: formas da memória. Apresentação Giselda Leirner e M.F. do Nascimento Brito, textos de Cláudio Telles, Aracy Amaral, Tadeu Chiarelli, Frederico Morais, Alfredo Andrés, Marc Berkowitz, Jayme Maurício, Radha Abramo e Sérgio Milliet. Rio de Janeiro: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1996. 47 p., il. p&b. color.
  • LEIRNER, Giselda. Nas Águas do Mesmo Rio. São Paulo: Ateliê, 2005.
  • LEIRNER, Giselda. O Nono Mês. São Paulo: Perspectiva, 2008.

Como citar

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