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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Domenico Lazzarini

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 11.02.2016
06.04.1920 Itália / Toscana / Viareggio
21.03.1987 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro

Sem Título, 1984
Domenico Lazzarini
Óleo sobre tela, c.i.d.
60,00 cm x 35,00 cm

Domenico Lazzarini (Viareggio, Itália, 1920 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1987). Pintor, desenhista e professor. Na década de 1940, estuda com Ottone Rosai (1895-1957) e Emilio Vedova (1919-2006), em Lucca e Florença, Itália. Apresenta trabalhos em mostras desse país, como a Exposição Nacional de Piza, em 1946, a Trienal de Milão e a Quadrie...

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Biografia
Domenico Lazzarini (Viareggio, Itália, 1920 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1987). Pintor, desenhista e professor. Na década de 1940, estuda com Ottone Rosai (1895-1957) e Emilio Vedova (1919-2006), em Lucca e Florença, Itália. Apresenta trabalhos em mostras desse país, como a Exposição Nacional de Piza, em 1946, a Trienal de Milão e a Quadrienal de Roma, além de participar da 24ª Bienal de Veneza, em 1948. Transfere-se para o Brasil em 1950 e torna-se professor de pintura da Escola de Belas Artes de Araraquara, São Paulo. Em 1954, é um dos fundadores da Escola de Belas Artes de Ribeirão Preto. Dois anos depois, recebe prêmio aquisição na mostra Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, em São Paulo. Muda-se para o Rio de Janeiro onde, em 1961, leciona técnica de pintura no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), que o agracia ainda com o prêmio Formiplac. No Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM), recebe isenção do júri em 1959 e prêmio aquisição em 1962. No mesmo ano, ganha medalha de prata no 11º Salão Paulista de Arte Moderna. Participa da Bienal Internacional de São Paulo em 1959 e 1961.

Comentário crítico
A produção de Domenico Lazzarini, durante a década de 1950, período em que chega ao Brasil, e início de 1960, demonstra uma aproximação tanto das poéticas do informal, no que concerne à importância do gesto, como de uma abstração mais construída. Esta última parece prevalecer, remetendo plasticamente à produção do pintor Antonio Bandeira (1922-1967), elaborada durante os mesmos anos.

Lazzarini cria estruturas sustentadas por linhas finas, delicadas, porém precisas, que se entrecruzam vertical e horizontalmente, traçadas em preto, quase como grades, e que acabam por delimitar áreas nesses entrecruzamentos - estas, às vezes, quase totalmente preenchidas por outras linhas. O gesto planejado não ultrapassa o suporte da tela. As áreas podem ganhar cor, entretanto os tons são rebaixados, resultando numa uniformidade da composição final. Chama atenção o caráter gráfico dessas pinturas e seu aspecto sóbrio. Por vezes, Lazzarini preenche uma ou outra área mínima com alguma cor mais vibrante, geralmente optando pelo vermelho, como em Cataguases (1959) e Abstrato (1961).

Uma solução gráfica próxima à das pinturas de Lazzarini, mais conhecidas, é também observável nos desenhos a nanquim que publicou no Suplemento Literário do jornal O Estado de S. Paulo, em 1962 e 1963. Nesses desenhos, há certa simplificação da composição e torna-se mais aparente a ilusão de volume; as linhas são de espessuras variadas e há ainda a presença de curvas, praticamente inexistentes nas pinturas. O artista parece resolver esses desenhos de maneira mais rápida, neles permitindo que o gesto guie mais a composição do que se permite fazer nas pinturas.

Após a fase abstrata, por volta de 1970, Lazzarini retoma a figuração trabalhando com paisagens. Estas remetem à vegetação européia, como em Ciprestes (s.d.), e ao trabalho de agricultores no campo, como em Colheita (s.d.). Nos anos seguintes, o artista seguirá produzindo paisagens com a mesma temática, porém optando por uma fatura que faz uso de tons suaves trabalhados por meio de manchas.

Obras 3

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Paisagem

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Sem Título

Óleo sobre tela

Exposições 17

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Fontes de pesquisa 10

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  • AYALA, Walmir. Dicionário de Pintores Brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 1986.CAVALCANTI, Carlos; AYALA, Walmir, org. Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Apresentação de Maria Alice Barroso. Brasília: MEC/INL, 1973-1980. (Dicionários especializados, 5).
  • FERNANDES, Ana Cândida Franceschini de Avelar. Artistas Plásticos no Suplemento Literário de O Estado de São Paulo (1956-1967). 2007. Dissertação (Mestrado em Literatura Brasileira) -Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - FFLCH/USP, 2007.
  • GALLAS, Alfredo G. (coord.). 100 obras Itaú. São Paulo: Itaugaleria, 1985. 210 p., il. color.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • KLINTOWITZ, Jacob. Versus: dez anos de crítica de arte. Prefácio Jacob Klintowitz; apresentação Pietro Maria Bardi. São Paulo: Galeria de Arte André, 1978. 143 p.
  • LAZZARINI, Domenico. Domenico Lazzarini. São Paulo, Ranulpho Galeria de Arte, jun. 1984.
  • LAZZARINI, Domenico. Pinturas de Lazzarini. São Paulo, Domus Galeria de Arte, 1977.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. p. 279.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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