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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Feres Lourenço Khoury

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 13.09.2019
28.05.1951 Brasil / São Paulo / Urupês
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

In Absentia, 1991
Feres Lourenço Khoury
Berceau, ponta-seca e raspador
60,00 cm x 40,00 cm

Feres Lourenço Khoury (Urupês SP 1951). Gravador, professor, arquiteto. Forma-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAU/USP, em 1979. Defende doutorado em poéticas visuais na Escola de Comunicações e Artes da USP - ECA/USP, em 1997. Leciona na FAU/USP, na Faculdade Santa Marcelina e na Univers...

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Biografia
Feres Lourenço Khoury (Urupês SP 1951). Gravador, professor, arquiteto. Forma-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAU/USP, em 1979. Defende doutorado em poéticas visuais na Escola de Comunicações e Artes da USP - ECA/USP, em 1997. Leciona na FAU/USP, na Faculdade Santa Marcelina e na Universidade São Judas Tadeu, entre outras. Em seu período de formação artística, freqüenta os ateliês de Luís Dotto, Renina Katz (1926), Sérgio Fingermann (1953) e Rubens Matuck (1952). Em 1979, funda com Matuck, Luise Weiss (1953) e Rosely Nakagawa (1954) a Editora João Pereira, com o objetivo de lançar gravuras originais de tiragem limitada. Publica pela editora os álbuns 11 Gravuras, 1979, 5 Litografias, 1981, Círculo das Coisas, 1982, 5 Xilogravuras, 1988, e Álbum Comemorativo, 1989. Começa a participar de mostras coletivas em 1973, na exposição dos alunos da FAU/USP. Em 1974, expõe na Trienal Latino-Americana de Grabado, realizada em Buenos Aires,  e intensifica a exibição de seus trabalhos a partir de fins dos anos 1970. Recebe o 1º prêmio da 8ª Mostra de Gravura da Cidade de Curitiba, em 1988. É contemplado com a Bolsa Vitae de Arte/Gravura em 1996.

Comentário Crítico
No terreno da gravura, no qual lança as bases de sua produção, Feres Khoury elege a xilogravura e, em seguida, a ponta-seca. A escolha desses meios técnicos é reveladora. Trata-se de expressões econômicas e diretas que descartam qualquer elemento intermediário (ácido, por exemplo) entre o gesto do gravador e o seu suporte. Nos dois casos, nota-se a primazia concedida ao desenho, realizado na matriz de madeira ou na chapa de metal. Desses recursos, o artista procura retirar o máximo, explorando gamas de luz e sombra, superfícies claras e escuras. As cores estão ausentes, só linhas, formas e espaços, mais ou menos adensados.

No início da carreira, realiza trabalhos de pequenas dimensões, como mostram os álbuns publicados em 1976 pela Editora João Pereira, que funda com Luise Weiss (1953), Rosely Nakagawa (1954) e Rubens Matuck (1952). Observa-se também sua preferência pela xilogravura até a década de 1990, quando então a ponta-seca se impõe. De fato, os elementos formais retirados dos desenhos do Apocalipses de Beato ou de Villard de Honnecourt (e também de textos alquímicos e cabalísticos) são progressivamente reduzidos, encontrando abrigo nas formas geométricas mais elementares.

Na década de 1990, a ponta-seca auxilia a definir traços e linhas com mais nitidez, desenhando portas, ogivas, círculos ou áreas quadriculadas. As linhas vazadas encontram seu contraponto nas superfícies densas e aveludadas, preponderantemente negras, que podem assumir feitios geométricos ou curvilíneos. "As linhas determinam direções e tensões, e as superfícies negras e brancas estruturam o espaço em que não comparecem arabescos ou elementos decorativos como agentes de interesse visual", afirma a gravadora Renina Katz (1926).

Obras 40

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Albedo

Mista sobre papel de algodão
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Albedo

Mista sobre papel de algodão
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Duplo

Ponta-seca
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Homenagem a Brancusi

Acrílica e folha de ouro sobre tela

Exposições 122

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Fontes de pesquisa 25

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  • 1º Salão SESC de gravura. Curadoria Geraldo Edson de Andrade. Rio de Janeiro: Sesc Copacabana, 1996. [16 ] p. Exposição realizada na Galeria Sesc Copacabana, no período de 25 jun. a 31 jul. 1996.
  • 1º Salão SESC de gravura. Curadoria Geraldo Edson de Andrade. Rio de Janeiro: Sesc Copacabana, 1996. [16 ] p. Exposição realizada na Galeria Sesc Copacabana, no período de 25 jun. a 31 jul. 1996. RJsesc 1996/p
  • A RESSACRALIZAÇÃO da arte. Apresentação Abram Szajman, Danilo Santos de Miranda; texto Jacob Klintowitz. São Paulo: SESC SP, 1999. 136 p., il. color. 709.981 R435
  • A RESSACRALIZAÇÃO da arte. Apresentação Abram Szajman, Danilo Santos de Miranda; texto Jacob Klintowitz. São Paulo: Sesc, 1999. 136 p., il. color.
  • ATELIÊ calcográfico Iole: 15 anos. Apresentação Danilo Santos de Miranda. São Paulo: SESC SP, 1995. , il. SPsesc 1995/a
  • ATELIÊ calcográfico Iole: 15 anos. Apresentação Danilo Santos de Miranda. São Paulo: Sesc, 1995. , il.
  • BONATO, Mirella (coord.). São Paulo Gravura Hoje. Curadoria Alex Gama, Renina Katz, Maria Bonomi. Rio de Janeiro: Funarte, 1999.
  • BONATO, Mirella (coord.). São Paulo Gravura Hoje. Curadoria Alex Gama, Renina Katz, Maria Bonomi. Rio de Janeiro: Funarte, 1999. RJfunarte 1999/s
  • COLETIVA de desenhos: Feres Khoury, Flávia Ribeiro, Jacqueline Aronis, Paulo Monteiro, Sara Müller e Teresa Viana. Ribeirão Preto: MARP, 2000. 12 p., il. color.
  • COLETIVA de desenhos: Feres Khoury, Flávia Ribeiro, Jacqueline Aronis, Paulo Monteiro, Sara Müller e Teresa Viana. Ribeirão Preto: MARP, 2000. SPmarp 2000/c
  • ENSINO da arte: a gravura como meio. Apresentação Frederico Lencioni Neto; texto Ronaldo Oliveira, Sueli Dutra, Christina Rizzi et al. Jacareí: Casa da Gravura, 1998. 79 p.
  • ENSINO da arte: a gravura como meio. Apresentação Frederico Lencioni Neto; texto Ronaldo Oliveira, Sueli Dutra, Christina Rizzi et al. Jacareí: Casa da Gravura, 1998. 79 p. SPcg 1998/e
  • GOELDI, Oswaldo. Goeldi: nosso tempo. Curadoria Célia Procópio de Araujo Carvalho. São Paulo: MAB, 1995.
  • GOELDI, Oswaldo. Goeldi: nosso tempo. Curadoria Célia Procópio de Araujo Carvalho. São Paulo: MAB, 1995. G595go 1995
  • GRAVURA paulista. Curadoria Evandro Carlos Jardim. São Paulo: Galeria de Arte São Paulo, 1995.
  • GRAVURA paulista. Curadoria Evandro Carlos Jardim. São Paulo: Galeria de Arte São Paulo, 1995. SPgsp 1995/g
  • GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000.
  • GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000. IC 769 G777
  • KHOURY, Feres Lourenço. Feres Lourenço Khoury. Apresentação Sérgio Miceli. São Paulo: Edusp, 1995. 81 p., il. color., (Artistas da USP, 3).
  • KHOURY, Feres Lourenço. Feres Lourenço Khoury. Fotografia Romulo Fialdini; arte-finalização Julia Yagi; apresentação Sérgio Miceli; projeto gráfico Marina Mayumi Watanabe. São Paulo: Edusp, 1995. 81 p., il. color., 18 x 19 cm. (Artistas da USP, 3). 759.81 K45f
  • MARCONDES, Luiz Fernando. Dicionário de termos artísticos. Rio de Janeiro, Editora Pinakotheke, 1998, 381 pp. il. p&b.
  • MARCONDES, Luiz Fernando. Dicionário de termos artísticos. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1998. 381 p., il. p&b. ISBN 85-7191-006-5. R703 M321d
  • MONFORTE, Luiz Guimarães (Coord.). 4º Stúdio UNESP, SESC e SENAI de tecnologias de imagens. São Paulo, 1996. , il. color. CAT-G SPunesp 1996
  • OS COLECIONADORES - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras. Curadoria Jacob Klintowitz; apresentação Horacio Lafer Piva, Jaime A. Greene; texto José Mindlin, Jacob Klintowitz. São Paulo: Centro Cultural FIESP, 1998. [64] p., il. color.
  • OS COLECIONADORES - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras. Curadoria Jacob Klintowitz; projeto gráfico Diana Mindlin; fotografia Lucia Mindlin Loeb; apresentação Horacio Lafer Piva, Jaime A. Greene; texto José Mindlin, Jacob Klintowitz. São Paulo: Centro Cultural FIESP, 1998. [64] p., il. color. CAT-G SPfiesp 1998/c

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