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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Reynaldo Fonseca

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 11.03.2018
31.01.1925 Brasil / Pernambuco / Recife

Sem Título, 1973
Reynaldo Fonseca
c.i.d.

Reynaldo de Aquino Fonseca (Recife, Pernambuco, 1925). Pintor, muralista, ilustrador. Freqüenta como ouvinte a Escola de Belas Artes de Pernambuco, no Recife, em 1936, onde é aluno de Lula Cardoso Ayres, e faz curso de magistério em desenho. Em 1944, reside no Rio de Janeiro, e estuda com Candido Portinari  por seis meses. É um dos fundadores da...

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Biografia

Reynaldo de Aquino Fonseca (Recife, Pernambuco, 1925). Pintor, muralista, ilustrador. Freqüenta como ouvinte a Escola de Belas Artes de Pernambuco, no Recife, em 1936, onde é aluno de Lula Cardoso Ayres, e faz curso de magistério em desenho. Em 1944, reside no Rio de Janeiro, e estuda com Candido Portinari  por seis meses. É um dos fundadores da Sociedade de Arte Moderna do Recife (SAMR), associação que propõe a ruptura com o sistema acadêmico de ensino. Realiza viagem de estudos à Europa, em 1948. Estuda gravura em metal com Henrique Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, entre 1949 e 1951. Além da gravura, utiliza a aquarela e, predominantemente, a técnica de óleo sobre tela, apresentando uma produção figurativa. Em meados de 1952, torna-se professor catedrático de desenho artístico na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE). Freqüenta o Ateliê Coletivo, fundado por Abelardo da Hora, e realiza cursos de desenho. Realiza mural para o Banco do Brasil, no Recife, em 1964. Volta a residir no Rio de Janeiro em 1969, e retorna ao Recife no início da década de 1980. Ilustra, entre outros, o livro Pintura e Poesia Brasileiras, com poemas de João Cabral de Melo Neto, publicado em 1980. Entre 1993 e 1994, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) promove mostra retrospectiva de sua produção no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Análise

Reynaldo Fonseca é um dos fundadores da Sociedade de Arte Moderna do Recife (SAMR), associação que propõe a ruptura com o sistema acadêmico de ensino e a criação de um amplo movimento cultural, abrangendo as áreas de educação, cultura, artes plásticas, teatro e música. Participa ainda do Ateliê Coletivo, em Recife, realizando cursos de desenho. Posteriormente afasta-se da "escola pernambucana de pintura" e da temática regional.

O pintor mantém-se deliberadamente à margem das correntes artísticas que buscam renovar a arte no país. Com uma produção figurativa, realiza trabalhos em aquarela, gravura e principalmente em óleo sobre tela ou duratex. Revela grande domínio do desenho e o uso cuidadoso da gama cromática. Utiliza freqüentemente recortes de fotografias impressas em jornais e revistas, como inspiração para seus quadros.

Mantém ao longo de sua carreira temas recorrentes, como as cenas familiares com crianças e animais, nas quais predomina um clima de sonho, inquietação e estranheza, que evoca o surrealismo e a pintura metafísica. O artista inspira-se em pinturas do primeiro Renascimento italiano e flamengo, também nos pintores primitivos norte-americanos dos séculos XVIII e XIX e nos surrealistas em geral. Como aponta Roberto Pontual, Reynaldo Fonseca concentra-se na armação de enigmas, a meio caminho entre o metafísico e o fantástico.  A retomada da história da arte é realizada de forma paciente, e por vezes com uma parcela de ironia.

Obras 25

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Reprodução Fotográfica Alan Brugier

Anunciação

Óleo sobre duratex
Reprodução fotográfica Pedro Oswaldo Cruz

Auto-retrato

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Auto-retrato

Lápis-cera
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Caminhantes

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Concerto

Óleo sobre hardboard

Exposições 49

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Eventos relacionados 1

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Fontes de pesquisa 11

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  • DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • FONSECA, Reynaldo. Pinturas. Fotografia Wilton Montenegro; texto Geraldo Edson de Andrade. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1993. [16] p., il. p&b color.
  • FONSECA, Reynaldo. Reynaldo Fonseca. Texto Geraldo Edson de Andrade; fotografia Carlos Alberto Xavier de Miranda; projeto gráfico Saulo Kozel Teixeira. Curitiba: Simões de Assis Galeria de Arte, 1997. 32 p., il. p&b color.
  • FONSECA, Reynaldo; ASSIS FILHO, Waldir Simões (coord.). Reynaldo Fonseca. Texto Roberto Pontual, Mário Hélio Gomes de Lima, Walmir Ayala, Geraldo Edson de Andrade; projeto gráfico Saulo Kozel Teixeira, Waldir Simões Assis Filho; fotografia Carlos Alberto Xavier de Miranda. Curitiba: Simões de Assis Galeria de Arte, 2004. 32 p., il. color.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LEAL, Weydson Barros. A força da forma. In: CONTINENTE MULTICULTURAL. Recife: CEPE - Companhia Editora de Pernambuco, dez/2002, nº 24, p. 24-27.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • REYNALDO Fonseca: pinturas. Texto de Geraldo Edson de Andrade. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1993.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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