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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Yoshiya Takaoka

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
11.06.1909 Japão / Honshu / Tóquio
11.09.1978 Brasil / São Paulo / São Paulo

Barcos no Cais, 1942
Yoshiya Takaoka
Aquarela
26,00 cm x 36,00 cm

Yoshiya Takaoka (Tóquio, Japão 1909 - São Paulo SP 1978). Pintor, desenhista, caricaturista, cenógrafo. Aprende pintura com Shin Kurihara, em Tóquio, entre 1921 e 1925. Em 1925, vem com a família para o Brasil para trabalhar na lavoura de café. Atua como pintor de paredes e caricaturista. Em São Paulo, de 1926 a 1929, cursa a Escola Profissional...

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Biografia
Yoshiya Takaoka (Tóquio, Japão 1909 - São Paulo SP 1978). Pintor, desenhista, caricaturista, cenógrafo. Aprende pintura com Shin Kurihara, em Tóquio, entre 1921 e 1925. Em 1925, vem com a família para o Brasil para trabalhar na lavoura de café. Atua como pintor de paredes e caricaturista. Em São Paulo, de 1926 a 1929, cursa a Escola Profissional Masculina do Brás e, a partir de 1931, freqüenta o Grupo Santa Helena. Transfere-se, em 1934, para o Rio de Janeiro, onde aperfeiçoa sua pintura com Bruno Lechowski (1887 - 1941) e na Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Integra o Núcleo Bernardelli ao lado de José Pancetti (1902 - 1958), Edson Motta (1910 - 1981) e Milton Dacosta (1915 - 1988), entre outros. Participa de sua quarta exposição, em 1935. Nesse ano, faz parte do Grupo Seibi, de São Paulo, formado por artistas de origem japonesa. Volta a viver na capital paulista em 1944. Em 1948, forma o Grupo 15 ou "do Jacaré", com Tomoo Handa (1906 - 1996), Tamaki (1916 - 1979), Flavio-Shiró (1928), Antônio Carelli (1926)Geraldo de Barros (1923 - 1998) e outros. De 1950 a 1959, integra o Grupo Guanabara, em São Paulo. Participa das edições de 1951 e 1959 da Bienal Internacional de São Paulo. Entre 1952 e 1954, vive em Paris, onde freqüenta a Académie de la Grande Chaumière e estuda mosaico com Gino Severini (1883 - 1966), no curso Leonardo da Vinci. Participa da 1ª Bienal de Tóquio, em 1953. O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp faz mostra em sua homenagem em 1955 e 1980.

Comentário Crítico
Pintor de paisagens urbanas e litorâneas do Brasil, Yoshiya Takaoka tem um papel importante como formador e agitador cultural. Atua nas principais agremiações artísticas dos anos 1930 até 1950. Convive com os artistas do Grupo Santa Helena, com quem desenvolve afinidades, sobretudo o interesse pelo pós-impressionismo e pela pintura italiana. Mas, insatisfeito com o meio artístico paulistano, decide estudar pintura no Rio de Janeiro. Freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba e tem aulas com Bruno Lechowski (1887 - 1941), de quem recebe ensinamentos sobre a pintura européia.

Participa do ateliê livre do Núcleo Bernardelli, partilhando o interesse do grupo pelo "fazer artístico", mais do que por questões políticas ou intelectuais, tão marcantes no contexto da década de 1930. Os gêneros artísticos lá praticados são os que caracterizam sua produção: desenho, pintura ao ar livre, naturezas-mortas, retratos e auto-retratos. Dessa prática advém a sua concepção da pintura como artesanato, e da tarefa de "resolver o quadro" como o principal desafio do pintor. Mas é possível que desse ambiente provenha também a transformação das investigações da pintura moderna em esquemas compositivos tradicionais, como a utilização de fortes diagonais, o uso de uma perspectiva ascensional na organização dos elementos da paisagem, conferindo peso aos últimos planos, bem como a pincelada gestual. Características que podem ser observadas em obras como Morro do Pinho, 1948, e na aquarela Barco no Cais, 1942.

Takaoka distancia-se das polêmicas entre modernos e acadêmicos, figurativos e abstratos. Não obstante, ele é ponto de referência para a geração de artistas que seguem o concretismo e passam à abstração. Sua influência pode ser identificada em obras como o auto-retrato fotográfico de Geraldo de Barros (1923 - 1998), 1947, que apresenta elementos de pose estudada e auto-irônica presentes nos diversos auto-retratos de Takaoka, que junto com suas aquarelas sobrevivem com grande interesse.

Obras 21

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Reprodução Fotográfica Hugo Lenzi

Auto-retrato

Óleo sobre tela

Exposições 127

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Eventos relacionados 1

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Fontes de pesquisa 31

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  • A PINACOTECA do Estado. Texto Carlos Alberto Cerqueira Lemos, Paulo Mendes da Rocha, Maria Cecília França Lourenço; apresentação Ricardo Ohtake, Emanoel Araújo; pesquisa Malú Grima, Sandra Regina Gonçalves, Lucila de Sá Carneiro, Carlos Dal Rovere Júnior, Carmem Correa, José de Oliveira Júnior, Paulo de Tarso. São Paulo: Banco Safra, 1994. 319 p., il. color.
  • ALVARADO, Daisy Valle Machado Peccinini de (coord.). Grupo Seibi - Grupo do Santa Helena: década a 35-45. São Paulo: FAAP, 1977. [96] p., il. p&b.
  • ALVARADO, Daisy Valle Machado Peccinini de; SOARES, Dulce (coord.). Pintura no Brasil: um olhar no século XX. Edição Fábio Avila; colaboração Magali Albertin. São Paulo: Nobel, 2000. 153 p., il. color.
  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • ARTISTAS nipo-brasileiros. Organização e coordenação Aracy Amaral. Supervisão Geral Walter Zanini. São Paulo: MAC/USP, 1966. , il. p&b.
  • AZEVEDO, Valéria Silva Vicente de (org.). Iconografia paulistana em coleções particulares. Apresentação Francisco de Paula Simões Vicente de Azevedo, José Roberto Teixeira Leite. São Paulo: Sociarte, 1999. 80 p., il. color.
  • BATISTA, Marta Rossetti; LIMA, Yone Soares de. Coleção Mário de Andrade: artes plásticas. São Paulo: USP. IEB, 1984.
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  • FLÓRIDO, Janice Maria; LOBELLO, Mario (Orgs.). A metrópole e a arte. São Paulo: Prêmio, 1992. (Arte e Cultura 13.).
  • GRUPO Guanabara : 1950-1959. São Paulo: Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, 1992. s.p. il. color.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • HERANÇA do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras. São Paulo: MAB, 1988. , il. color.
  • JO SLAVIERO GALERIA DE ARTE; SLAVIERO, Josiane (coord.). Grupo Seibi. Texto crítico Maria Cecília França Lourenço; curadoria Roberto Okinaka. São Paulo: Escrituras, 1998.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LOURENÇO, Maria Cecília França (org.). São Paulo: visão dos nipo-brasileiros. Tradução Kiyomi Muramoto. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1998. 103 p.
  • LOURENÇO, Maria Cecília França. Vida e arte dos japoneses no Brasil: 80 anos da imigração japonesa no Brasil. Apresentação Fujio Tachibana, Pietro Maria Bardi; comentário Tomoo Handa, Teiiti Suzuki; tradução Antonio Nojiki. São Paulo: MASP, 1988. 110 p., il. color.
  • MARINHAS em grandes coleções paulistas. Curadoria John Lionel Toledano; apresentação Max Justo Guedes; texto Francisco de Paula Simões Vicente de Azevedo. São Paulo: Sociarte, 1998. 32p. il. color.
  • MINI-RETROSPECTIVA Takaoka. Texto José Kleber. Parati: Galeria Maramar, [1981?]. folha dobrada, il. color.
  • MORAIS, Frederico. Núcleo Bernardelli: arte brasileira nos anos 30 e 40. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1982. 136 p., il. p&b color.
  • O MUSEU Nacional de Belas Artes. São Paulo: Banco Safra, 1985.
  • OS GRUPOS: a década de 40. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1977. (Ciclo de Exposições de Pintura Brasileira Contemporânea).
  • PINTORES contemporâneos de São Paulo. S.l.: [s.n.], s.d. 759.98106 P659
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • SALÃO PAULISTA DE ARTE MODERNA, 10. , 1961, São Paulo. 10º Salão Paulista de Arte Moderna. São Paulo: Galeria Prestes Maia, 1961.
  • SALÃO do Grupo Seibi de Artistas Plásticos. São Paulo: Sociedade Paulista de Cultura Japonesa, 1966. 24 p. il. p.b.
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  • SPINELLI, João J.; KO, Yvete (coord.). Arte nipo-brasileira: momentos. Curadoria João J. Spinelli; versão em inglês Maria Lucia Cavalcanti de Albuquerque Cumo. São Paulo: Takano, 2001. 65 p., il. color.
  • TAKAOKA, Yoshiya. Yoshiya Takaoka: vida, obras, depoimentos. Apresentação Pietro Maria Bardi. São Paulo: MASP, 1980. 74 p.
  • TAKAOKA, Yoshiya. Óleos e aquarelas recentes de Yoshiya Takaoka. São Paulo: A Ponte Galeria de Arte, 1974. folha dobrada.
  • TEMPOS de guerra: Hotel Internacional / Pensão Mauá. Curadoria Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1986. (Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro).
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

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