Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas


Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Sérgio Fingermann

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.09.2018
08.1953 Brasil / São Paulo / São Paulo

Sem Título, 1987
Sérgio Fingermann
Acrílica sobre tela
80,00 cm x 60,00 cm

Sérgio Fingermann (São Paulo SP 1953). Pintor, gravador. Estuda desenho e pintura com Yolanda Mohalyi (1909-1978), em São Paulo, 1972; tem aulas com Mário de Luiggi em Veneza, Itália, entre 1973 e 1974. Freqüenta a Escola Brasil: em 1974, e estuda arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), de 1975...

Texto

Abrir módulo

Biografia

Sérgio Fingermann (São Paulo SP 1953). Pintor, gravador. Estuda desenho e pintura com Yolanda Mohalyi (1909-1978), em São Paulo, 1972; tem aulas com Mário de Luiggi em Veneza, Itália, entre 1973 e 1974. Freqüenta a Escola Brasil: em 1974, e estuda arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), de 1975 a 1979. É premiado como Melhor Gravador pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em 1987.

Análise

Sérgio Fingermann atua como gravador desde o início de sua trajetória artística, quando realiza obras figurativas, nas quais dialoga com a produção de Evandro Carlos Jardim (1935). Realiza séries como Fragmentos de um Dia Extenso (1976), em que reproduz figuras relacionadas à sua visita a um parque em São Paulo, com um caráter intimista. Nessas gravuras, destacam-se os grafismos e o acentuado claro-escuro. Posteriormente, como nota o crítico Olívio Tavares de Araújo, o artista estabelece propostas para uma utilização diferente da gravura, não mais como multiplicadora de imagens, mas como o único suporte em que determinada idéia é exeqüível. Em exposição realizada em 1986, apresenta imagens obtidas por processos de justaposição de diferentes chapas, e por interferências com apliques de papel japonês colorido pelo artista, quimicamente integrados ao papel de tiragem.

Na década de 1980, Sérgio Fingermann apresenta telas que se situam entre a figuração e a abstração. Posteriormente, a figuração narrativa de caráter intimista dos primeiros trabalhos dá lugar a obras com uma linguagem mais abstrata. A partir da metade dos anos 1990, o artista apresenta pinturas com as quais pretende "evocar a memória do espectador" por meio de inscrições, desenhos e manchas que parecem brotar na superfície. A "ferrugem" presente nesses quadros (obtida pela tinta com óxido de ferro) dá a impressão de que algo foi retirado dali, ficando apenas a marca de sua passagem. Nas obras mais recentes, associa ainda inscrições, grafismos e desenhos às manchas de cor, realizadas com pinceladas gestuais. Paralelamente à sua produção artística, Fingermann é responsável pela formação de novas gerações de artistas.

Obras 22

Abrir módulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Óleo sobre tela

Exposições 99

Abrir módulo

Feiras de arte 2

Abrir módulo

Oficinas 2

Abrir módulo

Mídias (1)

Abrir módulo
Sérgio Fingermann - Enciclopédia Itaú Cultural
O convite para produzir a capa de uma coleção de CDs com as nove Sinfonias de Beethoven interpretadas pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo inspira o artista Sérgio Fingermann a criar uma série de obras, pinturas, desenhos, gravuras e até poemas que, paradoxalmente, discutem o silêncio. “O silêncio é uma experiência de interiorização e também de transcendência, questões fundamentais para a arte”, afirma. A série que origina a exposição e depois o livro Elogio ao Silêncio propõe um diálogo entre as artes plásticas e a música. “Sempre me interessou a associação com outras linguagens, como a música ou a literatura. Sempre procurei isso no meu trabalho”, conta. A oportunidade de produzir as capas de discos ocorre num momento de renovação na produção de Fingermann. “Eu vinha sentindo um esgotamento do meu trabalho mais abstrato. [sentia falta] de uma narrativa, que conduzisse a leitura de quem olhasse a pintura, que não ficasse perdido em sensações.”

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Fontes de pesquisa 6

Abrir módulo
  • MOSTRA do acervo. São Paulo: Sudameris Galleria, 1996. p.04. SPsuda 1996/m
  • SERGIO Fingermann: pinturas. Apresentação de Vera D´Horta. São Paulo: Galeria Luiza Strina, 1988.
  • SÉRGIO Fingermann. São Paulo: Galeria de Arte São Paulo, 1990.
  • SÉRGIO Fingermann: fragmentos de um dia extenso. Rio de Janeiro: MAM, 1992.
  • SÉRGIO Fingermann: obra gráfica. Textos de Olívio Tavares de Araújo e Leopold Nosek. São Paulo: Galeria Luisa Strina, 1986.
  • SÉRGIO Fingermann: pinturas recentes. São Paulo: MASP, 1987.

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: