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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Amelia Toledo

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 23.07.2021
07.12.1926 Brasil / São Paulo / São Paulo
07.11.2017 Brasil / São Paulo / São Paulo

Divino Maravilhoso, 1971
Amelia Toledo
Cartolina, fotografia, folhas de plástico colorido e tinta s/ plástico
35,00 cm x 35,00 cm
Coleção Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo

Amelia Amorim Toledo (São Paulo, São Paulo, 1926 - idem, 2017). Escultora, pintora, desenhista, designer. Frequenta o ateliê de Anita Malfatti (1889-1964), em São Paulo, no fim dos anos 1930. Entre 1943 e 1947, estuda com Yoshiya Takaoka (1909-1978) e, em 1948, com Waldemar da Costa (1904-1982). Nesse mesmo ano, trabalha com desenho de projetos ...

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Amelia Amorim Toledo (São Paulo, São Paulo, 1926 - idem, 2017). Escultora, pintora, desenhista, designer. Frequenta o ateliê de Anita Malfatti (1889-1964), em São Paulo, no fim dos anos 1930. Entre 1943 e 1947, estuda com Yoshiya Takaoka (1909-1978) e, em 1948, com Waldemar da Costa (1904-1982). Nesse mesmo ano, trabalha com desenho de projetos no escritório do arquiteto Vilanova Artigas (1915-1985). Em 1958, frequenta a London County Council Central School of Arts and Crafts, em Londres. De volta ao Brasil, em 1960, estuda gravura em metal com João Luís Oliveira Chaves (1924), no Estúdio/Gravura. Obtém, em 1964, o título de mestre pela Universidade de Brasília (UNB). Desde a metade dos anos 1960, leciona na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie e na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, e na Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi), no Rio de Janeiro. A artista dedica-se também à pintura a óleo e aquarela e ao design de jóias. Realiza obras para espaços públicos, como o projeto cromático, 1996/1998, para a estação Arcoverde do metrô do Rio de Janeiro. Em 1999, é realizada exposição retrospectiva de sua obra na Galeria do Sesi, em São Paulo, e, em 2004, é publicado o livro Amélia Toledo: As Naturezas do Artifício, de Agnaldo Farias.

Análise

No início dos anos 1960, Amelia Toledo parte do estudo do espaço escultórico de raiz construtiva, e realiza curvaturas em elementos geométricos regulares. Explora também as possibilidades oferecidas pela superfície espelhada do aço inoxidável. Por meio do jogo de reflexos, a multiplicação das superfícies é potencializada, e o espaço desdobra-se em um jogo de ressonâncias, aproximando-se da arquitetura. Em Situação Tendendo ao Infinito (1971), Toledo basea-se na geometria, empregando um cubo de formas cristalinas que é dividido em oito cubos menores e assim sucessivamente. A obra faz um convite à manipulação - pode ser desmontada e remontada em várias configurações.

Amelia Toledo apresenta, desde a década de 1970, uma produção baseada nas formas da natureza. Recolhe e coleciona materiais como conchas e pedras, sobre as quais age minimamente. A paisagem também é uma constante, exemplificada em obras como Fatias de Horizonte (1996), na qual anteparos com chapas de aço recriam a ilusão visual da linha do horizonte, envolvendo questões como continuidade e descontinuidade. O caráter experimental, a utilização de uma extensa gama de materiais - da natureza e industriais - e o interesse em recriar a paisagem são, portanto, recorrentes na obra da artista, que se dedica também à pintura a óleo e aquarela, em obras geralmente monocromáticas, com sutis vibrações luminosas.

Obras 20

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Amarelo

Têmpera e acrílica sobre tela
Registro fotogrático Sérgio Guerini

Bolas-Bolhas

Pvc inflado, água e espuma
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Cor

Óleo sobre juta
Registro fotográfico Sérgio Guerini

Discos Tácteis

Pvc flexível, corante, água, óleo e ar

Exposições 220

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Feiras de arte 3

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Mídias (1)

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Amélia Toledo - Enciclopédia Itaú Cultural
Desde a infância, as pedras estão presentes na vida da artista plástica Amelia Toledo. Sua mãe, cientista, costumava catalogar e colecionar pedras para a filha. Adulta, Amelia resgatou a ligação com esse material, usando-o como matéria-prima para suas esculturas e também em seu ofício como designer de joias. Por um breve período, sua produção expressou um inconformismo com questões políticas, como a ditadura militar no Brasil, que obrigou sua família a se exilar na Europa. “Isso foi uma coisa que me levou a criar obras em preto, como se fosse uma coisa negativa. Hoje, vejo o preto como a noite. Sem a noite não existiria vida na Terra”, diz. Por isso, o uso de cores em sua obra liga-se a uma proposta política. Seu processo de criação não segue um método específico, surge de forma natural e espontânea. “Não tenho uma proposta intelectual dentro da qual tenho que me manter. O trabalho nasce assim que vou fazer”, afirma.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Fontes de pesquisa 19

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  • ARTE e artistas plásticos no Brasil 2000. São Paulo: Meta, 2000.
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994.
  • BRAZILIANART Book I. Curadoria Nair Barbosa Lima, Paulo Klein; tradução Norwill Veloso, Pérsio Burkinski. São Paulo: Grupo G&A, 1999.
  • COSTA, Marcus de Lontra. Amélia Toledo, a história da inquietude. Correio Braziliense, Brasília, 22 mar. 1989.
  • DOCTORS, Márcio. Amélia Toledo: mergulho em direção ao infinito. Galeria: revista de arte, São Paulo, n. 10, p. 48-50, 1988.
  • HERKENHOFF, Paulo. Reflexões e devaneios sobre os Frutos-do-mar: a arte de Amélia Toledo. Rio de Janeiro: [s. n. ], 1983.
  • LEIRNER, Sheila; WILDER, Gabriela Suzana (Curad.). Em busca da essência: elementos de redução na arte brasileira. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1987.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • OBJETO na arte: Brasil anos 60. Coordenação Daisy Valle Machado Peccinini de Alvarado. São Paulo: FAAP, 1978.
  • ORGANICUS. Curadoria Tereza de Arruda. São Paulo: Valu Oria Galeria de Arte, 1997.
  • SCHENBERG, Mario. Pensando a arte. São Paulo: Nova Stella, 1988.
  • TOLEDO, Amelia. Amélia Toledo. Rio de Janeiro: Galeria Sérgio Milliet, 1983.
  • TOLEDO, Amelia. Amélia Toledo. São Paulo: Montessanti Galleria, 1988.
  • TOLEDO, Amelia. Amélia Toledo: pintura x pintura. São Paulo: Galeria Luisa Strina, 1985.
  • TOLEDO, Amelia. Amélia Toledo: pintura/escultura. Brasília: Espaço Capital Arte Contemporânea, 1989.
  • TOLEDO, Amelia. Entre, a obra está aberta. São Paulo: SESI, 1999.
  • TOLEDO, Amelia. Esculturas. Rio de Janeiro: Galeria Bonino, 1969.
  • TOLEDO, Amelia. Horizontes. Tradução Izabel Murat Burbridge. Rio de janeiro, 1996.
  • TOLEDO, Amelia. Peles da cor. São Paulo: Galeria de Arte São Paulo, 1998.

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