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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Gabriela Machado

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 30.05.2017
03.08.1960 Brasil / Santa Catarina / Joinville
Registro fotográfico Vicente de Mello

Sala dos Fios, 2001
Gabriela Machado
Papel higiênico e pintura da série red serie

Maria Gabriela de Mello Machado da Silva (Joinville SC 1960). Desenhista, pintora e gravadora. Forma-se em arquitetura pela Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, em 1984. Freqüenta cursos de pintura, desenho, ateliê livre, gravura em metal, litogravura e gravura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janei...

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Biografia
Maria Gabriela de Mello Machado da Silva (Joinville SC 1960). Desenhista, pintora e gravadora. Forma-se em arquitetura pela Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, em 1984. Freqüenta cursos de pintura, desenho, ateliê livre, gravura em metal, litogravura e gravura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro, entre 1985 e 1993. Realiza cursos teóricos com Ronaldo Brito, Paulo Venancio Filho e Paulo Sergio Duarte, entre 1992 e 1997. Desde o fim da década de 1990, produz gravuras e desenhos, nos quais apresenta naturezas-mortas inspiradas em objetos cotidianos. As obras produzidas em 2002 são abstratas e a artista explora questões relacionadas à gestualidade.

Comentário Crítico
Gabriela Machado, no fim da década de 1990, realiza gravuras e desenhos de grandes dimensões nos quais dialoga com a tradição da natureza-morta. Nessas obras, revela admiração pela produção de Giorgio Morandi (1890 - 1964) e também pela de Mira Schendel (1919 - 1988). A artista parte de objetos cotidianos, como garrafas, evitando o ponto de vista da perspectiva tradicional. Desenha com bastões de nanquim no papel molhado, colocado no chão, em movimentos rápidos, sem realizar retoques, dada a secagem imediata da tinta. Os trabalhos apresentam um caráter corpóreo, mas a artista não procura a gestualidade em si, revelando, como nota o crítico Paulo Sérgio Duarte, um olhar atento à delicadeza e à sutileza de um traço que não se quer fácil e evidente. As pequenas variações entre uma composição e outra, quando expostas em série, sugerem, segundo o crítico Ronaldo Brito, "naturezas-mortas em ação". A artista retoma essa temática também nas gravuras realizadas no período.

Em produção de 2002, Gabriela Machado realiza trabalhos em que utiliza como modelos tiras de papel penduradas, representadas nas telas por pinceladas gestuais e realizadas apenas na cor vermelha. Como nota o crítico Paulo Venâncio Filho, a artista pinta pinceladas, isolando uma ação e repetindo-a várias vezes. Os trabalhos confundem-se com figuras que querem constituir-se, mas sem sucesso. Como ressalta o crítico, nesses desenhos a gestualidade é, ao mesmo tempo, contida e extrema. Contida porque não se expande além de um só gesto, e extrema porque coloca tudo nesse gesto, ampliando-o ao máximo. O contato do pincel com a tela é intenso, realizado em um movimento contínuo.

Obras 1

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Registro fotográfico Vicente de Mello

Sala dos Fios

Papel higiênico e pintura da série red serie

Exposições 54

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Feiras de arte 1

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Fontes de pesquisa 8

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  • BRASIL Reflexão 97: a arte contemporânea da gravura. Apresentação Cassio Taniguchi, Margarita Pericás Sansone, Nilza K. Procopiak; texto Uiara Bartira, Maria Alice Milliet. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1997.
  • LIMITES da Pintura. Texto Paulo Sérgio Duarte. Rio de Janeiro : Conjunto Cultural da Caixa, 1995.
  • MACHADO, Gabriela. Gabriela Machado. Apresentação de Reynaldo Roels Jr. Rio de Janeiro: Galeria Macunaíma, 1992.
  • MACHADO, Gabriela. Gabriela Machado. Texto Ronaldo Brito. Rio de Janeiro : Paço Imperial; São Paulo : Valu Oria, 1998.
  • MACHADO, Gabriela. Gabriela Machado: desenhos. Texto Paulo Venancio Filho.Rio de Janeiro : Centro Cultural Banco do Brasil, 2002.
  • OS COLECIONADORES - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras. Curadoria Jacob Klintowitz. São Paulo: Centro Cultural FIESP, 1998.
  • RUMOS ITAÚ CULTURAL ARTES VISUAIS. Rumos da nova arte contemporânea brasileira. Curadoria Fernando Cocchiarale. Belo Horizonte: Itaú Cultural, 2002. (Rumos Itaú Cultural Artes Visuais).
  • TRAÇO Contemporâneo: edição 2001. Curadoria Ronaldo Auad Moreira. Barra Mansa: UBM Galeria de Arte, 2001.

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