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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Iole de Freitas

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.09.2018
1945 Brasil / Minas Gerais / Belo Horizonte

Sem Título, 1993
Iole de Freitas
Estanho, cobre e latão
240,00 cm x 250,00 cm
Coleção Gilberto Chateaubriand - Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (RJ)

Iole Antunes de Freitas (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1945). Escultora, gravadora e artista multimídia. Estuda design na Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi), no Rio de Janeiro. Em 1970, muda-se para Milão onde trabalha como designer no Corporate Image Studio, da Olivetti, sob orientação do arquiteto Hans Von Klier. Entre 1973 e 1981, d...

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Biografia

Iole Antunes de Freitas (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1945). Escultora, gravadora e artista multimídia. Estuda design na Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi), no Rio de Janeiro. Em 1970, muda-se para Milão onde trabalha como designer no Corporate Image Studio, da Olivetti, sob orientação do arquiteto Hans Von Klier. Entre 1973 e 1981, desenvolve trabalhos experimentais em fotografia e Super-8, nos quais a representação do corpo surge como tema principal. No início dos anos 1980, passa a dedicar-se ao campo tridimensional, realizando os Aramões, estruturas cerradas de fios, tubos, serras e tecidos. Em 1986, recebe Bolsa Fulbright-Capes para pesquisa no Museum of Modern Art (MoMa), em Nova York. De 1987 a 1989, é diretora do Instituto Nacional de Artes Plásticas da Funarte, no Rio de Janeiro. Em 1991, recebe a Bolsa Vitae de Artes Plásticas. É professora de escultura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), no Rio de Janeiro. Na década de 1990, começa a realizar esculturas de grandes dimensões. Alguns trabalhos são projetados para locais específicos, como a Capela do Morumbi, em São Paulo, e o Galpão Embra, em Belo Horizonte. Essas obras revelam o diálogo com o espaço expositivo e seus elementos arquitetônicos. As esculturas desenvolvidas entre 1995 e 1997 são mais fluidas, realizadas com materiais semitransparentes.

Análise

Iole de Freitas entra em contato com a arte de vanguarda através da dança, que estuda ainda na juventude. Entre 1964 e 1965, cursa design na Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi), no Rio de Janeiro. Cinco anos depois, se transfere para Milão, atuando como designer da Olivetti. Começa a trabalhar com arte em 1973. Nos seus primeiros trabalhos explora sua própria imagem fotografada ou filmada. Segundo a crítica de arte Sônia Salzstein (1955), "a linguagem do trabalho se constitui como seqüências fotográficas, filmes experimentais e instalações (...) O corpo é um elemento estruturador, tange questões relacionadas com a identidade feminina e a organização da imagem do próprio corpo".1

Em 1984, abolindo as imagens fotografadas, a artista passa a dedicar-se à produção de relevos. Utiliza arame, fios, tubos, panos e telas metálicas. As peças são chamadas Aramões. Segundo o crítico de arte Rodrigo Naves (1955), nelas "a fragmentação que aparecia nas fotografias adquire um aspecto novo, mais denso e significativo (...) As questões da obra encontram uma expressão mais direta e plástica, sem a necessidade de referência literal ao corpo humano".2 Em 1988, as peças tornam-se mais estruturadas, com o uso freqüente de telas metálicas que constroem volumes.

A relação entre arquitetura e escultura passa a ser cada vez mais freqüente no trabalho de Iole de Freitas. Em 1996, as telas metálicas são distribuídas diretamente no espaço de exposição, sem envolver estruturas. No ano seguinte, trabalhos com tela de metal vazada e ardósia integram a sua retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e no Paço Imperial do Rio de Janeiro.

Em 1999, instala no Museu do Açude, no Rio de Janeiro, a peça Dora Maar na Piscina. Utiliza materiais como tubos de aço inox e policarbonato que dão um novo aspecto à sua escultura. A artista compõe formas sinuosas mais intensas e, portanto, que tentam atribuir nova dinâmica ao local onde estão instaladas.

Notas

1 FREITAS, Iole de. Iole de Freitas. Rio de Janeiro: Centro de Arte Hélio Oiticica, 2000. p.52.

2 NAVES, Rodrigo. Entre lugar e paisagem. In: BASBAUM, Ricardo (org.). Arte contemporânea brasileira: texturas, dicções, ficções, estratégias. Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos, 2001. 413 p. (N-Imagem). p.133.

Obras 8

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Colunas

Bronze, aço inox, cobre e latão
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Sem Título

Aço inox, cobre e latão

Exposições 194

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Eventos relacionados 4

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Mídias (1)

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Iole de Freitas - Enciclopédia Itaú Cultural
Iole de Freitas tem seu primeiro contato com a vanguarda por meio da dança, mas sua iniciação artística, nos anos 1970, é com a fotografia, investigando a própria imagem. Sua obra se consolida, no entanto, quando ela passa a explorar arquitetura, paisagem e escultura. “O início dessa relação se deu nos anos 1990, num projeto que Sônia Salzstein me convidou para participar, na capela do Morumbi”, lembra. “Num momento em que meu trabalho se construía com telas metálicas e chapas de cobre e latão, criei uma primeira tensão com a arquitetura”, diz, sobre a instalação de 6,5 m por 6 m. “Daí para frente, busquei essa integração ou esse duelo.” As esculturas em grandes dimensões são pensadas em seu ateliê, para depois serem reproduzidas no espaço expositivo em aço e policarbonato - em cores opacas ou translúcidas -, sempre com torções considerando a ação do vento. “São construções aerodinâmicas para que o vento roce e siga.”

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Fontes de pesquisa 19

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  • 10 escultores. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 1989. [12] p., il. p&b.
  • ARTE contemporânea: uma história em aberto. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 2004. [32] p., il. color.
  • CHIARELLI, Tadeu. Arte internacional brasileira. São Paulo: Lemos, 1999.
  • CHIARELLI, Tadeu. Artista coreografa formas espaciais: Iole de Freitas. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 15 set. 1994. Caderno 2, p. D2.
  • ENTRE o desenho e a escultura. São Paulo: MAM, 1995. 32p. il. color.
  • FREITAS, Iole de. Expansão. Coordenação Márcio Gobbi. Brasília: Centro Cultural Banco do Brasil, 2003.
  • FREITAS, Iole de. Harmonia dos mistos. Texto Esther Emilio Carlos. São Paulo: Foto Galeria Fotóptica, 1982. folha dobrada, il. p.b.
  • FREITAS, Iole de. Iole de Freitas. Texto Paulo Venancio Filho, Rodrigo Naves; versão em inglês Stephen Berg. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 1994. 48 p., il. color.
  • FREITAS, Iole de. Iole de Freitas. Texto Paulo Venancio Filho. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 1990. folha dobrada, il. color.
  • FREITAS, Iole de. Iole de Freitas. Texto de Paulo Sérgio Duarte. Rio de Janeiro: Galeria Paulo Klabin, 1987.
  • FREITAS, Iole de. Iole de Freitas: esculturas. Coordenação Maria Clara Rodrigues; texto Paulo Venancio Filho. Rio de Janeiro: Paço Imperial, 1992. [16 p.], il. color.
  • FREITAS, Iole de. O Corpo da escultura: a obra de Iole de Freitas 1972-1997. São Paulo: MAM, 1997. 48 p., il. p&b. color.
  • FREITAS, Iole de. Uns nadas. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 2004.
  • MATSUMOTO, Marli (coord.). 12 Esculturas. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 2002. 1 folha dobrada, il. color.
  • MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO, 2000, SÃO PAULO, SP. Arte contemporânea. Curadoria geral Nelson Aguilar; curadoria Nelson Aguilar, Franklin Espath Pedroso; tradução Arnaldo Marques, Ivone Castilho Benedetti, Izabel Murat Burbridge, Katica Szabó, John Norman. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo : Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000.
  • O MODERNO e o contemporâneo na arte brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand do Museu de arte Moderna do Rio de Janeiro. Curadoria Agnaldo Farias; versão em inglês Ann Puntch. São Paulo: MASP, 1998.
  • PRECURSOR e pioneiros contemporâneos. Curadoria Vitória Daniela Bousso; texto crítico Annateresa Fabris; tradução Izabel Murat Burbridge, Doris Hefti. São Paulo, 1997. 52 p., il. color.
  • ROELS JR. , Reynaldo. Iole de Freitas. Galeria: Revista de Arte, São Paulo, n. 19, p. 38-42, 1990.
  • SILVEIRA, Dôra (Coord.). Espelho da Bienal. Curadoria Ruben Breitman; versão em inglês Jullan Smyth; texto Mário Pedrosa e Paulo Reis; apresentação Italo Campofiorito. Niterói: MAC-Niterói, 1998. [16] p., 11 cartões-postais.

Como citar

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