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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Fernando Lemos

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 17.12.2019
03.05.1926 Portugal / Distrito de Lisboa / Lisboa
17.12.2019 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Símbolos, 1967
Fernando Lemos
Óleo sobre tela
90,00 cm x 90,00 cm

José Fernandes de Lemos (Lisboa, Portugal 1926). Designer gráfico, fotógrafo, desenhista, pintor, tecelão, gravador, muralista e poeta. Após cursar a Escola de Artes Decorativas Antonio Arroio, entre 1938 e 1943, estuda pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Dedica-se mais intensamente à fotografia no início da década de 1950. ...

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Biografia
José Fernandes de Lemos (Lisboa, Portugal 1926). Designer gráfico, fotógrafo, desenhista, pintor, tecelão, gravador, muralista e poeta. Após cursar a Escola de Artes Decorativas Antonio Arroio, entre 1938 e 1943, estuda pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Dedica-se mais intensamente à fotografia no início da década de 1950. Registra imagens de intelectuais e artistas ligados ao movimento surrealista e também imagens cotidianas, transformadas por efeitos de luz. Atua como desenhista em litografias industriais e colabora com poemas e ilustrações na revista Uni/Pentacórnio. Viaja para o Brasil e fixa-se em São Paulo em 1953. Passa a trabalhar com desenho e pintura, apresentando uma produção não figurativa. Leciona artes gráficas na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAU/USP. Entre 1968 e 1970, ocupa a presidência da Associação Brasileira de Desenho Industrial - ABDI, da qual é membro fundador. Como escritor e ilustrador, integra a redação do jornal Portugal Democrático, órgão dos exilados políticos portugueses no Brasil, entre 1955 e 1975. Em 2003, é publicado o livro Na Casca do Ovo, o Princípio do Desenho Industrial, com seus escritos sobre design, pela editora Rosari.

Comentário Crítico
Fernando Lemos atua como fotógrafo em Portugal, no início da década de 1950, e participa de um ambiente intelectual de resistência à ditadura salazarista. Sua produção tem caráter experimental, de inspiração surrealista e aproxima-se da obra de Man Ray (1890 - 1976).

Vem para o Brasil e reside por algum tempo na Pensão Mauá, no Rio de Janeiro, onde fotografa escritores e artistas. Em 1953, parte de suas fotografias é exposta no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Sua produção aproxima-se daquela dos modernos fotógrafos brasileiros atuantes desde o fim da década de 1940, ligados ao Foto Cine Clube Bandeirante.

Fernando Lemos emprega constantemente processos de construção e ordenamento do espaço, como em Luz Teimosa, 1951/1952, na qual a luminosidade se revela em linhas que cortam de forma sutil um ambiente fechado. O curto período em que se dedica mais intensamente à fotografia encerra-se logo após sua transferência para o Brasil. Depois, passa a trabalhar com desenho e pintura, e tem uma produção não-figurativa, utilizando inicialmente nas composições formas recortadas do plano de fundo, que muitas vezes se aproximam de signos gráficos, em composições estruturadas principalmente pela linha, como em Símbolos, 1967. Em outros trabalhos, emprega a geometria de maneira expressiva e, posteriormente, passa a criar formas orgânicas que também evocam símbolos. Explora, ainda, a luminosidade da aquarela.

Lemos atua também nas áreas de comunicação visual e planejamento gráfico, e como ilustrador de várias publicações. Dirige, com Décio Pignatari (1927), o estúdio de criação Maitiry, em São Paulo. Sua produção como designer permanece pouco conhecida.

Obras 18

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Ambientes

Guache sobre cartão

Espetáculos 1

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Exposições 176

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Feiras de arte 5

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Fontes de pesquisa 20

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  • AS BIENAIS e a abstração: a década de 50. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1978. (Ciclo de Exposições de Pintura Brasileira Contemporânea).
  • AS BIENAIS e a abstração: a década de 50. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1978. (Ciclo de Exposições de Pintura Brasileira Contemporânea).
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997.
  • CARDOSO, Joana Amaral. Morreu o pintor, fotógrafo e artista luso-brasileiro Fernando Lemos. Ípsilon, 17 dez. 2019. Disponível em: https://expresso.pt/cultura/2019-12-17-Morreu-o-artista-e-poeta-portugues-Fernando-Lemos-1. Acesso em: 17 dez. 2019. Acesso em: 17 dez. 2019.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • EXPOSIÇÃO de Fernando Lemos e Eduardo Anahory. São Paulo: Museu de arte de São Paulo, 1953.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LEMOS, Fernando, GONÇALVES, Rui Mário (coord.). Os signos orgânicos. Texto Rui Mário Gonçalves. Lisboa: Casa Fernando Pessoa, 1999. [8] p., il. p&b color.
  • LEMOS, Fernando. Fernando Lemos. Rio de Janeiro: Galeria Bonino, 1969. , il. p&b color.
  • LEMOS, Fernando. Fernando Lemos. São Paulo: Galeria Arte Global, 1975. 8 p., 4 lâms., il. p&b.
  • LEMOS, Fernando. Fernando Lemos. Toulouse: Galerie Municipale du Chateau d'Eau, 1998.
  • LEMOS, Fernando. Fernando Lemos: à sombra da luz, à luz da sombra - fotografias 1949-1952. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2004.
  • LEMOS, Fernando. Telas e aquarelas. Apresentação Olívio Tavares de Araújo. São Paulo: Múltipla de Arte, 2000. [23] p. il. p&b, color.
  • LEMOS, Fernando; FERLAUTO, Claudio (coord.). Na casca do ovo, o príncipio do desenho industrial. Edição Claudio Ferlauto. São Paulo: Rosari, 2003. 104 p., il. p&b. (TextosDesign).
  • PEDROSA, Mário; AMARAL, Aracy (org.). Dos murais de Portinari aos espaços de Brasília. São Paulo: Perspectiva, 1981. 421 p. (Debates, 170).
  • Programa do Espetáculo - Pequenos Assassinatos - 1972. Não catalogado
  • TRADIÇÃO e ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1984.
  • ÁVILA, Maria Jesus. Surrealismo em Portugal: 1934-1952. Curadoria Maria de Jesus Ávila, Perfecto E. Cuadrado. Lisboa: Museu do Chiado; Badajoz: Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporaneo, 2001.

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