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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Lydia Okumura

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 28.01.2021
1948 Brasil / São Paulo / Osvaldo Cruz
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Idéia Se Desdobrando, 1991
Lydia Okumura
Acrílica sobre tela
204,00 cm x 195,00 cm

Lydia Okumura (Osvaldo Cruz, São Paulo, 1948). Pintora, escultora e artista intermídia. Com 13 anos de idade, participa da produção artesanal de um estúdio de cerâmica. Cursa artes plásticas, entre 1970 e 1973, na Fundação Armando Alvares Penteado - Faap, em São Paulo. Continua a trabalhar com cerâmica até que, influenciada por João Rossi (1923 ...

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Biografia

Lydia Okumura (Osvaldo Cruz, São Paulo, 1948). Pintora, escultora e artista intermídia. Com 13 anos de idade, participa da produção artesanal de um estúdio de cerâmica. Cursa artes plásticas, entre 1970 e 1973, na Fundação Armando Alvares Penteado - Faap, em São Paulo. Continua a trabalhar com cerâmica até que, influenciada por João Rossi (1923 - 2000), se interessa pela pintura abstrata e pelo desenho. Na década de 1970 pesquisa xilogravura, litografia e serigrafia e dedica-se à assemblage e utiliza sucata industrial em seus trabalhos. Em 1971 passa a trabalhar com Francisco Iñarra (1947) e Genilson Soares (1940), com quem participa, em 1973, da 12ª Bienal Internacional de São Paulo. Muda-se para Nova York em 1974, estuda no Pratt Graphics Center e trabalha durante algum tempo em um projeto de Sol LeWitt (1928 - 2007). Apresenta ambiente escultórico na 14ª Bienal Internacional de São Paulo, 1977, e é premiada. No ano seguinte, recebe bolsa de estudo do Creative Artists Public Service Program - Caps, Nova York, e, em 1979, bolsa viagem da Japan Foundation (Tóquio) para um ano de estudo. Durante a década de 1980, dedica-se à escultura e a instalações ambientais e, posteriormente, à pintura a óleo e acrílica.

Análise

A produção inicial de Lydia Okumura, do fim dos anos 1970 e início da década seguinte, revela afinidade com a arte conceitual. Seus projetos relacionam-se diretamente à arquitetura dos espaços expositivos, realizando instalações nas quais planos de cor são pintados em cantos de parede e interligados por fios. A articulação desses planos sugere formas geométricas e cria a ilusão de objetos tridimensionais.

A artista explora um jogo sutil entre a percepção visual da obra de arte e sua materialidade. Com uma produção predominantemente tridimensional e marcada pela arquitetura, explora recursos gráficos para sua realização. Posteriormente, passa a tratar as mesmas questões em pinturas abstratas em acrílica e em obras sobre papel, nas quais retoma trabalhos anteriores, como as configurações geométricas em espaços arquitetônicos. Em sua produção, o uso da cor tem um papel importante: a tridimensionalidade é sugerida também por meio de variações controladas da gama cromática.

Lydia Okumura realiza assim um caminho inverso em relação à trajetória de artistas contemporâneos - passa da produção tridimensional e da exploração do espaço arquitetônico à bidimensionalidade. A ilusão óptica e questões ligadas à refração e reflexão, além de um uso apurado da cor, podem ser destacadas em sua produção da década de 1990, como em Transcendência D, 1995.

Obras 6

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Reflections

Acrílica sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Sem Título

Guache e pastel sobre papel

Exposições 50

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Fontes de pesquisa 12

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  • 3 gerações de artistas nipo-brasileiros. São Paulo: Galeria Arte Global, 1978. 24 p., il. p&b.
  • ACONTECIMENTOS. São Paulo: MAC/USP, 1972. fotos p.b.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997.
  • BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 12. , 1973. São Paulo. Catálogo geral. São Paulo: Fundação Bienal, 1973.
  • BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 14. , 1977, São Paulo, SP. Catálogo. São Paulo: Fundação Bienal, 1977.
  • BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 17., 1983, São Paulo, SP. Catálogo geral. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1983.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • OKUMURA, Lydia. Lydia Okumura. São Paulo: Galeria de Arte São Paulo, 1984. , il. p&b color.
  • PHILLIPS, Deborah C. Lydia Okumura. Arte em São Paulo, São Paulo, n.19, out.1983.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • PROSPECTIVA 74. São Paulo: MAC/USP, 1974. , il. p&b.
  • SALÃO de Arte Contemporânea de Campinas, 13., 1988, São Paulo. 13º Salão de Arte Contemporânea de Campinas: simbologias e alternâncias -– momentos ocupacionais da expressão plásticas. Curadoria de Alberto Beuttenmüller et al.; fotografia de Renato L. Testa. Campinas: MAC – José Pancetti 1988.

Como citar

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