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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Newman Schutze

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 02.06.2017
1960 Brasil / São Paulo / Adamantina
Reprodução fotográfica Peter Fill

O Guardião, 1997
Newman Schutze
Técnica óleo e têmpera sobre tela
176,00 cm x 140,00 cm

Newman Schutze (Adamantina SP 1960). Pintor. Após estagiar na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, em 1979, participa de uma série de salões de arte contemporânea no interior do Estado de São Paulo, de 1980 a 1986. Além de tais atividades, muitas delas premiadas, participa também do desenvolvimento cultural da região de Marília, tornando-se me...

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Biografia

Newman Schutze (Adamantina SP 1960). Pintor. Após estagiar na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, em 1979, participa de uma série de salões de arte contemporânea no interior do Estado de São Paulo, de 1980 a 1986. Além de tais atividades, muitas delas premiadas, participa também do desenvolvimento cultural da região de Marília, tornando-se membro do Conselho Municipal da cidade. Fixando residência na capital de São Paulo em 1985, apresenta exposição na Galeria Tema Arte Contemporânea e participa do projeto Via Duto Via Mac, no Museu de Arte Contemporânea da USP, entre outros trabalhos. Na década de 90, passa a apresentar exposições individuais e coletivas na Alemanha, com destaque para sua individual na Galeria Arauco, em Nuremberg. Atua como professor no Paço das Artes, em São Paulo, de 1989 a 1991, além de coordenar oficinas experimentais. É premiado no Salão Brasileiro de Arte Mokiti Okada e no 2º Prêmio Gunther de pintura, entre outros. Tem obras nos acervos do Museu de Arte de Brasilia, DF, no Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador e na TV Cultura de São Paulo.

Análise

As pinturas do início da trajetória de Newman Schutze, como Paisagem (1980) e Bóias Frias (1982), fazem referência a imagens e objetos do cotidiano do artista e de suas lembranças da vida no campo: animais, plantas, paisagens. Há invocações de cenas domésticas, o espaço das relações familiares e dos objetos do lar. Em meados dos anos 1990, a pesquisa artística de Schutze volta-se gradativamente a questões da linguagem pictórica. Em telas como Existência e Consciente (ambas de 1996), o artista questiona os limites entre figurativo e abstrato, considerando a realidade da pintura enquanto cor, textura e densidade. Em 1999, Schutze expõe no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM/BA) uma série de trabalhos composta de placas de vidro em pequenas dimensões, que recebem pinceladas de tinta acrílica e têmpera vinílica, em branco e tons sóbrios de azul. Pensando a transparência como elemento revelador do gesto, o artista busca em sua investigação os limites do suporte. Daí a opção por recusar o papel e a tela, para poder indagar a especificidade das linguagens pictórica e gráfica. O trabalho com a gestualidade e a cor se afirma cada vez mais como fio condutor de sua obra, como mostram telas feitas entre 2001 e 2002. A partir dos anos 2000, segundo o crítico Guy Amado, a pintura de Schutze aponta para um movimento gradual de depuração e despojamento de sua fatura. As composições tornam-se mais enxutas, assim como a gama cromática, que ostenta uma predominância de tons escuros. As obras mais recentes exploram o suporte sob um enfoque que prioriza aspectos mais essenciais à práxis do artista.

Obras 15

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Reprodução fotográfica Peter Fill

Cravos III

Técnica chapa de aço, pregos e moldura de madeira
Reprodução fotográfica Peter Fill

Espírito Absurdo

Técnica óleo e têmpera sobre tela
Reprodução fotográfica Peter Fill

O Boi

Técnica óleo e têmpera sobre tela
Reprodução fotográfica Peter Fill

O Guardião

Técnica óleo e têmpera sobre tela

Exposições 24

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Fontes de pesquisa 8

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  • NEWMAN Schutze: pinturas. São Paulo: Galeria Tema Arte Contemporânea, 1987.
  • Newman Schutze, Paintings. Nova York : Art at Format, 2001.
  • Newman Schutze. Salvador : Museu de Arte Moderna da Bahia, 1999.
  • SCHUTZE, Newman. Newman Schutze | Desenhos. Texto Guy Amado; fotografia Pierre Yves Refalo; projeto gráfico Fabiana Reis; tradução Hilda Zerlotti. São Paulo: Galeria Eduardo H Fernandes, 2005. [14 ] p., il. color.
  • SCHUTZE, Newman. Newman Schutze. Apresentação Marcos Moraes. Salvador: Museu de Arte Moderna da Bahia, 1999. [8 p.], il. color.
  • SCHUTZE, Newman. Newman Schutze. São Paulo: Galeria SESC Paulista, 1996. , il.
  • SCHUTZE, Newman. Paintings. Apresentação Agnaldo Farias; tradução Helena Osser. New York: Art at Format, 2002. [20] p., il. color.
  • SCHUTZE, Newman. Paintings. Tradução Regina C. N. Beeby; texto Carlos Alberto Fajardo. Nova York: Art at Format, 2001. [22] p., il. p&b, color.

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