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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Marcelo Grassmann

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 01.07.2019
23.09.1925 Brasil / São Paulo / São Simão
21.06.2013 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica João L. Musa/Itaú Cultural

Sem Título, 1960
Marcelo Grassmann
Água-forte e água-tinta
67,00 cm x 53,30 cm

Marcelo Grassmann (São Simão, São Paulo, 1925 - São Paulo, São Paulo, 2013). Gravador, desenhista, ilustrador, professor. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, em São Paulo, entre 1939 e 1942. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do Diário ...

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Biografia

Marcelo Grassmann (São Simão, São Paulo, 1925 - São Paulo, São Paulo, 2013). Gravador, desenhista, ilustrador, professor. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, em São Paulo, entre 1939 e 1942. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do Diário de São Paulo, entre 1947 e 1948, e do jornal O Estado de S. Paulo, em 1948. Reside no Rio de Janeiro a partir de 1949, atuando como ilustrador do Jornal do Estado da Guanabara. Freqüenta, no Liceu de Artes e Ofícios, os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald (1918-1965), e de litografia, com Poty Lazzarotto (1924-1998). Em 1952, reside em Salvador, onde trabalha com Mario Cravo Júnior (1923). Recebe, em 1953, o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM), e viaja para Viena, onde estuda na Academia de Artes Aplicadas. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pesp). Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu, por iniciativa da Secretaria de Cultura, Ciência e Tecnologia de São Paulo, e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) no mesmo ano. Entre 1991 e 1992, Grassmann é bolsista da Fundação Vitae, em São Paulo.

Análise

No início de sua carreira destaca-se o contato com a obra de Oswaldo Goeldi (1895-1961) e também com a de Lívio Abramo (1903-1992). Nas primeiras xilogravuras estão presentes arabescos e pontilhados obtidos por meio da madeira de topo. Em 1949, realiza a série Cavaleiros Noturnos, com figuras militares em negro, recortadas sobre fundo branco. Posteriormente, surge em sua temática a presença de figuras fantásticas, como sereias, harpias (monstros fabulosos com rosto de mulher e corpo de ave), pequenos demônios, cavalos, peixes, seres em parte humanos e em parte animais, relacionados a um universo mágico. Passa a utilizar a litogravura, na qual seu desenho se revela mais fluente.

Para a crítica Aracy Amaral (1930), após uma obra de caráter mais ligado ao expressionismo, no início da carreira, Grassmann passa a explorar o universo mítico e fantástico. O artista recorre freqüentemente a motivos ligados ao imaginário medieval e renascentista. Ao longo de sua carreira, interessa-se por história da arte e mitologia. Como aponta o artista, sua obra tem como referências os seres criados pelo pintor Hieronymus Bosch (ca.1450-1516) e a obra de Alfred Kubin (1877-1959), com quem tem contato por ocasião de sua estada em Viena.

O artista alia uma simbologia gráfica extremamente rica a uma técnica muito pessoal e refinada. Para Lívio Abramo "Entre o complexo mundo interior do artista e a realização plástica o caminho é curto: complicados arabescos, estranhas simbioses de seres humanos e animais, metamorfoses reveladoras de desejos e angústias, sentido poético e grande liberdade formal ...". Um dos gravadores brasileiros mais respeitados, Marcelo Grassmann revela-se profundo conhecedor dos meios e técnicas gráficas.

Obras 34

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Sem Título

Xilogravura
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Sem Título

Xilogravura
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Sem Título

Xilogravura
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Sem Título

Litografia

Exposições 385

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Marcelo Grassmann - Enciclopédia Itaú Cultural
Formado pela Escola Profissional Masculina do Brás, Marcelo Grassmann aprende a fazer entalhes em madeira. Por conta da familiaridade com o material, ao iniciar sua produção artística, Grassmann opta pela gravura em madeira. Mas, ao longo da carreira, experimenta diferentes materiais e técnicas: desenho, gravura em metal, litografia. Para ele, uma boa formação e referências estéticas são fundamentais no trabalho de um artista. “Você vai construindo uma colcha de retalhos que é você mesmo. Por mais que você seja influenciado, pelo menos o costurado é seu”, comenta. Mais do que a imagem pura e simples do desenho, Grassmann se interessa pelo “clima” criado pela composição e afirma que seu único compromisso é com sua satisfação pessoal. “Não devo fidelidade a quem gosta ou não gosta, ao mercado, à história da arte. Enquanto eu puder usufruir algum prazer nisso, eu continuo trabalhando”, afirma.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Fontes de pesquisa 20

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  • ARTE e artistas plásticos no Brasil 2000. São Paulo: Meta, 2000. 700.981 A786
  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979. 709.81 A163ar v.2
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994. 700 BI588sp Sec.XX
  • EXPOSIÇÕES individuais dedicadas aos artistas: Carlos Lemos, Carlos Scliar, Erich Brill, Marcelo Grassmann e Regina Katz. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1996. 1 folha dobrada. SPpe 1996/e
  • GOELDI e Grassmann. Rio de Janeiro: Galeria Bonino, 1960. RJb 1960/g
  • GRASSMANN, Marcelo. Desenhos de Marcelo Grassmann. São Paulo: Grifo Galeria de Arte, 1978. [23] p., il. p&b.
  • GRASSMANN, Marcelo. Desenhos inéditos/gravuras. Curadoria e texto Ennio Marques Ferreira; texto Olívio Tavares de Araújo. Curitiba: Museu de Arte do Paraná, 1990. 24 p., il. p&b.
  • GRASSMANN, Marcelo. Gravador 1944-1954. Curadoria e texto Aracy Amaral. São Paulo: Pinacoteca, 1996. 32p. il., figs., fot.
  • GRASSMANN, Marcelo. Marcelo Grassmann : desenhos. São Paulo: Montesanti Galleria, 1988. il. p.b. color. G769 1988
  • GRASSMANN, Marcelo. Marcelo Grassmann. Curitiba: Museu Alfredo Andersen, 1999. folha dobrada, 1 il. p&b.
  • GRASSMANN, Marcelo. Marcelo Grassmann. Texto Pedro Manuel. São Paulo: Art Editora, 1984. 139 p., il. color.
  • GRASSMANN, Marcelo. Marcelo Grassmann: 40 anos de gravura. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1984. [119] p., il. p&b.
  • GRASSMANN, Marcelo. Marcelo Grassmann: desenhos inéditos e gravuras. Curitiba: Museu de Arte do Paraná, 1990.
  • GRASSMANN, Marcelo. Marcelo Grassmann: desenhos. São Paulo: Montesanti Galleria, 1988. il. p.b. color.
  • GRASSMANN, Marcelo. O Mundo mágico de Marcelo Grassmann: 70 anos. texto Edla Van Steen; projeto gráfico Ricardo van Steen, Ciro Girard; fotografia Marcos Magaldi; produção Wildi Celia Melhem; comentário Sabina de Libman et al. São Paulo, SP: Galeria Arte Aplicada, 1995. [65]. il. color.
  • GRAVURA moderna brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes. Curadoria Rubem Grilo. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas Artes, 1999.
  • GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000. IC 769 G777
  • LEITE, José Roberto Teixeira. A gravura brasileira contemporânea. Rio de Janeiro: Rio, 1965. 769 L533g
  • Morre aos 88 o gravurista Marcelo Grassmann. Disponível em: . Acesso em: 21 de junho de 2013. Não catalogada
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987. 709.8104 Cg492pr

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