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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Rubem Valentim

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 18.01.2021
09.11.1922 Brasil / Bahia / Salvador
30.11.1991 Brasil / São Paulo / São Paulo

Objeto Emblemático, 1969
Rubem Valentim
Acrílica sobre madeira

Rubem Valentim (Salvador BA 1922 - São Paulo SP 1991). Escultor, pintor, gravador, professor. Inicia-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participa do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior (1923), Carlos Bastos (1925) e outros artistas. Em 1953 forma-se em jornali...

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Biografia
Rubem Valentim (Salvador BA 1922 - São Paulo SP 1991). Escultor, pintor, gravador, professor. Inicia-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participa do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior (1923), Carlos Bastos (1925) e outros artistas. Em 1953 forma-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publica artigos sobre arte. Reside no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se torna professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte, no Instituto de Belas Artes. Reside em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna - SNAM. Em 1966 participa do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, reside em Brasília e leciona pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, faz um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. O crítico de arte Frederico Morais elabora em 1974 o audiovisual A Arte de Rubem Valentim. Em 1979, Valentim realiza escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e é designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para os quais recria símbolos afro-brasileiros para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte da Moderna da Bahia - MAM/BA inaugura a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas.

Comentário Crítico
Rubem Valentim, inicia seu trabalho de pintor na década de 1940, como autodidata. Desde o início de sua produção, nota-se um forte interesse pelas tradições populares do Nordeste, como, por exemplo, pela cerâmica do Recôncavo Baiano.
 
A partir da década de 1950, o artista tem como referência o universo religioso, principalmente aquele relacionado ao candomblé ou à umbanda, com suas ferramentas de culto, estruturas dos altares e símbolos dos deuses. Esses signos ou emblemas são originalmente geométricos. Em sua obra, eles são reorganizados por uma geometria ainda mais rigorosa, formada por linhas horizontais e verticais, triângulos, círculos e quadrados, como aponta o historiador da arte Giulio Carlo Argan. Dessa forma, o artista compõe um repertório pessoal que, aliado ao uso criativo da cor, abre-se a várias possibilidades formais.
 
Além da pintura, no final da década de 1960 passa a realizar murais, relevos e esculturas monumentais em madeira, mantendo-se sempre constante em sua poética. Em 1977, na 16ª Bienal Internacional de São Paulo, apresenta o Templo de Oxalá, com relevos e objetos emblemáticos brancos. Pela referência ao universo simbólico, alguns estudiosos aproximam seus trabalhos aos de outros abstratos latino-americanos, como o uruguaio Joaquín Torres-García (1874 - 1949).

Obras 29

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Exposições 235

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Feiras de arte 2

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Fontes de pesquisa 20

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  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • BIEZUS, Ladi (Org.). 5 mestres brasileiros: pintores construtivistas, Tarsila, Volpi, Dacosta, Ferrari, Valentim. Tradução Judith Hodgson. Rio de Janeiro: Kosmos, 1977. 175 p., il. p&b. color.
  • FIGUEIREDO, Aline. Artes plásticas no Centro-Oeste. Cuiabá: UFMT/MACP, 1979.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989. R703.0981 P818d
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • MORAIS, Frederico. Construção branca: silêncio. In: VALENTIM, Rubem. Mito e magia na arte de Rubem Valentim. Brasília: Fundação Cultural do Distrito Federal, 1978. il. p.b.
  • PONTUAL, Roberto. Arte brasileira contemporânea: Coleção Gilberto Chateaubriand. Tradução Florence Eleanor Irvin, John Knox. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1976.
  • SPANUDIS, Theon. Construtivistas brasileiros. São Paulo: Ed. do Autor, [19--].
  • TRIDIMENSIONALIDADE: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 1999.
  • VALENTIM, Rubem. 31 objetos emblemáticos e relevos emblemas. Texto Flávio de Aquino, Mário Pedrosa, Theon Spanudis, Giulio Carlo Argan, Umbro Apollonio, Hugo Auler. Rio de Janeiro: MAM, 1970. [54 p.], il. p.b.
  • VALENTIM, Rubem. Altares emblemáticos de Rubem Valentim. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1993. il. p.b., 1 foto.
  • VALENTIM, Rubem. Construção e símbolo. Tradução Anthony Zineski. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1994. 79 p., il. color.
  • VALENTIM, Rubem. Mito e magia na arte de Rubem Valentim. Brasília: Fundação Cultural do Distrito Federal, 1978. il. p.b.
  • VALENTIM, Rubem. Rubem Valentim. São Paulo: Miragem Escritório de Arte, 1990. , il. p&b. color.
  • VALENTIM, Rubem. Rubem Valentim: artista da luz. Curadoria Bené Fonteles; coordenação Regina Franco Viesi. São Paulo: Pinacoteca, 2001.
  • VALENTIM, Rubem. Rubem Valentim: exposição retrospectiva. Brasília: Espaço Cultural Contemporâneo, 2002.
  • VALENTIM, Rubem. Rubem Valentim: pinturas emblemáticas 1988. Rio de Janeiro: Versailles Galeria de Arte, 1988. [13 p.], il. color.
  • VALLADARES, Clarival do Prado. Sobre o pioneirismo de Rubem Valentim na arte semiótica brasileira. In: FIGUEIREDO, Aline. Artes plásticas no Centro-Oeste. Cuiabá: UFMT/MACP, 1979. p.36-37.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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