Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas


Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Mário Silésio

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 12.06.2017
13.05.1913 Brasil / Minas Gerais / Pará de Minas
1990 Brasil / Minas Gerais / Belo Horizonte
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Natureza-morta
Mário Silésio
Óleo sobre tela
50,00 cm x 60,00 cm

Mário Silésio de Araújo Milton (Pará de Minas, Minas Gerais, 1913 - Belo Horizonte, Minas Gerais, 1990). Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola Guignard, sob a orie...

Texto

Abrir módulo

Biografia

Mário Silésio de Araújo Milton (Pará de Minas, Minas Gerais, 1913 - Belo Horizonte, Minas Gerais, 1990). Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola Guignard, sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito - Detran. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964.

Análise

Durante os anos 1940, Mário Silésio estuda desenho e pintura com Guignard (1896-1962), na então Escola de Belas Artes, hoje Escola Guignard, em Belo Horizonte. É através dele que Silésio descobre as obras de Paul Cézanne (1839-1906) e Henri Matisse (1869-1954). Porém, a descoberta mais importante desse período, também proporcionada pela Escola, seria o cubismo, que dá ao artista o impulso para sua trajetória rumo à abstração de caráter geométrico. A figuração que Silésio pratica até então se fragmenta gradualmente, buscando a síntese cubista. Sua obra alcança, no início dos anos 1950, a pura abstração geométrica, como na tela Construção nº 5, 1957. Também a partir dos anos 1950, sua pintura encontra expansão nos grandes painéis que realiza para edifícios públicos em Belo Horizonte, integrando-se à paisagem.

O crítico Marcio Sampaio observa que para Mário Silésio - como mais tarde, em outro nível, para os neoconcretistas brasileiros - a forma não deve nunca nascer de uma simples operação matemática, desprovida de espírito e de emoção. É nesse sentido que o trabalho de Silésio, em certo momento, revela um gosto pelas formas circulares impregnadas de luz e de sensibilidade lírica.

Nos anos 1970, o artista retoma em parte a figuração, pintando naturezas-mortas ou paisagens, porém num registro geométrico, como em Paisagem, 1986. Para Sampaio, grande parte da obra de Silésio se acha marcada pela forte presença de uma estrutura arquitetural "amarrando" a composição. 

Obras 5

Abrir módulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Abstração

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Natureza-morta

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Paisagem

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Exposições 30

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 7

Abrir módulo
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994. EXPOSIÇÃO dos murais das escolas municipais de Belo Horizonte. Apresentação de Luiz Verano e Orlando Vaz Filho. Belo Horizonte: s. ed. , 1976. GALERIA de Arte Centro Empresarial Rio 1988. Curadoria Wilson Coutinho. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Centro Empresarial Rio, 1988.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • MÁRIO Silésio. Belo Horizonte: Palácio das Artes, 1987.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • PROJETO arte brasileira: abstração geométrica 2. Texto de Paulo Venâncio Filho. Rio de Janeiro: FUNARTE/Instituto Nacional de Artes Plásticas, 1988.
  • RETROSPECTIVA da Galeria de Arte da Folha para o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea: 36 artistas. São Paulo: Galeria de Arte da Folha, 1962.
  • SILÉSIO, Mário. Mário Silésio. Texto Maristella Tristão, Márcio Sampaio, Amilcar de Castro, Maria Helena Andrés. Belo Horizonte: Palácio das Artes, 1987. 2 lâms., il. color.SILÉSIO, Mário. Pinturas de Mário Silésio. São Paulo: MAM, 1977. , il. p&b.

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: