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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Paulo Sayeg

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 25.05.2017
1960 Brasil / São Paulo / São Paulo
Paulo Eduardo Sayeg (São Paulo, São Paulo, 1960). Desenhista, pintor, programador visual. Na adolescência, aprende litografia com seu tio, o pintor e ilustrador Alberto Garutti. Aos 21 anos, participa da primeira exposição coletiva e realiza a performance Lazarus, gravada em vídeo. Faz sua primeira exposição individual em 1982, na Biblioteca Mun...

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Biografia

Paulo Eduardo Sayeg (São Paulo, São Paulo, 1960). Desenhista, pintor, programador visual. Na adolescência, aprende litografia com seu tio, o pintor e ilustrador Alberto Garutti. Aos 21 anos, participa da primeira exposição coletiva e realiza a performance Lazarus, gravada em vídeo. Faz sua primeira exposição individual em 1982, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade, em São Paulo. Trabalha com publicidade, ilustração, desenho animado e programação visual. Recebe prêmio de melhor desenhista da Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA, em 1987. Em 1995, começa a trabalhar como diretor de arte da Revista E, publicada mensalmente pelo Serviço Social do Comércio de São Paulo - Sesc/SP.

Análise

Os trabalhos iniciais de Paulo Sayeg apresentam gestos enérgicos, porém obedientes à definição da figura em relação ao plano de fundo. O gestualismo de seu pincel respeita os limites da forma, e suas obras se mantêm predominantemente figurativas. As pinturas expostas em 1985 apresentam grande simplificação formal, e o artista emprega pinceladas livres e uma paleta de cores contrastantes e misturadas. Sua produção apresenta também forte erotismo.

Em Anjo, uma espécie de grafismo constrói a figura sobre um plano de fundo pintado em tintas diluídas. O mesmo procedimento é empregado em Lili (ambas expostas em 1988), obra que apresenta grande sensualidade. Já em outras pinturas do período, percebe-se a maior indefinição das figuras e uma tendência maior à abstração. Como nota o historiador da arte Tadeu Chiarelli, a partir do fim dos anos 1980 nota-se, em sua produção, a tendência à explosão de qualquer codificação formal. O artista parece abandonar os pontos de contato entre sua produção e a dos fauves, aproximando-se da produção dos action painters norte-americanos. Nesses trabalhos, já não se percebe com tanta nitidez a construção de um código decifrável. O olhar do espectador precisa percorrer manchas, texturas e pinceladas gestuais, para discernir o discurso que motiva cada trabalho. Durante a década de 1990, dedica-se também à gravura, retomando as questões recorrentes em sua produção.

Exposições 9

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Fontes de pesquisa 6

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  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 1992. 2v.
  • SAYEG, Paulo. Paulo Sayeg. São Paulo: Galeria Ruy Sant'Anna, 1997.
  • SAYEG, Paulo. Paulo Sayeg. São Paulo: Paulo Prado Galeria de Arte, 1985. il. color., foto p.b.
  • SAYEG, Paulo. Paulo Sayeg. São Paulo: Yutaka Sanematsu Escritório de Arte, 1987. il. color., foto p.b.
  • SAYEG, Paulo. Paulo Sayeg. Texto Tadeu Chiarelli. São Paulo: Galeria Paulo Prado, 1988.
  • Sayeg, Paulo. [Currículo]. In: Ana Cláudia Roso Escritório de Arte. Disponível em: http://www.arte-mail.com.br/sayeg.htm. Acesso em: 23 de out. 2006.

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