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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Humberto Espíndola

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
04.04.1943 Brasil / Mato Grosso do Sul / Campo Grande
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Bovinocultura, 1969
Humberto Espíndola
Óleo sobre tela
119,80 cm x 80,00 cm

Humberto Augusto Miranda Espíndola (Campo Grande MS 1943). Pintor e desenhista. Forma-se em jornalismo na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Católica do Paraná, em 1965. No ano seguinte, organiza a Primeira Exposição dos Artistas Mato-Grossenses, em Campo Grande, onde funda, em 1967, a Associação Mato-Grossense de Arte. Vo...

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Biografia
Humberto Augusto Miranda Espíndola (Campo Grande MS 1943). Pintor e desenhista. Forma-se em jornalismo na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Católica do Paraná, em 1965. No ano seguinte, organiza a Primeira Exposição dos Artistas Mato-Grossenses, em Campo Grande, onde funda, em 1967, a Associação Mato-Grossense de Arte. Volta-se a temáticas regionais e produz pinturas inspiradas na bovinocultura. Cria, em 1973, o Museu de Arte e Cultura Popular, ligado à Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá, dirigindo-o até 1982. Realiza mural para o Palácio Paiaguás, sede do governo estadual de Mato Grosso, em 1974. Em 1977, recebe o prêmio melhor do ano em pintura da Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA.  Em Campo Grande, é co-fundador do Centro de Cultura Referencial de Mato Grosso do Sul, em 1983, e realiza o Monumento à Cabeça de Boi, de ferro e aço, instalado na praça Cuiabá, em 1996. Apresenta mostra retrospectiva, em 2000, na Casa Andrade Muricy, em Curitiba, e, em 2002, no Museu de Arte Contemporânea, em Campo Grande, e no Museu de Arte e de Cultura Popular, em Cuiabá.

Comentário Crítico
A produção de Humberto Espíndola parte do tema do boi, visto como símbolo da riqueza de Mato Grosso. Em Bovinocultura, realiza um retrato sarcástico da sociedade do boi, que é principalmente moeda e símbolo de poder. Em seus primeiros trabalhos, Espíndola apresenta o animal envolto em penumbra, provocando estranheza. A efígie do boi, em suas telas, é colocada em um primeiro plano, ou isolada em um oval central, ganhando a dimensão de nobreza de um retrato. Em Glória ao Boi nas Alturas (1967), utiliza uma deliberada frontalidade do animal, em torno do qual se acumulam máscaras, imprimindo ao quadro um ritmo dinâmico.

Alguns quadros possuem um sentido simbólico, com a utilização das cores da bandeira brasileira. Em outros, emprega crachás e medalhas, que remetem a exposições agro-pecuárias. Como nota o crítico Frederico Morais, Espíndola humaniza o boi, para denunciar a vontade de poder do ser humano, como ocorre em O Tirano (1984). Já na série Arqueologia do Boi - Boi Branco (1993), destacam-se o uso de tonalidades rebaixadas e o caráter mágico. O artista realiza posteriormente gravuras geradas e coloridas em computador, nas quais obtém grande potência no colorido, como em Vaca Escada (2001).

Humberto Espíndola tem também relevante atuação na divulgação da cultura regional criando, em 1974, o Museu de Arte e Cultura Popular, ligado à Universidade Federal de Mato Grosso.

Obras 22

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Boi-bandeira

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Boi-brasão

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Boi-society

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Bois de Abril

Óleo sobre tela

Exposições 147

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Feiras de arte 1

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Fontes de pesquisa 17

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  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997. R750.81 A973d 2.ed.
  • ESPÍNDOLA, Humberto. 1967/1999. Panorama retrospectivo. Curitiba: Casa Andrade Muricy, 2000.
  • ESPÍNDOLA, Humberto. 20 anos de bovinocultura. Apresentação Idara Negreiros Duncan Rodrigues; comentário Mário Pedrosa, Mario Schenberg, Jayme Maurício, Roberto Pontual, Clarival do Prado Valladares, Aline Figueiredo, Frederico Morais, Maria da Glória Sá Rosa. Campo Grande: Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, 1987. 63 p., il. p.b. color.
  • ESPÍNDOLA, Humberto. Bovinocultura. Campo Grande: Museu de Arte Contemporânea; Cuiabá: Museu de Arte e de Cultura Popular, 2002.
  • ESPÍNDOLA, Humberto. Humberto Espíndola. São Paulo: Sadalla Galeria de Arte, 1987. , il. p&b color.
  • ESPÍNDOLA, Humberto. Humberto Espíndola: exposição de pinturas. Campo Grande: Paço Municipal, 1979. , il. p&b color.
  • ESPÍNDOLA, Humberto. Humberto Espíndola: pinturas recentes. Sao Paulo: Paulo Figueiredo Galeria de Arte, 1983. , il. color.
  • FIGUEIREDO, Aline. Arte aqui é mato. Versão em inglês Richard Spock. Cuiabá: UFMT, Museu de Arte e de Cultura Popular, 1990. 709.8172 F4751ar
  • FIGUEIREDO, Aline. Artes plásticas no Centro-Oeste. Cuiabá: UFMT/MACP, 1979.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989. R703.0981 P818d
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. R759.981 L533d
  • MOURA, Carlos Francisco. As Artes plásticas em Mato Grosso nos séculos XVIII e XIX. Cuiabá: Fundação Cultural de Mato Grosso, 1976. 709.81032 Mc929a
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • REFERÊNCIAS Pantaneiras na pintura de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul. São Paulo: Paço das Artes, 1988. SPpa 1988/r
  • SCHENBERG, Mario. Pensando a arte. São Paulo: Nova Stella, 1988.

Como citar

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