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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Sepp Baendereck

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 31.03.2017
09.01.1920 Sérvia / a definir / Uzice
17.07.1988 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Súplica de Paz, 1966
Sepp Baendereck
Óleo sobre tela

Sepp Baendereck (Uzice, Iugoslávia, atual Sérvia e Montenegro 1920 - São Paulo SP 1988). Pintor, desenhista, ilustrador, fotógrafo e publicitário. Estuda direito na Universidade de Belgrado (Iugoslávia, atual Sérvia e Montenegro). Interrompe o curso devido à invasão nazista em seu país, em 1941. Serve sucessivamente no exército iugoslavo e no al...

Texto

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Biografia

Sepp Baendereck (Uzice, Iugoslávia, atual Sérvia e Montenegro 1920 - São Paulo SP 1988). Pintor, desenhista, ilustrador, fotógrafo e publicitário. Estuda direito na Universidade de Belgrado (Iugoslávia, atual Sérvia e Montenegro). Interrompe o curso devido à invasão nazista em seu país, em 1941. Serve sucessivamente no exército iugoslavo e no alemão, até ser desmobilizado em 1942. Muda-se para Berlim, onde cursa a Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas e frequenta uma escola de desenho.

Em 1944, devido a bombardeios sobre Berlim, viaja a Zagreb (Iugoslávia, atual Croácia), onde estuda pintura na Escola de Belas Artes. Em 1948, fixa residência no Rio de Janeiro e começa a trabalhar em uma empresa de outdoor. Abre um ateliê de desenhos publicitários que, em 1954, se transforma na agência Studio Ás de Propaganda e, em 1957, na Denison Propaganda S/A.

Transfere a agência para São Paulo, mudando-se para a cidade em 1959. Começa a se interessar pela Amazônia e viaja para a região pela primeira vez em 1974. Vai para lá com certa frequência, e em 1976 conhece os rios Araguaia e Tocantins e a Transamazônica. Fotografa a região. Em 1978, em companhia de Frans Krajcberg (1921) e do crítico Pierre Restany (1930-2003), percorre os rios Purus, Solimões e Negro. Dessa experiência surge o Manifesto do Rio Negro - Naturalismo Integral. Na década de 1980 faz novas expedições à região, mas a temática amazonense cede espaço a flores em cores vibrantes.

Análise

A obra de Sepp Baendereck pauta-se por múltiplas referências. Podemos notar certo traço cézanniano em obras da década de 1940, como por exemplo, Paisagem de Zagreb (1946). A década de 1950, por sua vez, já em solo brasileiro, traz paisagens geometrizadas como Leblon (1956) e Regata no Flamengo (1952). Ilustra o livro de poemas Puro Canto, da autoria de Tasso da Silveira, editado em 1956. Nessas ilustrações, a fatura é despojada, e a imagem constrói-se com uma linha fina e sinuosa.

Na década de 1960, Baendereck executa pinturas nas quais explora o grafismo e o uso de símbolos, como em Súplica de Paz (1966) e Ponto e Contraponto Omega (1967). Nestas obras, o artista cria e desenvolve signos pessoais e, ao mesmo tempo, reúne símbolos cristãos a letras do alfabeto. Em 1986, organiza a exposição Brasil Natureza Morta, em São Paulo. Nesta ocasião, mostra desenhos cujo tema é a destruição da floresta amazônica. Obras como Dantesca (1986), Apocalíptica (1986) e Catastrófica (1985) falam das queimadas que o artista testemunha.

Para essa mostra, Baendereck inspira-se no Manifesto do Rio Negro do Naturalismo Integral, que firma em parceria com o crítico Pierre Restany e com o artista Franz Krajcberg, em 1978. Esse manifesto deseja lançar as bases conceituais para uma nova consciência ambiental e existencial, que seria o naturalismo integral. A ideia é que a arte, assim como a visão ambiental do ser humano, seja destituída da busca pelo poder, em qualquer âmbito, para encontrar uma nova sensibilidade aguçada, livre de julgamentos e diretamente ligada à percepção.

A exposição Natureza Viva, realizada em 1987, é uma guinada na produção de Baendereck. O artista abandona os desenhos de tons brancos e cinzas do ano anterior e mostra pinturas de riqueza cromática, pinceladas heterogêneas e tendência à abstração, como em Allegro e Palmas II.

Obras 5

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Fauna nº 105

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Holocáustica

Lápis de cor e pastel sobre papel
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Rio Juruena

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Súplica de Paz

Óleo sobre tela

Exposições 74

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Fontes de pesquisa 28

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  • "Na destruição, o princípio da criação". revista Visão, São Paulo, 08 de mai. de 1991. Não catalogado
  • "Nossa natureza, mais ameaçada". Jornal da Tarde, São Paulo, 19 de jul. de 1988. Não catalogado
  • "Primeiro, Retrospectiva de Sepp Baendereck". Diário da Noite - edição vespertina, São Paulo, 28 de out. de 1970. Não catalogado
  • AMARANTE, Leonor. "Baendereck, vejo flores em você". O Estado de São Paulo, São Paulo, 13 de out. de 1987. Seção : Caderno 2. Não catalogado
  • ARAÚJO, Olívio Tavares de. "Com naturalidade e prazer". IstoÉ, São Paulo, 11 de jun. de 1986. Não catalogado
  • BAENDERECK, Sepp. Brasil natureza morta. São Paulo: Paulo Figueiredo Galeria de Arte, 1986.
  • BAENDERECK, Sepp. Natureza viva. São Paulo: Galeria Múltipla de Arte, 1987.
  • BAENDERECK, Sepp. Novas notícias do Brasil : Sepp Baendereck. São Paulo : Raquel Arnaud, 1977. Não catalogado
  • BAENDERECK, Sepp. Pinturas de Sepp Baendereck. Rio de Janeiro : Petite Galerie, 1974. Não catalogado
  • BAENDERECK, Sepp. Sepp Baendereck. Santos : Galeria de Arte Centro Cultural Brasil Estados Unidos, 1970.
  • BAENDERECK, Sepp. Sepp Baendereck. Santos: Galeria de Arte Centro Cultural Brasil Estados Unidos, 1970. B139s 1970
  • BAENDERECK, Sepp. Sepp Baendereck: retrospectiva, 25 anos de pintura. São Paulo: MAM, 1970. il. color., foto p.b. B139 1970
  • Disponível em: [http://bienalsaopaulo.globo.com/biografia.asp?origem=N&codigo=8297]. Acesso em 16/08/05. Fundação Bienal
  • GALERIA GUIGNARD. Sepp Baendereck : folder. Belo Horizonte, 1973. Não catalogado
  • GALERIA SÃO PAULO. Imagens da Amazônia : catálogo. São Paulo, 1981. Não catalogado
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989. R703.0981 P818d
  • JAPIASSU, Moacir. "E o jequitibá queimou". Jornal da Tarde, São Paulo, 21 de jul. de 1988. Não catalogado
  • KRÜZE, Olney. "Hoje no Masp, duas horas para ver a arte que Sepp faz e coleciona". Jornal da Tarde, São Paulo, 03 de mar. de 1986. Não catalogado
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. R759.981 L533d
  • MAURÍCIO, Jayme. "Sepp Baendereck". Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 12 de mai. de 1971. Não catalogado
  • PANORAMA DE ARTE ATUAL BRASILEIRA, 1969, São Paulo, SP. Panorama de Arte Atual Brasileira 1969. São Paulo: MAM, 1969. Não catalogado
  • PANORAMA DE ARTE ATUAL BRASILEIRA, 1979, São Paulo, SP. Panorama de Arte Atual Brasileira 1979: Pintura. São Paulo: MAM, 1979.
  • PANORAMA DE ARTE ATUAL BRASILEIRA, 1979, São Paulo, SP. Panorama de Arte Atual Brasileira 1979: Pintura. São Paulo: MAM, 1979. SPpab 1979
  • PROJETO ECOLÓGICO REAL SEGUROS (SÃO PAULO, SP), FERNANDES, Paulo (coord.).Baendereck-Krajcberg. São Paulo, 1991. Não catalogado
  • SCHMIDT, Carlos von. Sepp Baendereck. Artes:, Sao Paulo, v.20, n.60, p.27-28, set./out. 1985.
  • SCHMIDT, Carlos von. Sepp Baendereck. Artes:, Sao Paulo, v.20, n.60, p.27-28, set./out. 1985. P10/60/85
  • SIMAS, Sílvia. "Publicidade brasileira é irreal"(entrevista). O Estado de São Paulo, São Paulo, 15 de ago. de 1987. Não catalogado
  • SIMÕES, Roberto. Gazeta Esportiva, São Paulo, 1986. Não catalogado

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