Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas


Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Anatol Wladyslaw

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 04.08.2015
1913 Polônia / a definir / Varsóvia
30.09.2004 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Alegoria, 1984
Anatol Wladyslaw
Óleo sobre tela, c.i.d.
90,00 cm x 110,00 cm

Anatol Wladyslaw Naftali (Varsóvia Polônia 1913 - São Paulo SP 2004). Pintor, desenhista, gravador. Formado em engenharia, inicia estudos de pintura com Lucy Citti Ferreira (1911), Yolanda Mohalyi (1909 - 1978). Posteriormente, freqüenta também o ateliê de Flexor (1907 - 1971). A partir da metade da década de 1940 realiza suas primeiras pinturas...

Texto

Abrir módulo

Biografia
Anatol Wladyslaw Naftali (Varsóvia Polônia 1913 - São Paulo SP 2004). Pintor, desenhista, gravador. Formado em engenharia, inicia estudos de pintura com Lucy Citti Ferreira (1911), Yolanda Mohalyi (1909 - 1978). Posteriormente, freqüenta também o ateliê de Flexor (1907 - 1971). A partir da metade da década de 1940 realiza suas primeiras pinturas de caráter figurativo. Por volta de 1950, produz obras inteiramente abstrato-geométrico. Integra o Grupo Ruptura, juntamente com os artistas Waldemar Cordeiro (1925 - 1973), Geraldo de Barros (1923 - 1998), Lothar Charoux (1912 - 1987), Féjer (1923 - 1989), Leopoldo Haar (1910 - 1954) e Luiz Sacilotto (1924 - 2003) em 1952. Em suas telas predominam composições ortogonais e a sugestão do desdobramento sucessivo de planos de cor. A partir do início dos anos 1960, volta ao figurativismo e apresenta formas reconhecíveis, realizadas com grande simplificação formal. Sua produção do período revela um caráter mítico que evoca, por vezes, a obra de Marc Chagall (1887 - 1985).

Comentário Crítico
Anatol Wladyslaw começa tarde na arte. Estuda desenho e pintura a partir de 1944, depois de se formar como engenheiro eletrônico, em 1939. Tem aulas com Lucy Citti Ferreira (1911), Yolanda Mohalyi (1909 - 1978) e Flexor (1907 - 1971). Expõe pela primeira vez no Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, em 1948. Faz paisagens com fortes contrastes de cor. Dois anos depois conhece Waldemar Cordeiro (1925 - 1973) e, com ele entra em contato com artistas interessados em formar um grupo construtivo em São Paulo. Em 1952, participa da fundação do Grupo Ruptura. Assina o manifesto do grupo e integra a sua primeira exposição, no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Também participam da fundação do coletivo: Leopoldo Haar (1910 - 1954), Lothar Charoux (1912 - 1987), Féjer (1923 - 1989), Geraldo de Barros (1923 - 1998) e Luiz Sacilotto (1924 - 2003).

Nesse período, faz arte construtiva, mas sem os rigores e a impessoalidade do concretismo mais ortodoxo. Sua pintura é feita a óleo, de modo tradicional, com um colorido suave e variado. Essa fase geométrica dura até 1957. A partir daí, suas telas tornam-se mais gestuais, flertando com o tachismo, e seu trabalho sofre várias mudanças. Progressivamente passa do construtivismo para a abstração informal, e se reaproxima da figuração. Na 6ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1961, Wladyslaw recebe o prêmio de desenho nacional. Seu trabalho como desenhista torna-se mais conhecido que o de pintor. Segundo o historiador Wolfgang Pfeiffer, os desenhos dessa época são feitos "de maneira bastante lírica (...) enfatizando suas zonas de concentração tachista".

As pinturas mostradas a partir de 1963 são figurativas. O artista traça imagens sobre um fundo de gestos e manchas, sobrepondo formas reconhecíveis a sua pintura informal. O crítico e colecionador Theon Spanudis compara essas pinturas "de colorido sombrio e brilhos" às "catedrais medievais". Os temas tornam-se cada vez mais presentes na pintura de Wladyslaw. Nos anos 1960 seus quadros combinam desenho figurativo com pintura gestual. Na década seguinte, o artista diminui a expressividade da pincelada, dá mais destaque às áreas de cor e centraliza a composição nos temas.

 

Sua pintura ocupa-se de temas imaginativos, construídos com figuras míticas. Cada vez mais próximo da sensibilidade surrealista, aborda narrativas judaicas tradicionais. Os temas e a composição o aproximam do trabalho do pintor russo Marc Chagall (1887 - 1985). Em 1984, expõe no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp. Esta é uma de suas últimas exposições na década. Depois de 1986, seu trabalho entra em recesso, fica seis anos sem ser mostrado. Em 1992, Wladyslaw retorna às galerias e monta uma exposição de pinturas em Wroclaw e Varsóvia, na Polônia. No ano seguinte, a mesma individual é trazida para a Pinacoteca do Estado de São Paulo - Pesp.

Obras 11

Abrir módulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Alegoria

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Astronautas

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Cabeça 3

Acrílica sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Composição

Óleo sobre tela

Exposições 106

Abrir módulo

Feiras de arte 1

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 16

Abrir módulo
  • 50 anos de salão paranaense de Belas Artes. Curitiba: MAC, 1995. CAT-G PRsp 1995/c ex.02
  • AMARAL, Aracy (org.). Arte construtiva no Brasil - Constructive art in Brazil. Tradução Izabel Murat Burbridge. São Paulo: Companhia Gráfica Melhoramentos: DBA Artes Gráficas, 1998. (Coleção Adolpho Leirner).
  • AMARAL, Aracy (org.). Projeto Construtivo Brasileiro na arte (1950-1962). Rio de Janeiro: Museu de Arte Moderna; São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1977.
  • BANDEIRA, João (org.). Arte concreta paulista: documentos. São Paulo: Cosac & Naify: Centro Universitário Maria Antônia, 2002. 96 p., il. p&b. (Arte concreta paulista).
  • Concretista Anatol Wladyslaw morre de parada cardíaca em SP. Folha de S. Paulo, São Paulo, 1 de out. 2004. Ilustrada, p. 6. Folha de S. Paulo
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • SCHENBERG, Mario. Pensando a arte. São Paulo: Nova Stella, 1988.
  • WLADYSLAW, Anatol. Anatol Wladyslaw. São Paulo: A Ponte Galeria de Arte, s.dfolha dobrada, il. color.
  • WLADYSLAW, Anatol. Anatol Wladyslaw: desenhos. São Paulo: MAC/USP, 1980. folha dobrada, il. p.b.
  • WLADYSLAW, Anatol. Anatol Wladyslaw: pintura e desenhos. Santos: Centro Cultural Brasil-Estados Unidos, 1979. 1f.dobrada, 1f.solta, 1 il. color.
  • WLADYSLAW, Anatol. As pinturas de Wladyslaw. São Paulo: Galeria de Arte São Luiz, 1964.
  • WLADYSLAW, Anatol. Peneirando e burlando: pinturas. São Paulo: Espaço Cultural Ena Beçak, 1997. folha dobrada, il. color.
  • WLADYSLAW, Anatol. Wladyslaw: pinturas. São Paulo: MASP, 1984.

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: