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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Waldomiro de Deus

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
12.06.1944 Brasil / Bahia / Itagibá
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Nascimento, 1983
Waldomiro de Deus
Óleo sobre tela, c.i.e.
70,00 cm x 60,00 cm

Waldomiro de Deus Souza (Itagibá BA 1944). Pintor e desenhista. De origem humilde, leva uma vida itinerante pelo sertão baiano e norte de Minas Gerais, até vir para São Paulo em 1959, quando trabalha como engraxate. Começa a pintar em 1961, utilizando guache e cartolina encontrados na casa de um antiquário, onde trabalha como jardineiro. Acusado...

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Biografia

Waldomiro de Deus Souza (Itagibá BA 1944). Pintor e desenhista. De origem humilde, leva uma vida itinerante pelo sertão baiano e norte de Minas Gerais, até vir para São Paulo em 1959, quando trabalha como engraxate. Começa a pintar em 1961, utilizando guache e cartolina encontrados na casa de um antiquário, onde trabalha como jardineiro. Acusado de negligência, perde o emprego e leva seus trabalhos para exposição no Viaduto do Chá - acaba vendendo dois deles para um americano no primeiro dia. Em 1962, o decorador Terry Della Stuffa fornece-lhe material e um lugar para pintar e, em 1966, faz a sua primeira exposição individual na Fundação Armando Álvares Penteado, Faap. No auge do movimento hippie, desfila de mini-saia pela Rua Augusta. Pinta temas religiosos ligados ao céu e ao inferno, criando imagens polêmicas, como Nossa Senhora de mini-saia, cinta-ligas e botas e Jesus de bermudas. Por causa disso é raptado por um grupo de jovens armados da organização TFP (Tradição Família e Propriedade), porém convence os rapazes a soltá-lo. Expõe em vários países como a Inglaterra, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos. Em 1972, volta a viver em Osasco. Viaja a Goiânia GO, em 1977, e lá monta uma casa. Vive de sua arte desde a década de 60, pintando o cotidiano e o folclore de sua terra natal: festas populares, histórias sobre mula-sem-cabeça e lobisomens, bem como imagens escatológicas e eróticas. As figuras humanas são sempre mulatos, nunca brancos ou negros. Em todas as telas há a presença de três cachorrinhos. É considerado o maior primitivista brasileiro ao lado de José Antônio da Silva e Djanira. É reconhecido internacionalmente como um dos mais criativos pintores naifs. Em 1983, é premiado com a Awarding the Statue of Victory pelo Centro Studi e Ricerche Delle Nazioni, na Itália.

Obras 16

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Jerusalém

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Nascimento

Óleo sobre tela

Exposições 47

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Fontes de pesquisa 24

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  • ABREU, Ieda de. A arte intuitiva, pelas mãos de Deus. Jornal da Tarde, São Paulo, 19 de nov. de 2000.
  • AQUINO, Flávio de. Aspectos da pintura primitiva brasileira. Rio de Janeiro: Spala, 1978.
  • ARDIES, Jacques. A Arte naif no Brasil. São Paulo: Empresa das Artes, 1998. 759.981 A676a
  • ARTE suporte computador. Organização Solange Lisboa e Antonio Ruete. São Paulo: Casa das Rosas, 1997. SPcr 1997/a
  • BULCÃO, Athos. [Currículo]. Enviado pelo artista. Não catalogada
  • D'AMBROSIO, Oscar. Os Pincéis de Deus: vida e obra do pintor naif Waldomiro de Deus. São Paulo: Unesp, 1999. 750.92 D486p
  • DEUS, Waldomiro de. 25 anos de Waldomiro de Deus. São Paulo: Blue Life Galeria de Arte, 1986. 8 p., il. p&b. color. D486 1986
  • DEUS, Waldomiro de. Brasil - país da saudade. Joinville: Museu de Arte de Joinville, 1987. 1 folha dobrada, il. p&b. D486 1987
  • DEUS, Waldomiro de. Waldomiro de Deus. Jacareí: Departamento de Ação e Cultura, 1981.
  • DEUS, Waldomiro de. Waldomiro de Deus. Santo André: Tênis Clube, 1983. 4 p., il. p&b. color.
  • DEUS, Waldomiro de. Waldomiro de Deus. São Paulo: Associação Paulista do Ministério Público, 1981. 10 p., il. p&b. color.
  • DEUS, Waldomiro de. Waldomiro de Deus. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1984. 1 folha dobrada, il. color.
  • DEUS, Waldomiro de. Waldomiro de Deus: críticas. São Paulo: s.n., 1979.
  • DEUS, Waldomiro. Waldomiro de Deus. São Paulo : Cravo-Canela Galeria de Arte Primitiva, 1980.
  • DRÄNGER, Carlos (coord.). Pop Brasil: arte popular e o popular na arte. Curadoria Paulo Klein; tradução João Moris, Beatriz Karan Guimarães, Maurício Nogueira Silva. São Paulo: CCBB, 2002. SPccbb 2002/pb
  • FERNANDEZ, Alexandre Agabiti. Waldomiro de Deus, um cronista dos pincéis. Valor Econômico, São Paulo, 24 de set. de 2001, p.D7.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989. R703.0981 P818d
  • JAKOVSKY, Anatole. Les Proverbes vus par les peintres naifs. Paris: Max Fourny, 1977. 709.04 J25p
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. R759.981 L533d
  • MARTINS, Narcizo. Panorama da arte contemporânea. São Paulo: Grafica e Ed. C, 1986.
  • O MUNDO fascinante dos pintores naifs. Apresentação de Lucien Finkelstein. Textos de Raphael de Almeida Magalhães, Jacques Médecin, Jorge Amado e José Aparecido de Oliveira. Rio de Janeiro: Paço Imperial, 1988.
  • REITER, Marília. Waldomiro de Deus ganha sala especial na Bienal. Diário Popular, São Paulo, 25 de set. de 2000.
  • SCHENBERG, Mario. Pensando a arte. São Paulo: Nova Stella, 1988.
  • WALDOMIRO de Deus: Brasil - país da saudade. Apresentação de Harry Laus. Joinville: Museu de Arte de Joinville, 1987.

Como citar

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