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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Quirino da Silva

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 13.06.2017
05.06.1897 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
03.08.1981 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Sem Título, 1957
Quirino da Silva
Óleo sobre tela
80,00 cm x 65,00 cm
Coleção Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (SP)

Quirino da Silva (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1897 - São Paulo, São Paulo, 1981). Crítico, pintor, escultor, desenhista, ceramista, gravador. Entre 1920 e 1925 estuda escultura no ateliê de Modestino Kanto (1889 - 1967) e pintura com Modesto Brocos (1852-1936), na Escola Nacional de Belas Artes (Enba) no Rio de Janeiro. Em 1923 expõe suas pi...

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Biografia

Quirino da Silva (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1897 - São Paulo, São Paulo, 1981). Crítico, pintor, escultor, desenhista, ceramista, gravador. Entre 1920 e 1925 estuda escultura no ateliê de Modestino Kanto (1889 - 1967) e pintura com Modesto Brocos (1852-1936), na Escola Nacional de Belas Artes (Enba) no Rio de Janeiro. Em 1923 expõe suas pinturas no 1º Salão da Primavera, do qual é organizador. Esse evento se encerra na segunda edição em 1924. Sua primeira individual é apresentada em 1926, em São Carlos, São Paulo. Nesse mesmo ano, organiza o Salão de Outono. Em 1930 realiza painéis alegóricos para o Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, com Di Cavalcanti (1897-1976), e edita a revista Forma. Em 1933, atua como colaborador da Base - Revista de Arte, Técnica e Pensamento, criada por Alexandre Altberg. Transfere-se para São Paulo em 1934 e expõe cerâmicas na Casa Baloo. Idealiza o Salão de Maio e conta com a participação de Flávio de Carvalho (1899-1973) na comissão organizadora - o evento ocorre de 1937 a 1939. A partir de 1938, atua como crítico de arte no Diário de Notícias e nos Diários Associados. Organiza o Salão de Arte da Feira Nacional das Indústrias em 1941. Em 1947 é fundado o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), e Quirino da Silva é nomeado secretário da primeira diretoria. Organiza em 1972, com doações de obras, o Museu de Artes Plásticas de Mococa, São Paulo, que, em 1981, se transforma no Museu de Artes Plásticas Quirino da Silva. Em 1977 o Masp o homenageia com uma exposição retrospectiva.

Análise

Quirino da Silva usa pinceladas soltas que constroem paisagens e retratos com cores vibrantes. Ao simplificar o desenho e reduzir a preocupação com os detalhes, a composição é realçada. Nesse período a obra do pintor francês Paul Cézanne (1839-1906) é sua principal influência. Entre as suas obras de grandes dimensões destacam-se os baixo-relevos pintados, com Di Cavalcanti (1897-1976), para o Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. São alegorias compostas de máscaras e figuras cênicas. Na década de 1980, numa reforma do prédio, os painéis são destruídos.

Paralelamente à produção artística, deve ser destacada sua atuação como crítico de arte. Em São Paulo lidera oposição ao que, em muitos textos, denomina "aventura pura e simples". Ao mesmo tempo em que combate a chamada arte acadêmica, mostra-se resistente a uma excessiva liberdade formal. Na crítica sobre o trabalho de Francisco Rebolo (1902-1980), publicada no Diário de São Paulo, em fevereiro de 1959, escreve: "Os grandes mestres o empolgaram. Com eles aprendeu muita coisa. Aprendeu sobretudo a não ouvir as arengas dos falsos modernistas". Ainda sob influência dos ideais artísticos difundidos pela Semana de Arte Moderna, Quirino da Silva cria o Salão de Maio. O objetivo é incentivar a realização de mostras coletivas voltadas para a arte moderna brasileira e para o intercâmbio com uma determinada produção internacional.

Obras 4

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Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Paisagem

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Retrato

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Sem Título

Óleo sobre tela

Exposições 44

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Fontes de pesquisa 11

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  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1942.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • REIS JÚNIOR, José Maria dos. História da pintura no Brasil. Prefácio Oswaldo Teixeira. São Paulo: Leia, 1944.
  • SILVA, Quirino da. Exposição retrospectiva. São Paulo: MASP, 1977. 24 p., il., p&b, foto.
  • SILVA, Quirino da. Rebolo Gonsalves. Diário de São Paulo, fev. 1959. Disponível em: [http://www2.uol.com.br/franciscorebolo/imprensa/imprensa.htm]. Acesso em: jul. 2006.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.
  • ZORLINI, Ottone. Ottone Zorlini. Texto José Geraldo Vieira, Pietro Maria Bardi, Virgilio Mauricio, Angelo Simeone, Franco Cenni, Quirino da Silva, Menotti Del Picchia, Paolo Maranca, Ivo Zanini, Piero Pedrazza, Pennacchi, Menotti Parolari. São Paulo: MAM, 1975. il.

Como citar

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Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: