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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Mônica Nador

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.09.2018
1955 Brasil / São Paulo / Ribeirão Preto
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Para Orar, 1988
Mônica Nador
Acrílica sobre tela
190,00 cm x 255,00 cm

Mônica Panizza Nador (Ribeirão Preto SP 1955). Pintora, desenhista, gravadora. Forma-se na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), São Paulo, em 1983. Dois anos depois, freqüenta o curso de gravura planográfica com Regina Silveira (1939) na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). R...

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Biografia
Mônica Panizza Nador (Ribeirão Preto SP 1955). Pintora, desenhista, gravadora. Forma-se na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), São Paulo, em 1983. Dois anos depois, freqüenta o curso de gravura planográfica com Regina Silveira (1939) na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Realiza sua primeira exposição individual no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP), em 1983. Em 1994, recebe uma bolsa de estudos da Mid-America Alliance e viaja para os Estados Unidos. De volta ao Brasil, recebe em 1999, a Bolsa Vitae de Artes, na área de artes visuais com o projeto Paredes Pinturas. Neste mesmo ano, desenvolve em conjunto com os moradores da Vila Rhodia, em São José dos Campos, São Paulo, o projeto Paredes Pintadas, que consiste na criação de desenhos em máscaras de acetato que são pintados nas casas do bairro. No ano seguinte obtém o título de mestre pela ECA/USP, com a dissertação Paredes Pinturas, sob orientação de Regina Silveira (1939).

Comentário Crítico
Em pinturas do início da década de 1980, Mônica Nador produz telas de grandes dimensões, nas quais apresenta listras que se justapõem umas às outras sobre o campo da tela, empregando constantemente tons rebaixados. O observador percebe pequenas nesgas de luz na trama escura das tintas, provenientes do branco do tecido, que a artista deixa à mostra algumas vezes. Assim, explora não apenas as relações entre áreas de cor, mas também um jogo de relações entre figura e fundo. A partir da metade dessa década, sua paleta se amplia e se aclara. A artista passa a acoplar, às suas telas, outras telas (mais claras, com listras mais esgarçadas), criando espaços ilusórios e discutindo procedimentos e possibilidades da pintura.

Como nota o historiador da arte Tadeu Chiarelli, Mônica Nador passa a trabalhar a cor como espaço, em telas que apresentam, além das pinceladas livres, áreas intensamente ornamentadas com arabescos, como na série Para Orar (1989). Nas obras dessa época, passa a evocar um sentido místico para a arte. Já em Mergulhe (1991) e outras obras da década de 1990, emprega a palavra como sugestão de caminho pelo qual o observador alcança a fruição da obra de arte.

A partir de 1999, Mônica Nador praticamente abandona a produção de trabalhos de arte tradicionais e se volta para a produção de grandes pinturas murais, em comunidades carentes, onde passa a residir. Desenvolve pinturas em fachadas de residências, em trabalho conjunto com seus moradores, partindo de motivos decorativos. A artista obtém grande motivação da população, partindo da transformação da realidade do lugar, e explorando o potencial transformador da arte, como no projeto Paredes Pinturas, realizado em São José dos Campos, São Paulo.

Obras 9

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Para Orar

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Para Ver

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Para Voar

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Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Sem Título

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Eventos multiculturais 1

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Exposições 92

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Feiras de arte 1

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Mídias (1)

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Mônica Nador - Enciclopédia Itaú Cultural
“A arte é um vínculo consigo próprio”, acredita a pintora e gravadora Mônica Nador. Sua carreira começa na década de 1980, com obras de grandes dimensões, em que listras justapostas criam jogos ópticos de luzes e sombras tendo como destaque o preto. Mais tarde, ela agrega tons e cores ao trabalho, enquanto discute outras possibilidades na pintura. No final da década de 1990, Nador deixa os ateliês tradicionais e começa a se dedicar a pinturas de murais em comunidades carentes. Enquanto ensina os moradores a utilizar técnicas como o estêncil (máscaras de papel que permitem pintura seriada) para pintar suas casas, propõe que eles sejam agentes de mudança no contexto social em que vivem: “O produto final não é o que importa. O que importa é o processo. As pessoas podem fazer arte!”, frisa a artista.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Fontes de pesquisa 33

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  • - AO cubo. São Paulo: Paço das Artes, 1997. Sppa 1997/a
  • - ARTE brasileira contemporânea: doações recentes/96. São Paulo: MAM, 1996. Spmam 1996/ar
  • - ARTE híbrida. Rio de Janeiro: Funarte, 1989. RJfunarte 1989/a
  • - MARINHAS. São Paulo: Galeria Nara Roesler, 1994. SPnr 1994
  • - NADOR, Mônica. Gravuras em colaboração com James Lax. Curitiba: Museu da Gravura, 1995. N138g 1995
  • - NADOR, Mônica. Mônica Nador. São Paulo: Galeria Luisa Strina, 1994. N138 1994
  • - NADOR, Mônica. Mônica Nador: desenhos. São Paulo : MAC/USP, 1983. N138 1983
  • 15 ARTISTAS brasileiros. Curadoria Tadeu Chiarelli; tradução Izabel Murat Burbridge. São Paulo: MAM, 1996.
  • 15 ARTISTAS brasileiros. Curadoria Tadeu Chiarelli; tradução Izabel Murat Burbridge. São Paulo: MAM, 1996. Spmam 1996/q
  • AMARAL, Aracy (org.). Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo: perfil de um acervo. Texto Aracy Amaral, Sônia Salzstein. São Paulo: Techint Engenharia, 1988. 391 p., il.color.
  • AO cubo. São Paulo: Paço das Artes, 1997. s.p. il.
  • ARTE brasileira contemporânea: doações recentes/96. São Paulo: MAM, 1996. 45 p., il. p&b color.
  • ARTE híbrida. Texto Aracy Amaral, Sérgio Romagnolo. Rio de Janeiro: Funarte, 1989. 44 p., il. color, p&b.
  • ARTE suporte computador. Organização Solange Lisboa e Antonio Ruete. São Paulo: Casa das Rosas, 1997.
  • ARTE suporte computador. Organização Solange Lisboa e Antonio Ruete. São Paulo: Casa das Rosas, 1997. SPcr 1997/a
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997. R750.81 A973d 2.ed.
  • BR 80: Pintura Brasil Década 80. Apresentação Mange; texto Frederico Morais, Márcio Sampaio, Adalice Araújo, Aracy Amaral, Almerinda da Silva Lopes, Aline Figueiredo, Claudio Telles, Roberto Galvão, Evelyn Berg Ioschpe, Maria Cristina Castilho Costa. São Paulo: Instituto Cultural Itaú, 1991. 112 p., il. color.
  • BRITO Cimino 1. Apresentação Fábio Cimino, Luciana Brito; texto Martin Grossmann, Francisco de Castro. São Paulo: Galeria Brito Cimino, 1998.
  • CATÁLOGO: artistas representados e acervo. Apresentação Luciana Brito, Fábio Cimino; tradução Martin Grossmann. São Paulo: Galeria Brito Cimino, 1997. 40 p., il.
  • CENTRO Cultural São Paulo: programa de exposições 91. São Paulo: Pavilhão da Bienal, 1992. , il. p&b.
  • EDITH Derdyk; Ester Grinspum; Iran T. do Espírito Santo; Mônica Nador; Paulo Portella Filho : desenhar. Ribeirão Preto: Itaugaleria, 1985. folha dobrada il. p&b.
  • IMAGINE: o planeta saúda o cometa. Fortaleza: Arte Galeria, 1986. il. p.b.
  • MATTOS, Armando (coord.). Anos 80: o palco da diversidade. Apresentação Carlos Eduardo Moreira Ferreira, M. F. do Nascimento Brito; texto Armando Mattos, Marcus de Lontra Costa. Rio de Janeiro: MAM, 1995. 66 p., 37 il., color.
  • NADOR, Mônica. Gravuras em colaboração com James Lax. Apresentação Mônica Nador. Curitiba: Museu da Gravura, 1995. f. dobrada, il. color.
  • NADOR, Mônica. Mônica Nador. Tradução Inês Amoroso. São Paulo: Galeria Luisa Strina, 1994. il. color.
  • NADOR, Mônica. Mônica Nador: desenhos. São Paulo: MAC/USP, 1983.
  • O MUSEU de Arte Moderna de São Paulo. Texto Tadeu Chiarelli. São Paulo: Banco Safra, 1998. 351 p., il. color.
  • O PEQUENO infinito e o grande circunscrito. São Paulo: Arco Arte Contemporânea, 1989. , il. p&b.
  • PANORAMA DE ARTE ATUAL BRASILEIRA, 1990, São Paulo, SP. Panorama de Arte Atual Brasileira 1990: papel - desenho, gravura, papel como meio, livro de artista. São Paulo: MAM, 1990. Spmam 1990
  • SALÃO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS, 8. , 1985, Rio de Janeiro, RJ. 8º Salão Nacional de Artes Plásticas. Rio de Janeiro: MAM, 1985.
  • SALÃO PAULISTA DE ARTE CONTEMPORÂNEA, 3. , São Paulo, 1985. 3º Salão Paulista de Arte Contemporânea. São Paulo: Fundação Bienal, 1985.
  • SEIS artistas. São Paulo: MAC/USP, 1985. 19 p., il. color.
  • STAATLICHE KUNSTHALLE (BERLIN). Werkstatt Berlin - São Paulo 1988. Tradução Sarita Brandt. Berlin, 1988. 94p. il., p.b. color.

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