Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas


Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Karin Lambrecht

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 08.03.2017
21.01.1957 Brasil / Rio Grande do Sul / Porto Alegre
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

A Garganta, 1987
Karin Lambrecht
Acrílica, pigmento, massa plástica sobre tela e metal
250,00 cm x 240,00 cm

Karin Marilin Haessler Lambrecht (Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 1957). Pintora, desenhista, gravadora e escultora. Inicia seus estudos no Ateliê Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, entre 1973 e 1976. Como aluna de Danúbio Gonçalves (1925), estuda litografia entre 1977 e 1978. Gradua-se em desenho e gravura pelo Instituto de Artes d...

Texto

Abrir módulo

Biografia

Karin Marilin Haessler Lambrecht (Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 1957). Pintora, desenhista, gravadora e escultora. Inicia seus estudos no Ateliê Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, entre 1973 e 1976. Como aluna de Danúbio Gonçalves (1925), estuda litografia entre 1977 e 1978. Gradua-se em desenho e gravura pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IA/UFRGS), em 1979.

Nesse ano, realiza sua primeira individual, no Espaço 542. No início da década de 1980, faz curso de pintura com Raimund Girke (1930 - 2002), na Hochschule der Künste, em Berlim. Em 1986, realiza mostra individual na Galeria Tina Presser, em Porto Alegre. Recebe, em 1988, o Prêmio Ivan Serpa, da Funarte.

Em sua produção dos anos 1980, emprega detritos industriais, dialogando com a arte povera e o expressionismo. Nesse período, dedica-se ainda à pintura, em busca de novas possibilidades formais, elimina chassis e costura pedaços de tela. Na década de 1990, começa a agregar materiais orgânicos, como grãos de terra e sangue, à superfície das telas.

Análise

No início de sua trajetória artística, Karin Lambrecht realiza trabalhos constituídos principalmente por resíduos industriais, em que revela o diálogo com a arte povera e com o expressionismo. Em meados da década de 1980, produz obras compostas por imensos planos recortados e suspensos. A artista reorganiza o chassi em arranjos mais espontâneos, como nota o historiador da arte Agnaldo Farias, e aproxima, assim, suas obras a certas construções toscas, como estandartes e barracas. As pinturas são feitas sobre tecidos queimados e rasgados. Em outros trabalhos, passa a agregar materiais inusitados, como sucata, fragmentos de chapas de metal ou ripas de madeira. Sua obra mantém afinidade, pelo uso de materiais industriais, com os trabalhos de Robert Rauschenberg (1925-2008) e, principalmente, de Joseph Beuys (1921-1986).

A artista, que trabalha predominante com tons de azul, passa a explorar os vermelhos, ocres e amarelos, por meio de pigmentos naturais, que variam desde finas camadas de terra, ao carvão ou ao sangue de animais abatidos. Por vezes, expõe as obras à ação da natureza, como o sol, vento ou chuva, que as modifica e faz com que elementos novos, como folhas de árvores, fragmentos de cascas ou pegadas de animais, sejam agregados à elas.

Para a crítica de arte Ligia Canongia, a idéia do sacrifício, da transitoriedade da vida e da religião está presente na obra de Lambrecht por meio dos materiais com que são compostas as peças, pelo recorrente uso de sinais, como o da cruz, e de palavras que aludem à fragmentação e dissecação dos corpos.

Obras 7

Abrir módulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

A Garganta

Acrílica, pigmento, massa plástica sobre tela e metal
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Do Outro Lado do Horizonte

Acrílica com pigmentos, terra, argila, goma laca, arame e madeira
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini/Itaú Cultural

Sem Título

Grafite, tinta a óleo e óleo de linhaça sobre papel

Exposições 129

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 6

Abrir módulo
  • EXPRESSIONISMO no Brasil: heranças e afinidades. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1985. 128 p., il. p&b., color.
  • FARIAS, Agnaldo. Arte brasileira hoje. São Paulo: Publifolha, 2002. (Folha explica, 40).
  • LAMBRECHT, Karin. Karin Lambrecht. Texto Agnaldo Farias, Icléia Cattani, Miguel Chaia; apresentação Fábio Luiz Borgatti Coutinho. Porto Alegre: Margs, 2002. 48 p., il. p&b color.
  • LAMBRECHT, Karin. Nascimento do tempo. Brasília: Espaço Capital Arte Contemporânea, 1986. folha dobrada, il. p&b.
  • LAMBRECHT, Karin. Pintura e objeto. Porto Alegre: Galeria Tina Zappoli, 1990. folha dobrada, il. color.
  • MOSTRA RIO ARTE CONTEMPORÂNEA, 1., 2002, Rio de Janeiro, BENZECRY, Alberto (coord.), SALDANHA, Cláudia (coord.). Violência e paixão. Curadoria Ligia Canongia; apresentação Fábio Ferreira, Ricardo Macieira, M. F. do Nascimento Brito; texto Ligia Canongia. Rio de Janeiro: MAM, 2002. 88 p., il. color.

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: