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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Mário Ishikawa

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 22.10.2019
1944 Brasil / São Paulo / Presidente Prudente
Reprodução Fotográfica Autoria Desconhecida

Declaração Universal dos Direitos do Homem, 1982
Mário Ishikawa
Livro de artista - série de 14 cópias xerográficas

Mario Noboru Ishikawa (Presidente Prudente, São Paulo, 1944). Pintor, desenhista, artista intermídia e professor. Como estudante, participa da 1ª Bienal de Artes Plásticas em Salvador e do 15º Salão Paulista de Arte Moderna, em 1966. Em 1968, forma-se em desenho pela Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em Sã...

Texto

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Mario Noboru Ishikawa (Presidente Prudente, São Paulo, 1944). Pintor, desenhista, artista intermídia e professor. Como estudante, participa da 1ª Bienal de Artes Plásticas em Salvador e do 15º Salão Paulista de Arte Moderna, em 1966. Em 1968, forma-se em desenho pela Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo. Entre 1968 e 1977, é professor da Faculdade de Belas Artes, na mesma cidade. Na Pinacoteca do Estado, realiza a mostra Lugar Comum (1977) e integra as exposições Xerografia (1980) e Arte Xerox Brasil (1984), em São Paulo, entre outras. 

Participa da Bienal Internacional de São Paulo em 1967 e 1989. Leciona artes plásticas na Faap entre 1970 e 1989. De 1971 a 1978, ministra aulas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e, desde 1995, integra o corpo docente do Departamento de Artes Plásticas da Universidade São Judas Tadeu. Em 1984, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), apresenta a exposição individual Discurso Político & Memórias. Durante a década de 1990, participa de mostras no Brasil e no Japão. Entre 1997 e 2002, integra o Salão Bunkyo de Arte Contemporânea, configuração mais recente do antigo Salão Seibi, espaço de produção, divulgação, discussão e crítica de obras produzidas por artistas nipo-brasilieiros.

 

Análise

A partir do início da década de 1970, Mário Ishikawa ganha reconhecimento pelas obras de xerografia e arte postal, trabalhos que revelam imagens de teor político. Desse período, destacam-se Brasil Correio, Homenagem (1974), Homenagem aos Dez Mais (s.d.) e Alfabeto dos Surdos-Mudos (s.d.). Nesses trabalhos, o artista explora as possibilidades de apropriação de imagens, interferindo sobre elas. Em On-Off (1973-1974), publicação composta de colaborações de diversos artistas, Ishikawa apresenta uma espécie de teste interpretativo no qual brinca com conceitos de símbolo, metáfora e alegoria.

O artista volta-se para a pintura no decênio seguinte, fazendo uso do craquelê em telas de temas diversos. Em Quo Vadis Mona Lisa? e Homage for Albers, ambas de 1986, Ishikawa utiliza essa técnica para se apropriar de obras ou de fragmentos que as identificam e estabelecer diálogo contemporâneo com ícones da história da arte – respectivamente La Gioconda, do italiano Leonardo da Vinci (1452-1519), e a série Homage to the Square, do estadunidense Josef Albers (1888-1976).

Interessado pelas possibilidades de divulgação oferecidas pelos novos meios, participa da ação L'Oeuvre du Louvre, de Paulo Laurentiz (1953-1991), em 1990, junto de Anna Barros (1931-2013), Lúcio Kume (1951), Milton Sogabe (1953) e Regina Silveira (1939). O grupo envia várias mensagens por fax, em uma invasão simbólica ao museu francês. 

Obras 11

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Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Gesto

Grafite e óxido de ferro sintético sobre tela
Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Homage For Albers

Grafite, óxido de ferro sintético e acrílico sobre hardboard
Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Incidente Vermelho

Óxido de ferro sintético sobre hardboard

Exposições 64

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Fontes de pesquisa 14

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  • AMARAL, Aracy; TORAL, André. Arte e sociedade no Brasil: de 1976 a 2003. São Paulo: Callis, 2005.
  • ARTE Xerox Brasil. Apresentação de Jorge da Cunha Lima; textos de Maria Cecília França Lourenço, Hudinilson Jr., Rosita Gouveia; curadoria de Hudinilson Jr. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1984.
  • ARTE como questão: anos 70. Curadoria Glória Ferreira; versão em inglês Stephen Berg et al. São Paulo, SP: Instituto Tomie Ohtake, 2009.
  • Arte: novos meios/multimeios: Brasil ´70/80. Apresentação de Daisy Valle Machado Peccinin. Organizado por FUNDAÇÃO ARMANDO ALVARES PENTEADO, São Paulo, SP. São Paulo: FAAP, 1985.
  • CYTRYNOWICZ, Roney. Guerra sem guerra: a mobilização e o cotidiano em São Paulo durante a Segunda Guerra Mundial. São Paulo: Geração Editorial; Edusp, 2000.
  • EMERGÊNCIA: 80 anos da imigração japonesa. Apresentação de Abram Szajman. São Paulo: Galeria Sesc Paulista, 1988.
  • ISHIKAWA, Mario. Mário Ishikawa. Coordenação de Inês Fenyves Sadalla; fotografia de Romulo Fialdini; apresentação de Enock Sacramento. São Paulo: Sadalla Galeria de Arte, 1988.
  • JURÉIA. Prefácio de Antonio Sadalla. Apresentação de João Paulo Capobianco. Textos de Priscila Siqueira e Olney Kruse. São Paulo: Sadalla Galeria de Arte, 1988.
  • PRADO, Gilbertto. Arte telemática: dos intercâmbios pontuais aos ambientes virtuais multiusuário. Apresentação de Arlindo Machado, Julio Plaza. São Paulo: Itaú Cultural, 2003.
  • PROSPECTIVA’ 74. Apresentação de Walter Zanini. São Paulo: MAC/USP, 1974.
  • SALÃO de Arte Contemporânea de Campinas, 13., 1988, São Paulo. 13º Salão de Arte Contemporânea de Campinas: simbologias e alternâncias -– momentos ocupacionais da expressão plásticas. Curadoria de Alberto Beuttenmüller et al.; fotografia de Renato L. Testa. Campinas: MAC – José Pancetti 1988.
  • TENDÊNCIAS do livro de artista no Brasil. Curadoria Annateresa Fabris e Cacilda Teixeira da Costa. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 1985.
  • VIDA e arte dos japoneses no Brasil: 80 anos de imigração japonesa no Brasil. Tradução de Antonio Nojiki. Apresentação de Fujio Tachibana e Pietro Maria Bardi. São Paulo: Masp: Banco América do Sul, 1988.
  • VÍRGULA 7. Texto de Leonor Amarante. Paris: Espaço Cultural Jorge Amado, 1997.

Como citar

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