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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Carlos Bracher

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.12.2016
19.12.1940 Brasil / Minas Gerais / Juiz de Fora
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Igreja e Casario em Ouro Preto, 1968
Carlos Bracher
Óleo sobre tela, c.i.d.
60,00 cm x 81,00 cm

Carlos Bernardo Bracher (Juiz de Fora, Minas Gerais, 1940). Pintor, desenhista, escultor, gravador. Frequenta a Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, Minas Gerais, por volta de 1959. Entre 1965 e 1966, em Belo Horizonte, é aluno de Fayga Ostrower (1920-2001) na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Estuda técnicas d...

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Biografia
Carlos Bernardo Bracher (Juiz de Fora, Minas Gerais, 1940). Pintor, desenhista, escultor, gravador. Frequenta a Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, Minas Gerais, por volta de 1959. Entre 1965 e 1966, em Belo Horizonte, é aluno de Fayga Ostrower (1920-2001) na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Estuda técnicas de mural e de mosaico com Inimá de Paula (1918-1999), na Escola Municipal de Belas Artes. Em 1967, recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) do Rio de Janeiro. Vai para a Europa, fixa-se principalmente em Paris e Lisboa, estuda pintura e expõe em galerias locais. Retorna ao Brasil em meados de 1970 e reside em Ouro Preto, Minas Gerais. Em 1989, é realizada a exposição retrospectiva de seus 30 anos de trabalho, intitulada Pintura Sempre, em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. No ano seguinte, pinta uma série de quadros em homenagem ao centenário da morte do pintor holandês Vincent van Gogh (1853 - 1890), que é exposta em várias galerias e museus no Brasil e no exterior. São editados vários livros sobre sua obra, entre eles, Bracher, do crítico Olívio Tavares de Araújo, pela editora Métron, em 1989, e Bracher: Do Ouro ao Aço, pela editora Salamandra, em 1992.

Análise
Nos anos 1960, ainda em período de formação - quando estuda com Fayga Ostrower, na UFMG -, Carlos Bracher pinta, predominantemente, as igrejas barrocas e o casario colonial mineiro. Cria imagens que são muitas vezes submetidas a grandes deformações, aproximando-se do expressionismo, como no quadro Igreja da Glória, 1965, no qual utiliza pinceladas largas e matéricas. Já no fim daquela década, suas obras indicam a admiração pelo cubismo, como se observa em Ouro Preto Noturna, 1968, que apresenta grande simplificação formal. Bracher substitui a pincelada solta por outra mais impessoal, criando superfície lisas, valorizando as linhas de contorno e a definição quase escultórica das formas, com o predomínio de uma gama cromática constituída por tons frios.

Como nota o crítico Olívio Tavares de Araújo, Bracher apresenta uma visão dramática da paisagem mineira. Também as paisagens do Rio de Janeiro e São Paulo são marcadas por essa dramaticidade, conferida principalmente pela gama cromática densa e escura, como em Estação da Luz, São Paulo, 1989, na qual a pincelada volta a ser larga e gestual. Ao longo de sua carreira, o artista tem, como tema freqüente, a paisagem e dedica-se ao "dramático e mágico exercício de compreendê-la".

Obras 29

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Exposições 185

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Fontes de pesquisa 17

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  • BRACHER, Carlos. Carlos Bracher. Curitiba: Simões de Assis Galeria de Arte, 1987.
  • BRACHER, Carlos. Carlos Bracher. Rio de Janeiro: Galeria Bonino, 1989.
  • BRACHER, Carlos. Carlos Bracher. São Paulo: Sadalla Galeria de Arte, 1989.
  • BRACHER, Carlos. Carlos Bracher: homenagem a Van Gogh. Belo Horizonte : Museu de Arte de Belo Horizonte, 1990.
  • BRACHER, Carlos. Carlos Bracher: pintura sempre. São Paulo: MASP, 1989.
  • BRACHER, Carlos. Marinhas. Belo Horizonte : Matiz Arte Galeria, 1987. 241 p. il. p. b. , foto.
  • BRACHER. Apresentação Moacyr Laterza, Ferreira Gullar, Olívio Tavares de Araújo. São Paulo: Métron, 1989. 176p.
  • BRACHER. Apresentação Moacyr Laterza, Ferreira Gullar, Olívio Tavares de Araújo. São Paulo: Métron, 1989. 176p.
  • Carlos Bracher, Fani Bracher, Inimá de Paula, Ivan Masquetti, Fernando Pacheco. Belo Horizonte: Nuance Galeria de Arte, 1995.
  • FANI e Carlos Bracher: duas vezes Minas. Curadoria Frederico Morais; tradução Ana Maria Barreiros. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1996.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LOUZADA, Maria Alice do Amaral. Artes Plásticas Brasil 2000. São Paulo: Júlio Louzada, 1999. v. 12.
  • ORSINI, Elisabeth. O calor de telas moldadas a ferro e fogo. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 5 de jun. de 1996.
  • OSÓRIO, Ticiano. A Outra Face de Carlos Bracher. Jornal Zero Hora, Porto Alegre, 7 de nov. de 1996.
  • PONTUAL, Roberto. Arte brasileira contemporânea: Coleção Gilberto Chateaubriand. Tradução Florence Eleanor Irvin, John Knox. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1976.
  • SALÃO DE ABRIL, 46., 1995, Fortaleza, CE. 46º Salão de Abril. Fortaleza: Fundação Cultural de Fortaleza, 1995.

Como citar

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