Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas


Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Maria Bonomi

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.09.2018
08.07.1935 Itália / Lombardia / Meina

O Acrobata, 2000
Maria Bonomi
Litografia em papel artesanal
30,00 cm x 30,00 cm

Maria Anna Olga Luiza Bonomi (Meina, Itália 1935). Cenógrafa e figurinista. Realiza cenários e figurinos de destaque nos anos 1960, principalmente ao lado do diretor Antunes Filho, com quem realiza trabalhos em que cenografia e encenação interagem num amálgama artístico de primeira grandeza.

Texto

Abrir módulo

Biografia
Maria Anna Olga Luiza Bonomi (Meina, Itália 1935). Cenógrafa e figurinista. Realiza cenários e figurinos de destaque nos anos 1960, principalmente ao lado do diretor Antunes Filho, com quem realiza trabalhos em que cenografia e encenação interagem num amálgama artístico de primeira grandeza.

Opta pela nacionalidade brasileira em 1953, formando-se em desenho na Universidade de Columbia, Nova York, em 1956, tornando-se artista plástica.

Seu primeiro trabalho como cenógrafa é em As Feiticeiras de Salém, de Arthur Miller, em 1960, para o Pequeno Teatro de Comédia. No ano seguinte, para essa mesma companhia, faz Sem Entrada e Sem Mais Nada, de Roberto Freire, ambos espetáculos de Antunes Filho, seu futuro marido.

Em 1962, no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), está em Yerma, de Federico García Lorca, outra encenação de Antunes, levando o Prêmio Associação Paulista de Críticos de Teatro (APCT), de melhor figurino. Logo a seguir, faz A Morte do Caixeiro Viajante, de Arthur Miller, uma direção de Flávio Rangel para a casa. Para o Teatro da Esquina, empreendimento de Antunes e Ademar Guerra, Maria faz dois trabalhos de grande relevo: A Megera Domada, de William Shakespeare, em 1965, premiada com o Saci, Molière e APCT de melhor cenógrafa, e A Cozinha, de Arnold Wesker, 1968, em que ganha melhor cenografia pelo Prêmio Governador do Estado, ambos conduzidos por Antunes.

Para o mesmo diretor, em 1967, cenografa Black-Out, de Frederick Knott, reproduzindo um autêntico apartamento nova-iorquino para ambientar a ação.

Para o mesmo encenador cria, em 1970, os figurinos de Peer Gynt, de Henrik Ibsen, sendo novamente premiada. Em 1971, cria o apartamento do publicitário de Corpo a Corpo, de Oduvaldo Vianna Filho, sua última colaboração com Antunes Filho, de quem se separa em 1972. Com Ademar Guerra, no Paraná, faz dois trabalhos bem-sucedidos: A Colônia Cecília, de Renata Palottini, em 1984, e Noite na Taverna, de Álvares de Azevedo, 1989, duas superproduções envolvendo elencos numerosos.

Sobre a importância da parceria artística entre Maria e Antunes, comenta o diretor Ademar Guerra: "Depois de Doce Pássaro, Antunes Filho volta da Europa e dirige no Pequeno Teatro de Comédia As Feiticeiras de Salém, de Arthur Miller, e Sem Entrada e Sem Mais Nada, de Roberto Freire. Nessa época, Maria Bonomi entra na vida do Antunes. Ela o faz mudar. Maria foi a ponte para Antunes dar seu grande salto qualitativo. A sua influência na carreira dele é muito grande. Eles se conheceram em As Feiticeiras de Salém - ela fazia cenário e figurino. Ali Maria começa a ampliar a visão de Antunes. Ela percebe o gênio e o estimula a se abrir para as coisas que ele poderia entender e fazer. Sem Maria, não sei o que seria do Antunes. Ela o ajuda a queimar etapas, de uma forma positiva. O que me impressionou na Maria Bonomi, desde que a conheci, é que está sempre muitos anos à frente. Ela intui as coisas antes que aconteçam. Devia abrir uma tenda, dessas que lêem o futuro, tamanha a sua capacidade de se antecipar aos fatos, às tendências... ".1

Notas
1. GUERRA, Ademar: Depoimento sobre Maria Bonomi. In: MENDES, Oswaldo. Ademar Guerra: teatro de um homem só. São Paulo: Senac, 1997. p. 43.

Obras 24

Abrir módulo
Reprodução fotográfica João L. Musa/Itaú Cultural

Acoplamento

Xilogravura
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini/Itaú Cultural

AN - AM

Xilogravura
Reprodução fotográfica João L. Musa/Itaú Cultural

Beiras Altas

Xilogravura
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini/Itaú Cultural

Cobra Norato

Xilogravura

Espetáculos 27

Abrir módulo

Exposições 325

Abrir módulo

Mesas redondas 1

Abrir módulo

Oficinas 1

Abrir módulo

Mídias (1)

Abrir módulo
Maria Bonomi - Enciclopédia Itaú Cultural
“A gravura é a matemática das artes. Acontece coletivamente e supõe um artista com uma visão de futuro. Nada é supérfluo ou banal. Uma arte com destino para a alma.” Assim Maria Bonomi resume sua paixão pela gravura. Também escultora, muralista, figurinista e cenógrafa, desde o início de sua carreira, na década de 1950, ela investe em aproximar-se do público, ocupando espaços urbanos. Italiana radicada no Brasil, a criadora transgride e ultrapassa os limites do academicismo, contextualizando sua criação como expressão social. Suas obras impactam pelo jogo de cores, transparências e texturas, reproduzidas em diferentes formatos. Suas ideias vêm da percepção da natureza e do cotidiano, e os desenhos, resultantes dos sulcos da gravura, são sua matéria-prima. Transformadas a partir da manipulação de matrizes, as imagens surgem em barro, madeira ou metal, multiplicadas em papel, alumínio, concreto e poliéster.

Produtora: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Fontes de pesquisa 34

Abrir módulo
  • ARTE e artistas plásticos no Brasil 2000. São Paulo: Meta, 2000.
  • ARTE e artistas plásticos no Brasil 2000. São Paulo: Meta, 2000. 700.981 A786
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994.
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994. 700 BI588sp Sec.XX
  • BONOMI, Maria. 7 horizontes do homem: Venezuela - Brasil. São Paulo : Memorial da América Latina, 1998. 241 p. il. p.b., fot.
  • BONOMI, Maria. 7 horizontes do homem: Venezuela - Brasil. São Paulo: Fundação Memorial da América Latina, 1998. [16p.], il. color. B719s 1998
  • BONOMI, Maria. Xilografias de Maria Bonomi. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994. Não Cadastrado
  • CINTRÃO, Rejane (Coord.). Arte brasileira sobre papel na coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Tradução Izabel Murat Burbridge. Apresentação Tadeu Chiarelli. São Paulo: MAM, 1999. [48] p., il. color.
  • CINTRÃO, Rejane (Coord.). Arte brasileira sobre papel na coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Tradução Izabel Murat Burbridge. Apresentação Tadeu Chiarelli. São Paulo: MAM, 1999. [48] p., il. color. SPmam 1999/ab
  • DÓRIA. Renato P. A xilogravura em Maria Bonomi e Renina Katz. Revista de História da Arte e Arqueologia. Campinas, n. 2, p. 306-307, 309, 1995. Não Cadastrado
  • EPIGRAMAS: Maria Bonomi: Biombos: Haron Cohen. São Paulo: Múltipla de Arte, 1984. il. p.b. SPma 1984
  • FRASER, Etty. Etty Fraser. São Paulo: [s.n.], s.d. Entrevista concedida a Rosy Farias, pesquisadora da Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. Não Catalogado
  • GRAVURA moderna brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes. Curadoria Rubem Grilo. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas Artes, 1999.
  • GRAVURA moderna brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes. Curadoria Rubem Grilo. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas Artes, 1999. CAT-G RJmnba 1999/g
  • GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000.
  • GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000. IC 769 G777
  • GUERINI, Elaine. Nicette Bruno & Paulo Goulart: tudo em família. São Paulo: Cultura - Fundação Padre Anchieta: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004. 256 p. (Aplauso Perfil). 792.092 G932n
  • GUIMARÃES, Carmelinda Soares. Antunes Filho: um renovador do teatro brasileiro. Campinas: Unicamp, 1998. 183 p.
  • GUZIK, Alberto. TBC: crônica de um sonho. São Paulo: Perspectiva, 1986.
  • KLINTOWITZ, Jacob. Maria Bonomi, gravadora. Fotografia Ana Vitória Mussi, Cristiano Mascaro, Marta Torre, João Caldas, Elaine Eiger, Madalena Schwartz, J. Marti , Catherine A. Kruli; projeto gráfico Janio Garcia. São Paulo: KPMG, 1999. 144 p., il. p&b., color. 769 B719k
  • KLINTOWITZ, Jacob. Maria Bonomi, gravadora. São Paulo: KPMG, 1999. 144 p., il. p&b., color.
  • KLINTOWITZ, Jacob. Xilo em Maria Bonomi, amor e transformação. Gravura & Gravadores. São Paulo. Ano I, n.1, 1986, pp.8-10.
  • KLINTOWITZ, Jacob. Xilo em Maria Bonomi, amor e transformação. Gravura & Gravadores. São Paulo. Ano I, n.1, 1986, pp.8-10. Não Cadastrado
  • MARIA Bonomi e Renina Katz: gravuras recentes. Curadoria Alex Gama. Rio de Janeiro: Museu Histórico Nacional, 1999.
  • MARIA Bonomi e Renina Katz: gravuras recentes. Curadoria Alex Gama. Rio de Janeiro: Museu Histórico Nacional, 1999. RJmhn 1999/m
  • MICHALSKI, Yan. Antunes Filho. PEQUENA Enciclopédia do Teatro Brasileiro Contemporâneo. Material inédito, elaborado em projeto para o CNPq. Rio de Janeiro, 1989.
  • MILARÉ, Sebastião. Antunes Filho e a dimensão utópica. São Paulo: Perspectiva, 1994.
  • MULHERES gravadoras: uma homenagem à Edith Behring. Curadoria Ana Maria Netto Nogueira; revisão Edith Piza. Jacareí: Casa da Gravura, 1998.
  • MULHERES gravadoras: uma homenagem à Edith Behring. Curadoria Ana Maria Netto Nogueira; revisão Edith Piza. Jacareí: Casa da Gravura, 1998. SPcg 1998/m
  • PRADO, Décio de Almeida. Yerma. In: ______. Teatro em progresso: crítica teatral, 1955-1964. São Paulo: Martins, 1964.
  • Programa do Espetáculo - Boa Noite, Mãe - 1984 SP. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo A Megera Domada - 1965. Não catalogado
  • VLAVIANOS, Gabriel (Coord.). Vigência. Projeto gráfico Gabriel Vlavianos; texto Olívio Tavares de Araújo; fotografia João Caldas. São Paulo: Múltipla de Arte, 2000. [32] p., il. p&b, color. SPma 2000/v
  • VLAVIANOS, Gabriel (coord.). Vigência. São Paulo: Múltipla de Arte, 2000. [32] p., il. p&b, color.

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: