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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Anésia Pacheco e Chaves

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 04.08.2019
1931 França / Ile de France / Paris
Anésia Pacheco e Chaves (Paris, França 1931). Pintora, desenhista, escultora, gravadora, escritora. Muda-se com a família para o Brasil, aos quatro anos de idade, e fixa residência em São Paulo. Inicia o aprendizado artístico nos cursos e ateliês de Anita Malfatti (1889-1964), Di Cavalcanti (1897-1976) e Livio Abramo (1903-1992), e participa do ...

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Biografia

Anésia Pacheco e Chaves (Paris, França 1931). Pintora, desenhista, escultora, gravadora, escritora. Muda-se com a família para o Brasil, aos quatro anos de idade, e fixa residência em São Paulo. Inicia o aprendizado artístico nos cursos e ateliês de Anita Malfatti (1889-1964), Di Cavalcanti (1897-1976) e Livio Abramo (1903-1992), e participa do Atelier-Abstração. Em 1952, viaja para Paris, frequenta a Académie de la Grande Chaumière e faz o curso de história e crítica de arte na escola do Museu do Louvre. Na capital francesa, também estuda com Fernand Léger (1881-1955) e André Lhote (1885-1962). Participa da Bienal Internacional de São Paulo em 1953, 1957 e 1959. De volta ao Brasil, na década de 1960, dedica-se prioritariamente à pintura, cujos resultados são expostos em individual na galeria Atrium, em São Paulo, em 1965. Expõe na Bienal de Veneza, em 1978, e na Bienal Internacional de São Paulo, em 1989, ocupa uma sala especial com o trabalho Abandonando as Bagagens. Representa o Brasil na Exposição Internacional Poesia Visual, na Itália, em 1974. A partir de 1970, fortalece sua atividade de escritora e crítica e, entre 1978 e 1985, escreve sobre arte, cultura e feminismo no jornal Folha de S.Paulo. Realiza um audiovisual com base em seus livros-obras Cadernos de uma Mulher, em 1981. Publica os livros E Agora, Mulher?, em 1986, Cadernos, 1993, Rolos, 1997, Manchas, 1999, Objetos Ansiosos: Ensaios, 2001, entre outros.

 

Análise

A obra de Anésia Pacheco e Chaves localiza-se nas interseções do desenho, da pintura e da literatura, sobretudo da poesia. As inscrições no papel são antes de mais nada formas e grafismos. O próprio papel oscila entre o suporte e o objeto, apresentado de diversos modos: folhas planas, enroladas, amarradas, transformadas. A artista confere ao livro o estatuto de obra de arte; não "livro de arte", mas "livro-arte", objeto artesanal para ser visto, lido, manuseado, experimentado. As palavras escritas entram nas pinturas em 1972 e nunca mais são abandonadas. Os livros-obras, por sua vez, são realizados a partir de 1975. Neles, encontram-se desenhos, colagens, pinturas, gravuras e textos. "Os cadernos tornam possível jogar com o texto escrito e, ao mesmo tempo, com a imagem. Gosto disso, da ambiguidade. O que ilustra o quê? A imagem, o texto ou o texto, a imagem?" Mas o livro de Anésia Pacheco e Chaves não por acaso se intitula "caderno", lugar de anotações, de inscrições e de registros de vários tipos. O caderno guarda proximidade com o "diário" pelo tom confessional que possui. Forma aberta por natureza, traz consigo o sabor de obra em construção, de ensaio que, nesse caso, combina matéria artística e reflexiva. Em suas palavras: "O livro de artista tem um vínculo inegável com uma expressão feminina, o diário íntimo. Por isso encontramos, desde seu início, a presença de mulheres-artistas na sua criação, sem que isto exclua artistas-homens".

 

Exposições 68

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Fontes de pesquisa 14

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  • BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 20., 1989, São Paulo, SP. Catálogo geral. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1989. v. 1.
  • CHAVES, Anésia Pacheco e. Cadernos, 2. São Paulo: Miró, [2009].
  • CHAVES, Anésia Pacheco e. Cadernos. Tradução Rozanne M. de C. Leite Zachetti, Paulo Latez. São Paulo: Árvore da Terra, 1993.
  • CHAVES, Anésia Pacheco e. E agora, mulher? Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.
  • CHAVES, Anésia Pacheco e. Manchas. Tradução Maryvone Petorelli. São Paulo: Árvore da Terra, 1998.
  • CHAVES, Anésia Pacheco e. Perdição: ensaios. São Paulo: Árvore da Terra, 2003.
  • CHAVES, Anésia Pacheco e. Rolos. São Paulo: Árvore da Terra, 1996.
  • CHAVES, Anésia Pacheco e. Sem nome: ensaios. São Paulo: Edição do Autor, 2004.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • PANORAMA DE ARTE ATUAL BRASILEIRA, 1971, São Paulo, SP. Panorama de Arte Atual Brasileira 1971: desenho, gravura. São Paulo: MAM, 1971.
  • PANORAMA DE ARTE ATUAL BRASILEIRA, 1974, São Paulo, SP. Panorama de Arte Atual Brasileira 1974: desenho, gravura. São Paulo: MAM, 1974.
  • POÉTICAS visuais. São Paulo: MAC/USP, 1977.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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