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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Vasco Prado

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 16.02.2022
16.04.1914 Brasil / Rio Grande do Sul / Uruguaiana
09.12.1998 Brasil / Rio Grande do Sul / São Leopoldo
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini/Itaú Cultural

Soldado Morto, 1951
Vasco Prado
Linoleogravura
25,60 cm x 19,00 cm
Acervo Instituto Itaú Cultural (São Paulo, SP) - Doação Carlos Scliar

Vasco Prado Gomes da Silva (Uruguaiana, Rio Grande do Sul, 1914 – Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 1998). Gravador, escultor, tapeceiro, ilustrador, desenhista, professor. Com linhas curvas, valorizando as formas e explorando variados materiais, Vasco Prado explora a figura humana e os contornos dos animais.

Texto

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Vasco Prado Gomes da Silva (Uruguaiana, Rio Grande do Sul, 1914 – Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 1998). Gravador, escultor, tapeceiro, ilustrador, desenhista, professor. Com linhas curvas, valorizando as formas e explorando variados materiais, Vasco Prado explora a figura humana e os contornos dos animais.

Em 1940, frequenta por breve período a Escola de Belas Artes de Porto Alegre, mas sai da instituição e inicia pesquisas em escultura como autodidata. Em 1941, instala seu primeiro ateliê com Iberê Camargo (1914-1994) e é assistido pelo pintor Oscar Boeira (1883-1943). No mesmo ano, participa da primeira exposição coletiva na Galeria do Instituto de Belas Artes, em Porto Alegre. 

Entre 1947 e 1948, estuda em Paris como bolsista do governo francês. É aluno do pintor francês Fernand Léger (1881-1955) e do escultor franco-húngaro Étienne Hajdu (1907-1996). Frequenta por curto período o ateliê de gravura da École Nationale Supérieure des Beaux-Arts. Em Paris, entra em contato com o artista mexicano Leopoldo Mendez (1902-1969), dirigente do Taller de Gráfica Popular. Esse encontro desperta em Prado o interesse pela gravura.

Retorna ao Brasil em 1949 e realiza sua primeira exposição individual na Galeria do Correio do Povo, em Porto Alegre. Em 1950, funda o Clube de Gravura de Porto Alegre, com Carlos Scliar (1920-2001).  do qual participam também Glauco Rodrigues (1929-2004), Danúbio Gonçalves (1925-2019) e Glênio Bianchetti (1928-2014). A união do grupo se pauta pela afirmação do valor social da arte e pelo interesse de representar a realidade local. 

No ofício de escultor é possível notar a influência dos trabalhos do escultor francês Auguste Rodin (1840-1917). Em 1960, realiza escultura em bronze para a cidade de Pelotas, na qual retoma o tema do Negrinho do Pastoreio, apresentado, porém, com uma concepção mais livre, em que se evidencia o despojamento formal. Em Acrólito (1965), o curador Agnaldo Farias (1955) destaca a mistura de técnicas distintas na fusão da “docilidade de madeira” com a rigidez do bronze. Além desses dois materiais, Prado trabalha com terracota em suas esculturas.  

O artista procura temáticas ligadas aos valores regionais, como o tema do cavaleiro e do cavalo. A figura humana costuma ser  representada com um amplo sentido de dignidade, e o animal, com atributos de força e altivez, sem perder a suavidade. Os contornos femininos, com traçados curvos e sinuosos, também são recorrentes objetos de representação. 

Em 1967, participa da X Bienal Internacional de Arte de São Paulo. Entre 1968 e 1969, faz estágio como artista convidado, viaja pela Europa e expõe em Madri, Munique e Roma. Em 1968, recebe a medalha de prata na I Bienal do Metal realizada em Varsóvia, Polônia. Também atua como professor: em 1966 leciona escultura no Ateliê Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e ministra cursos na Universidade de Caxias do Sul e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Mars).

Em 1972, ganha o Concurso Nacional para o Mural da Assembleia Legislativa do estado do Rio Grande do Sul, o que resulta na obra Revolução Farroupilha (1973). Em 1976, o monumento Tiradentes é instalado também na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. Entre 1987 e 1991, atua como diretor do Mars.

Em 1994, é realizada a retrospectiva Vasco Prado, 80 Anos, na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. No mesmo ano, Iberê Camargo pinta um retrato de Vasco Prado, cuja residência em Porto Alegre é transformada em memorial em 2000, com a finalidade de preservar documentos, objetos pessoais e obras do artista. Em 2013, a Fundação Iberê Camargo realiza a exposição Xico, Vasco e Iberê: o Ponto de Convergência”, que celebra as obras e a amizade de Francisco Stockinger (1919-2009), Iberê Camargo e Vasco Prado.

Comprometido com o lugar de origem e em busca de diferentes linguagens para expressar a vida, Vasco Prado dá forma aos contornos humanos e animais em suas gravuras e esculturas. Atuante na transmissão do conhecimento e autor de obras públicas e monumentos, o valor social da arte tem papel importante em seu trabalho.

Obras 10

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Reprodução Fotográfica Ricardo Irineu/Itaú Cultural

Farroupilhas

Linoleogravura
Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Liberdade n° 1

Alumínio fundido pintado a duco

Exposições 137

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Fontes de pesquisa 16

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  • 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • AMARAL, Aracy. Arte para quê?: a preocupação social na arte brasileira: 1930-1970: subsídio para uma história social da arte no Brasil. São Paulo: Nobel, 1984. p.240.
  • BORNHEIM, Gerd A. Medidas do escultor Vasco Prado. Folha de S. Paulo, São Paulo, 28 out. 1989.
  • GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000.
  • KLINTOWITZ, Jacob. Vasco Prado: gravador, desenhista, escultor: ele aprende as coisas que seu coração dita. Skultura, São Paulo, inverno de 1984. p.11.
  • PRADO, Vasco. Vasco Prado: escultor. Apresentação Álvaro Cunha; texto Gerd Bornheim, Alfredo Aquino, Angela Varela, Paula Ramos, Suzana Alves Cazarré, Rogério Malinsky; fotografia Leopoldo Plentz, Pierre Yves Refalo. Porto Alegre: Animae, 2001.
  • PRADO, Vasco. Vasco Prado: esculturas, cerâmica e bronze. Apresentação Armindo Trevisan. São Paulo: Skultura Galeria de Arte, 1990. 1 folha dobrada, il. p&b.
  • PRADO, Vasco. Vasco Prado: oitenta anos. Porto Alegre: Secretaria Municipal de Cultura, 1994. 16 p., il. p&b. color.
  • ROSA, Renato; PRESSER, Décio. Dicionário de artes plásticas no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 1997.
  • TREVISAN, Armindo. 50 Anos de escultura: Vasco Prado. Skultura, São Paulo, n.31, jun./set. 1990. p.6-7.
  • VASCO PRADO. Laboratório de Design Virtual. Projeto PVS/FAPERGS. Porto Alegre. Disponível em: https://www.ufrgs.br/vid-patrimoniometalico/vasco-prado/. Acesso em: 16 set. 2021.
  • VASCO Prado. Porto Alegre: Museu de Arte do Rio Grande do Sul; São Paulo: Companhia Iochpe de Participações, 1984.
  • XICO, VASCO E IBERÊ, 2013, Porto Alegre. Francisco Stockinger, Vasco Prado e Iberê Camargo: O Ponto de Convergência. Fundação Iberê Camargo. Porto Alegre, 2013. 63 p. Exposição realizada no período de 6 set. a 17. nov. 1999. Curadoria de Agnaldo Farias. Disponível em: http://iberecamargo.org.br/wp-content/uploads/2018/10/catalogo_xico-vasco-e-iberecc82-o-ponto-de-convergecc82ncia.pdf. Acesso em: 16 set. 2021.
  • ZANINI, Walter (org.). Escultores contemporâneos do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Ed. da Universidade/UFRGS, 1983. p.34-49, p.159.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.
  • ZANINI, Walter (org.). Vasco Prado. Porto Alegre: Galeria Tina Presser, 1983.

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