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Enciclopédia Itaú Cultural
Música

Benjamim de Oliveira

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 28.01.2022
11.06.1870 Brasil / Minas Gerais / Pará de Minas
03.05.1954 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Reprodução fotográfica Jornal A Noite

Benjamim de Oliveira
Benjamim de Oliveira
Acervos Erminia Silva/Família de Benjamim de Oliveira

Benjamim Oliveira (Pará de Minas, Minas Gerais, 1870 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1954). Palhaço, ator, cantor, instrumentista e compositor. Benjamim é um dos responsáveis pela difusão do circo-teatro no Brasil, mesclando o ambiente e técnicas circenses com adaptações de clássicos da dramaturgia.

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Benjamim Oliveira (Pará de Minas, Minas Gerais, 1870 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1954). Palhaço, ator, cantor, instrumentista e compositor. Benjamim é um dos responsáveis pela difusão do circo-teatro no Brasil, mesclando o ambiente e técnicas circenses com adaptações de clássicos da dramaturgia.

Benjamim, filho de Malaquias Chaves, capataz de fazenda, e de Leandra de Jesus, escravizada na mesma fazenda, nasce alforriado e aos 12 anos foge pela primeira vez com o Circo Sotero. Antes de fugir, exerce diversos trabalhos, como candeeiro, guarda-freio e vendedor de bolos para o público que frequenta o Sotero, onde tem seu primeiro contato com o universo circense.

É no Sotero que aprende suas primeiras acrobacias e técnicas de trapézio com o mestre Severino de Oliveira, de quem adota o sobrenome na vida artística. Três anos depois, foge novamente, possivelmente devido à discriminação racial e agressões sofridas.

Benjamim trabalha em alguns circos pelo interior de Minas Gerais e São Paulo, até que consegue um trabalho remunerado como acrobata no circo do norte-americano Jayme Pedro Adayme, na cidade paulista de Mococa. Aos 20 anos, substitui o palhaço da companhia, marcando seu início nesse papel. Sem experiência, em suas primeiras apresentações é vaiado e criticado pelo público.

Após se firmar como palhaço, passa por outras companhias circenses até 1892, quando começa a trabalhar para o circo do português Manoel Gomes, conhecido como Comendador Caçamba. Nesse momento, Benjamim já é reconhecido pela crítica por sua atuação como palhaço. É com o circo de Comendador Caçamba que chega ao Rio de Janeiro e passa a ter seu trabalho admirado por importantes figuras públicas da época, entre elas, o Marechal Floriano Peixoto (1839-1895), então presidente da recém-proclamada República brasileira.

A partir de 1896, Benjamim atua no circo Spinelli e passa as primeiras décadas do século XX gravando cançonetas, lundus e modinhas, totalizando seis discos pela Columbia Records entre 1907 e 1912. Nesse período, estampa os materiais de divulgação da companhia por seu reconhecimento do público e da crítica.

Ainda atuando no Spinelli, é um dos responsáveis pela introdução do circo-teatro no Rio de Janeiro. Além disso, canta e toca violão nos entreatos, especialmente composições de seu amigo Catulo da Paixão Cearense (1863-1946). A atuação de Benjamim marca uma revolução no circo brasileiro, ao introduzir outras linguagens artísticas, contribuindo para a divulgação de importantes composições e textos para o grande público. 

Lembrado como importante nome por representantes do teatro brasileiro, como o ator Procópio Ferreira (1898-1979), Benjamim enfrenta dificuldades financeiras após encerrar sua carreira no circo, em 1940, o que mobiliza artistas e intelectuais, como o escritor Jorge Amado (1912-2001), em uma campanha para que receba auxílio financeiro do governo federal, aprovado apenas sete anos depois de sua aposentadoria.

Mesclando modos de interpretar e incorporando a música em sua atuação, Benjamim de Oliveira particulariza o modo de fazer circo de lona no país, levando para as grandes capitais a estética típica dos espetáculos do interior, aliada a textos conhecidos nos palcos de grandes companhias teatrais.

Obras 2

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Exposições 2

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Mídias (1)

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O circo-teatro e o artista nato – Ocupação Benjamim de Oliveira
Erminia Silva, Maurício Tizumba e Wildson França comentam o circo-teatro e a formação de Benjamim, que tinha um conhecimento geral de artes e desempenhava diferentes tarefas: escrevia, compunha músicas, atuava, era protagonista. Tizumba e França falam ainda do racismo estrutural com que Benjamim convivia e ainda hoje convive – por um apagamento de sua história.

A 54ª "Ocupação Itaú Cultural" apresenta a vida e a obra de um dos mais importantes artistas circenses do Brasil, Benjamim de Oliveira. Esta "Ocupação" – a primeira a homenagear um artista circense – apresenta a família e a carreira de Benjamim, assim como representa o circo no Brasil entre o final do século XIX e o começo do XX.

Acesse o site da "Ocupação Benjamim de Oliveira": https://www.itaucultural.org.br/ocupacao/benjamim-oliveira/

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Captação de imagens remotas WT1 (terceirizada)
Motion design: João Zanetti (terceirizado)
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Trilha sonora: "The romantic side of the looney cat", piano version, de Ziv Grinberg/(Artlist)

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Fontes de pesquisa 7

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