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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Ado Malagoli

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
1906 Brasil / São Paulo / Araraquara
04.03.1994 Brasil / Rio Grande do Sul / Porto Alegre
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Auto-Retrato, 1941
Ado Malagoli
Óleo sobre tela
50,00 cm x 61,00 cm

Ado Malagoli (Araraquara SP 1906 - Porto Alegre RS 1994). Pintor, professor. Em 1922, cursa artes decorativas na Escola Profissional Masculina do Brás, em São Paulo, onde é aluno de Giuseppe Barchita. Entre 1922 e 1928, cursa o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Laosp, onde estuda com Enrico Vio (1874 - 1960). Nessa época, entra em contato ...

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Biografia
Ado Malagoli (Araraquara SP 1906 - Porto Alegre RS 1994). Pintor, professor. Em 1922, cursa artes decorativas na Escola Profissional Masculina do Brás, em São Paulo, onde é aluno de Giuseppe Barchita. Entre 1922 e 1928, cursa o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Laosp, onde estuda com Enrico Vio (1874 - 1960). Nessa época, entra em contato com Alfredo Volpi (1896 - 1988) e Mario Zanini (1907 - 1971), com os quais costuma pintar paisagens dos arredores da cidade. Trabalha com Francisco Rebolo (1902 - 1980) na pintura de painéis decorativos. Muda-se para o Rio de Janeiro, e ingressa na Escola Nacional de Belas Artes - Enba, em 1928. Participa, ainda, da fundação do Núcleo Bernardelli, em 1931. Sua produção é predominantemente figurativa. Em 1942, recebe, no 48º Salão Nacional de Belas Artes - SNBA, o prêmio de viagem ao exterior, e vai para os Estados Unidos, onde permanece por três anos. Cursa história da arte e museologia no Fine Arts Institute, da Universidade de Colúmbia, e organização de museus no Brooklin Museum. Ao retornar ao Brasil, fixa-se em Porto Alegre, após um período de permanência no Rio de Janeiro. Ingressa como professor de pintura no Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul, no qual atua entre 1952 e 1976. Cria, em 1954, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, inaugurado em 1957. Em 1997, em homenagem ao fundador, esse museu passa a chamar-se Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli.

Comentário Crítico
Ado Malagoli participa da fundação do Núcleo Bernardelli no Rio de Janeiro, em 1931. Com uma pintura figurativa, revela a preocupação com questões sociais. Pinta também cenas urbanas, naturezas-mortas, retratos e paisagens.
 
A produção de Malagoli e de outros artistas ligados ao Núcleo Bernardelli pode ser compreendida dentro dos propósitos do retorno à ordem. Sua obra revela um interesse pela pintura italiana "neo-renascentista", como pode ser notado nos quadros que fazem referência à tradição das Vênus na paisagem. Em suas pinturas, a linha predomina sobre a cor, e o artista representa o corpo humano de forma idealizada.

Malagoli viaja para Porto Alegre em 1952, quando atua também como professor, colaborando na renovação das artes no Rio Grande do Sul e participando da reestruturação do ensino de pintura na Escola de Belas Artes. Cria o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, que posteriormente recebe seu nome, e promove importantes exposições, como as de Weingärtner (1853 - 1929) e Candido Portinari (1903 - 1962). Em sua obra madura destacam-se pinturas de casarios e ruínas, de tom expressionista, nas quais às vezes dialoga com a abstração.

Obras 20

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

A Cidade Vazia

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

A Queda II

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Auto-Retrato

Óleo sobre tela

Exposições 92

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Fontes de pesquisa 16

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  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1982.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997. R750.81 A973d 2.ed.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 1992. 2v. R759.981 A973d v.2
  • CHIARELLI, Tadeu. O Novecento e a arte brasileira. In: ______. Arte internacional brasileira. São Paulo: Lemos, 1999. 311 p., il. color.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989. R703.0981 P818d
  • KLINTOWITZ, Jacob. Versus: dez anos de crítica de arte. Prefácio Jacob Klintowitz; apresentação Pietro Maria Bardi. São Paulo: Galeria de Arte André, 1978. 143 p.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. [S.l.]: Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. R759.981 L533d
  • MALAGOLI, Ado. Ado Malagoli: 60 anos de pintura. Porto Alegre: Galeria Tina Presser, 1982. 127p. il. p.b., foto.
  • MALAGOLI, Ado; QUINTANA, Mario. Ado Malagoli visto por Mário Quintana. Texto Jacob Klintowitz. Rio de Janeiro: L. Christiano, 1985. 134 p., il. p.b. color.
  • MORAIS, Frederico. Núcleo Bernardelli: arte brasileira nos anos 30 e 40. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1982. 136 p., il. p&b color.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • ROSA, Renato, PRESSER, Décio. Dicionário de artes plásticas no Rio Grande do Sul. 2. ed. rev. ampl. Porto Alegre: Ed. da UFRGS, 2000. 527p. R700.98165 R7887d 2. ed.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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