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Enciclopédia Itaú Cultural

José Clemente Pozenato

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 08.01.2020
1938 Brasil / Rio Grande do Sul / São Francisco de Paula
José Clemente Pozenato (São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul, 1938). Romancista, poeta, cronista e professor. Completa os estudos secundários em Caxias do Sul. Torna-se bacharel em filosofia, com mestrado em literatura brasileira pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e faz doutoramento em letras pela Pontifícia Universidade Catól...

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José Clemente Pozenato (São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul, 1938). Romancista, poeta, cronista e professor. Completa os estudos secundários em Caxias do Sul. Torna-se bacharel em filosofia, com mestrado em literatura brasileira pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e faz doutoramento em letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS).

Leciona literatura na Universidade de Caxias do Sul (UCS), de 1966 até 2010. Sua estreia na literatura se dá em 1967, com o livro de poemas Matrícula, seguido por mais quatro poemários reunidos em Mapa de Viagem (2000). Publica o livro de ensaios O Regional e o Universal na Literatura Gaúcha (1974), premiado pelo Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul.

Entre 1985 e 2008, escreve quatro novelas policiais ambientadas na região serrana do Sul do país, todas protagonizadas pelo delegado Hilário Pasúbio, um ex-seminarista de ética rigorosa, cultor da honestidade e inveterado fumante. A ficção de maior destaque de Pozenato é o romance O Quatrilho (1985), adaptado para o cinema em filme dirigido por Fábio Barreto (1957), com indicação para o Oscar de melhor filme estrangeiro, em 1996. Para crianças, escreve O Jacaré da Lagoa (1990). Em 1999, publica Conversa Solta, seleção de crônicas semanais redigidas para o jornal Pioneiro, de Caxias do Sul. É membro da Academia Sul-Brasileira de Letras e da Academia Rio-Grandense de Letras.

Análise

A poesia de José Clemente começa a ser publicada no final dos anos sessenta, sob a influência do modernismo da Geração 45, da qual herda o cariz tradicional de sua lírica, em grande parte organizada por meio da opção métrica da redondilha. Trata-se de uma poesia que percorre o ambiente rural do sul do país e tem como eixos temáticos: o menino, o cavalo, o campo e a vida dos colonos. Mapa de Viagem (2000), por exemplo, busca cartografar lugares visitados, por meio de uma lírica com base na experiência. 

Em sua prosa, José Clemente, explora a vida na colônia, notadamente em O quatrilho, uma espécie de recorte antropológico da imigração italiana para o sul do país, por meio da construção de um panorama histórico. O narrador onisciente,  em terceira pessoa, utiliza a metáfora do jogo de cartas quatrilho, que prevê a troca de parceiros a cada rodada da partida, para ilustrar a relação entre os personagens do romance. O casal Ângelo Gardone e Teresa Besana junta-se ao casal Mássimo Boschini e Pierina, indo morar na mesma casa, para a abertura de uma colônia nas cercanias de Caxias do Sul. Lá sustentam-se do comércio de produtos extraídos da terra. No decorrer do enredo, Teresa e Mássimo apaixonam-se e fogem, o que proporciona a aproximação de Ângelo e Pierina, conforme a ideia do jogo-título.  O fundo da narrativa expõe os preconceitos da região relativos à moral cristã, aponta a ética do trabalho do imigrante e a acumulação de capital.

Fontes de pesquisa 5

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  • POZENATO, José Clemente. Mapa de viagem: poesia reunida. Caxias do Sul: Educs, 2000.
  • POZENATO, José Clemente. O caso do e-mail. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2002.
  • POZENATO, José Clemente. O caso do loteamento clandestino. São Paulo: FTD, 1990. (Que mistério é esse?).
  • POZENATO, José Clemente. O caso do martelo. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1985. (Novelas).
  • POZENATO, José Clemente. O quatrilho. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1985.

Como citar

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