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Enciclopédia Itaú Cultural

Daniel Pelizzari

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 14.10.2019
1974 Brasil / Amazonas / Manaus
Daniel Pellizari (Manaus, Amazonas, 1974). Romancista, contista, editor, tradutor. Muda-se para Porto Alegre, onde vive desde 1984, com intervalos em outras cidades. A partir dos anos 1990, tem alguns contos publicados em antologias e, em 1995, passa a veiculá-los na internet, num momento em que poucos autores brasileiros veem no meio uma altern...

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Daniel Pellizari (Manaus, Amazonas, 1974). Romancista, contista, editor, tradutor. Muda-se para Porto Alegre, onde vive desde 1984, com intervalos em outras cidades. A partir dos anos 1990, tem alguns contos publicados em antologias e, em 1995, passa a veiculá-los na internet, num momento em que poucos autores brasileiros veem no meio uma alternativa de divulgação de suas obras. Entre 1998 e 2001, integra o grupo do fanzine digital CardosOnline. 

Entre 2001 e 2004, dirige a Editora Livros do Mal, em parceria com Daniel Galera (1979) e Guilherme Pilla (1979), a editora é uma das precursoras no cenário editorial independente. Por ela, lança os contos de Ovelhas que Voam se Perdem no Céu (2001) e O Livro das Cousas que Acontecem (2002). Ambos tornam-se a base para os 18 contos do livro eletrônico Melhor Seria Nunca Ter Existido (2012) com os textos originais revisados e reescritos. 

Estreia como romancista com Dedo Negro com Unha (2005), seguido por Digam a Satã que o Recado Foi Entendido (2013). Como tradutor, traduz para o português obras dos norte-americanos David Foster Wallace (1962-2008), Hunter S. Thompson (1937-2005), William S. Burroughs (1914-1997) e Paul Pope (1970), do escocês Irvine Welsh (1961), do inglês Neil Gaiman (1960),  entre outros. Escreve sobre games no caderno Tec da Folha de S.Paulo até 2014, além de colaborar para uma coluna sobre temas variados no blogue do Instituto Moreira Salles.

Análise

A escrita de Daniel Pellizari organiza-se por enredos inusitados. Por meio da ruptura com o real, aproxima-se do absurdo e do fantástico, com humor crítico e ácido. Essas características estão presentes nos contos de Melhor Seria Nunca Ter Existido. Em um deles, o protagonista acorda com um furo na testa e resolve tampá-lo com uma rolha; em outro, um personagem, ao espirrar, libera um homúnculo que vive de mau-humor. Num terceiro, uma mulher que se suicida permanece viva no limbo. Além disso, pelo uso do conto breve, promove desarticulações no enredo, deixando pontas soltas e fragmentadas que geram estranhamento e perplexidade na leitura. 

Dedo Negro com Unha é protagonizado por Fedora Pozdnicheva de Legresgrado, uma cidade em preto e branco. Observa-se o uso de referências mitológicas, do hermetismo à cosmogonia gnóstica, permeados de intertextualidades e paródias, práticas discursivas dessa narrativa alegórica e fantástica. Já em Digam a Satã que o Recado Foi Entendido, o personagem central é Magnus Factor que se apaixona por uma garçonete eslava. O livro é parte do projeto Amores Expressos, que envia um escritor para uma cidade diferente do mundo. Pellizari é enviado a Dublin, onde cria três narrativas ambientadas na cultura pop, dos videogames e da internet.

 

 

Fontes de pesquisa 2

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  • PELLIZARI, Daniel. Digam a Satã que o recado foi entendido. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
  • PELLIZARI, Daniel. Site do autor. Disponível em: http://www.cabrapreta.org/. Acesso em: 06 out. 2015

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